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4 tipos de aplicações que não dão trabalho

sexta-feira, outubro 21st, 2011

Investimentos simples de entender e operar para quem não tem tempo ou paciência de conhecer melhor o mercado

Julia Wiltgen, de Exame.com

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Aplicações sugeridas envolvem trabalho inicial, mas depois fica fácil lidar com elas

São Paulo – Montar uma carteira de investimentos diversificada e balanceada dá trabalho e exige empenho em acompanhar o noticiário econômico, informar-se sobre os produtos financeiros e conhecer as empresas negociadas em bolsa. Mas quem não tem tempo ou paciência de se aprofundar nessas questões não precisa simplesmente aceitar a primeira sugestão do gerente do banco. Existem aplicações muito simples de entender e operar, que requerem apenas um esforço inicial por parte do investidor.

Esse esforço consiste, é claro, em definir os objetivos dos investimentos, mas também em pesquisar uma instituição com taxas e produtos vantajosos e fazer os trâmites burocráticos para começar a operar. A partir daí, fica fácil acompanhar a evolução das aplicações, sem precisar de conhecimentos muito aprofundados sobre o mercado.

“No Brasil existe uma concentração dos investimentos nos grandes bancos. É conveniente para o investidor, mas os custos dos produtos bancários são muito elevados”, diz o planejador financeiro Fernando Meibak, que já atuou em bancos como UBS, Citigroup e HSBC.

A pessoa que quer investir sem ter muito trabalho deve priorizar liquidez e taxas baixas. Para os mais preguiçosos e que desejam poupar até 10.000 reais, a aplicação mais simples é realmente a caderneta de poupança, isenta de IR, com liquidez diária, rentabilidade suficiente para preservar o poder de compra e sem nenhum mistério para operar. Para valores a partir de 10.000 reais, o mercado reserva outras boas opções:

1. Tesouro Direto:

Os títulos públicos, no Brasil, combinam boa rentabilidade e liquidez com o baixo risco de serem garantidos pelo governo. O investidor pessoa física pode operá-los diretamente pela plataforma online Tesouro Direto, a taxas muito mais em conta do que as de qualquer fundo de renda fixa ou DI. Há títulos de prazos e perfis variados, adequados a diferentes objetivos. Mas, de acordo com Fernando Meibak, quem não tem tempo mesmo de acompanhar suas aplicações pode comprar um título de longo prazo indexado à Selic (as LFTs) ou ao IPCA (as NTN-Bs), cujos prazos podem chegar a até 30 anos. Nada mal para poupar para uma aposentadoria.

Dedicação inicial: o investidor precisa se cadastrar em um agente financeiro habilitado, que cobre taxas de administração em conta. Também precisa se informar sobre a característica de cada título (atualmente são negociados quatro tipos) e conhecer os riscos, que são baixos, mas existem. Veja como investir no Tesouro Direto.

2. ETFs:

No lado da renda variável, o equivalente “fácil e barato” seriam os ETFs, fundos que acompanham índices como o Ibovespa, o IBrX e o Índice Small Caps. Ao investir em um desses fundos, cujas cotas são negociadas em Bolsa como se fossem ações, é como se o investidor estivesse comprando toda a carteira que compõe aquele índice. As taxas de administração são bem baixas em relação aos fundos de investimento convencionais, não chegando a 1% ao ano.

“O bom dos ETFs é que eles não têm prazo, depois de entrar, você meio que pode esquecer, e sair quando quiser”, diz Meibak. O planejador financeiro acredita que 10% do patrimônio em renda variável já são suficientes, e que os ETFs mais indicados para o investidor menos ativo são os PIBBs, que acompanham o IBrX, e o BOVA11, que segue o Ibovespa.

Quem quiser um diferencial de rentabilidade pode destinar parte de suas aplicações em renda variável para o ETF SMALL11, que segue o índice Small Caps e acumula uma rentabilidade interessante desde sua criação. “Gosto muito de small caps. As empresas menores têm sofrido menos em tempos de crise, e muitas delas têm bom potencial de rentabilidade”, diz o Meibak.

Dedicação inicial: O investidor precisa abrir uma conta em uma corretora cadastrada na BM&FBovespa. Em muitas delas é possível operar tanto ETFs quanto Tesouro Direto. Atenção à taxa de corretagem – procure comparar o valor da cobrança em diferentes instituições.

3. Debêntures e CDBs:

Debêntures são menos acessíveis ao investidor pessoa física, mas podem trazer um diferencial de rentabilidade interessante para a carteira. É preciso, no entanto, ter mais cuidado, pois são mais arriscadas que os títulos públicos, uma vez que são títulos de dívida de empresas. O investimento inicial é geralmente alto, mas já existem papéis cujo valor unitário é de 1.000 reais.

Para tentar mitigar os riscos, o investidor deve procurar aplicar em papéis de empresas de grande porte, com classificação de risco mínima AA por um agente internacional. Mesmo essas costumam pagar ao investidor mais de 100% do CDI, o que é difícil de conseguir num CDB de banco grande, por exemplo.

Entre os CDBs, essa rentabilidade mais alta é encontrada nos papéis emitidos por bancos pequenos e médios. Para investir nesses papéis não é preciso ter conta no banco emissor, mas é bom não aplicar mais que 70.000 reais numa única instituição – esse é o valor máximo de garantia do investimento caso o banco não possa honrar seus compromissos.

Dedicação inicial: O investidor precisa abrir uma conta em um agente financeiro que disponibilize esse tipo de aplicação. As corretoras que possibilitam a compra e venda de títulos públicos muitas vezes também disponibilizam CDBs e debêntures emitidos por diversas instituições.

4. Fundos de investimentos:

Quem realmente não quer se dar ao trabalho de escolher ativos por conta própria – especialmente no caso das ações – pode delegar a tarefa a um gestor profissional, aplicando em um fundo de investimento em renda fixa ou variável. Meibak indica os fundos DI, que investem em títulos públicos atrelados à Selic, os de renda fixa ativa, que compram diferentes tipos de títulos públicos, e fundos de ações não setoriais.

A pessoa que optar por esse caminho deve priorizar dois pontos: liquidez diária – o ideal é que o fundo não tenha prazo de vencimento – e taxas baixas. E dificilmente os fundos mais em conta serão comercializados pelo banco onde você recebe o seu salário. Especialistas recomendam que um fundo de renda fixa não tenha taxa de administração acima de 1% ao ano, enquanto que fundos de ações podem ter essa taxa em torno de 2% ao ano. Fernando Meibak aconselha também a evitar fundos de ações que cobrem taxa de performance.

Dedicação inicial: Num primeiro momento, portanto, o investidor precisará pesquisar fundos em gestoras independentes e se preparar para abrir uma conta. Verificar se o fundo é registrado na CVM, bem como ler seu prospecto e checar o histórico de rentabilidade são tarefas básicas. Saiba como funcionam os fundos de investimento e navegue pelo Ranking de Fundos.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/renda-fixa/noticias/4-tipos-de-aplicacoes-que-nao-dao-trabalho

Como investir no Tesouro Direto

segunda-feira, janeiro 10th, 2011

Compra e venda de títulos públicos pode ser feita online, pelo próprio investidor

Julia Wiltgen, de Exame.com

SXC

Tesouro Direto: produtos de todos os prazos para aplicações iniciais a partir de 100 reais.

 

São Paulo – Depois que foi criado o Tesouro Direto, aplicar em títulos públicos ficou muito mais fácil e, normalmente, mais barato. Antes, só era possível investir nesses ativos por meio de fundos de renda fixa que cobravam taxas de administração aviltantes. O Tesouro Direto acabou com a necessidade dessa intermediação possibilitando ao investidor comprar e vender diretamente seus títulos públicos pela Internet, como acontece com as ações em um Home Broker.

No ano passado, os títulos públicos estiveram entre as aplicações mais rentáveis do ano. Com um desempenho pífio da Bolsa, desvalorização do dólar e inflação em alta, a renda fixa se valorizou, em especial os títulos que corrigem os investimentos pelo IPCA. Veja, a seguir, como funciona o Tesouro Direto e quando investir em títulos públicos vale a pena.

O que são títulos públicos?

São títulos de renda fixa que financiam a dívida pública e os investimentos do governo federal, com liquidez garantida pelo Tesouro Nacional. Podem ser pré ou pós-fixados, de curto, médio ou longo prazo. O investidor que possui um título público pode esperar o prazo vencer ou vendê-lo de volta para o Tesouro antes da hora.

Quais as vantagens de investir no Tesouro Direto?

Aplicar em títulos públicos pode ser uma boa maneira de poupar quando se tem objetivos financeiros definidos – uma viagem ao exterior, um curso ou pós-graduação ou mesmo a própria aposentadoria. O risco de crédito é bem baixo, afinal, o governo tem menos chance de quebrar que qualquer instituição privada. O risco de liquidez, por sua vez, quase inexiste, já que o Tesouro Nacional garante a recompra para os investidores que desejarem vender seus títulos. “Das aplicações conservadoras – com rentabilidade de média para baixa e pouco risco – certamente é a melhor”, diz o planejador financeiro Conrado Navarro.

Outra vantagem é o fato de haver produtos para investimentos de todos os prazos. No longo prazo, há inclusive a possibilidade de se proteger da inflação e manter o poder de compra por meio dos títulos que são corrigidos pelo IPCA. Em relação aos fundos DI e de renda fixa, o Tesouro Direto tem ainda a vantagem de ser operado diretamente pelo investidor, com taxas de administração mais baixas que as da maioria dos fundos.

E as desvantagens?

Os títulos públicos não são tão rentáveis em épocas de juros e inflação mais baixas, perdendo atratividade em relação à renda variável nesse contexto. Ainda assim, o baixo risco permite que essas aplicações continuem sendo boas para o planejamento de objetivos financeiros específicos ou simplesmente para manter o poder de compra do que foi poupado no longo prazo.

Alguns investidores podem, ainda, sentir alguma dificuldade de obter a senha para operar no Tesouro Direto junto ao banco ou corretora do qual são clientes. O processo pode ser demorado em algumas instituições, uma vez que é mais vantajoso para elas que o cliente aplique em um de seus fundos de renda fixa. Nesses casos, o ideal é verificar se as taxas de administração dos fundos oferecidos pela instituição são maiores que as taxas cobradas pela operação via Tesouro Direto. Se forem, o melhor é persistir para conseguir operar no Tesouro Direto.

Quais são os tipos de Títulos Públicos disponíveis para o investidor pessoa física hoje?

Prefixados

Letras do Tesouro Nacional (LTN)
A taxa de juros é pré-acordada e precifica o CDI atual. É de curto prazo.
Quando são vantajosos: quando a taxa de juros é alta e a expectativa é de queda no futuro.
Forma de pagamento: no vencimento.

Notas do Tesouro Nacional – série F (NTN-F)
Semelhante às LTNs, porém os prazos são maiores e ocorre o pagamento de juros mensalmente. A rentabilidade de uma NTN-F é semelhante à de uma LTN de prazo semelhante, porém essa rentabilidade é maior se a NTN-F for de longo prazo.
Quando são vantajosos: mesmo contexto das LTNs, porém com vistas a um prazo mais longo.
Forma de pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal).

Pós-fixados

Letras Financeiras do Tesouro (LFT)
A rentabilidade diária acompanha a taxa de juros. São de curto prazo.
Quando são vantajosos: quando a previsão é de alta na taxa de juros.
Forma de pagamento: no vencimento.

Notas do Tesouro Nacional – série B (NTN-B)
São títulos de médio e longo prazo que preservam o poder de compra do investidor, uma vez que corrigem a aplicação pela inflação. Pagam juros de cerca de 6% ao ano mais o IPCA.
Quando são vantajosos: quando se deseja formar poupança de médio e longo prazo (5 a 10 anos) protegendo-se o poder de compra. A expectativa é de que a economia cresça nesse período de tempo. São bons para serem usados como instrumentos de previdência privada ou de reserva para se realizar um objetivo específico, como uma viagem ao exterior, o pagamento de uma faculdade etc.
Forma de pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal).

Notas do Tesouro Nacional – série B Principal (NTN-B Principal)
Semelhantes às NTN-B, porém os juros não são pagos semestralmente. Todo o montante só é pago no vencimento do título (ou no ato da venda).
Quando são vantajosos: no mesmo contexto que a NTN-B, porém a rentabilidade pode ser ligeiramente menor que a de uma NTN-B de mesmo prazo.
Forma de pagamento: apenas no vencimento (juros e principal)

As Notas do Tesouro Nacional – série C (NTN-C), corrigidas pelo IGP-M, não são mais emitidas pelo Tesouro, sendo praticamente impossível comprá-las. O site do Tesouro Direto disponibiliza as tabelas sempre atualizadas das rentabilidades dos títulos e dos títulos disponíveis, suas taxas de juros e preços nominais . Para descobrir o título mais adequado aos seus objetivos, o investidor pode fazer o teste do perfil do investimento . O Tesouro Direto também disponibiliza uma calculadora para simular a rentabilidade de títulos específicos. “O ideal é alternar LTNs com LFTs para o curto prazo, de acordo com o cenário da taxa de juros, e comprar NTN-Bs para o longo prazo”, diz o planejador financeiro Conrado Navarro.

O que é necessário para investir no Tesouro Direto?

Basta ser residente no Brasil, possuir um CPF, ter uma conta aberta em uma instituição financeira habilitada a operar nesse mercado e solicitar sua senha para a área exclusiva do site do Tesouro Direto.

Como eu faço para me cadastrar?

Para abrir uma conta, basta entrar em contato com o banco ou corretora escolhida. Em seguida, o investidor recebe uma senha por e-mail para acessar a área exclusiva do site do Tesouro Direto. Quem já tiver ações e outros títulos custodiados na CBLC poderá utilizar a mesma conta para custodiar seus títulos públicos. É só solicitar o envio da senha.

Como eu faço para comprar e vender títulos?

A negociação dos títulos acontece por meio do site do Tesouro Direto ou do Home Broker de algumas corretoras e bancos, os chamados agentes integrados . Após se cadastrar em um agente de custódia, o investidor recebe uma senha para a área exclusiva do site do Tesouro Direto, onde poderá comprar e vender títulos, consultar extrato e saldo e alterar seus dados cadastrais.

Qual é o investimento mínimo inicial?

Cerca de cem reais.

Quais são as taxas de serviços cobradas na negociação de títulos públicos?

1) Taxa de Negociação de 0,10% sobre o valor da operação, cobrada no momento da compra do título.
2) Taxa de Custódia da BM&FBovespa de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos custodiados, cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título).
3) Taxa de administração do agente de custódia (corretora ou banco), que varia de zero a 1,0% ao ano. Veja tabela com as taxas cobradas em cada instituição.

De quanto é a taxa de administração?

As taxas de administração dos agentes de custódia (corretoras e bancos) variam de 0,15% a 1,0%, mas algumas corretoras não cobram taxa alguma. O Tesouro Direto disponibiliza uma lista com os agentes de custódia e suas taxas, mas é sempre bom verificar se os valores continuam os mesmos.

Quais os valores mínimos e máximos da minha carteira de títulos?

As compras no Tesouro Direto devem ser múltiplas de 0,2 título. Assim, o mínimo que se pode comprar é 20% do valor de um título, e o máximo é 400.000 reais por mês em títulos. Caso o investidor possua títulos que paguem juros (NTN-B ou NTN-F), o investidor pode exceder esse teto de 400.000 reais utilizando o valor pago de juros para comprar mais títulos.

Quais os dias e horários para a compra de títulos?

É possível efetuar a compra de títulos sete dias por semana, em quase qualquer horário. O mercado só fica fechado entre as 5 e as 9 horas da manhã, nos dias úteis, para manutenção do sistema.

Posso vender os meus títulos antes do vencimento?

Sim. O Tesouro Nacional realiza a recompra de títulos em leilão toda quarta-feira, das 9 horas da manhã às 5 horas da manhã do dia seguinte. Nas semanas em que há reunião do Copom, os títulos podem ser vendidos também das 9 horas de quinta-feira até as 5 horas da manhã de sexta. Ao se vender um título antes do vencimento, porém, a rentabilidade será de apenas uma fração do previsto caso o título fosse mantido até o final. Além disso, será preciso pagar IR, cujas alíquotas são maiores quanto menor o tempo de aplicação. Consultores financeiros costumam aconselhar os investidores a manterem o título até o prazo terminar, a menos que estejam precisando daquele dinheiro aplicado com urgência. “Manter o título até o fim é a maneira de usar a característica do produto a seu favor”, diz Navarro. “A menos que o investidor não esteja satisfeito com a rentabilidade e decida migrar para outro investimento. Nesse caso, se mesmo com o desconto do IR a migração for vantajosa, a venda do título pode valer a pena”, conclui.

Quanto devo pagar de impostos sobre meus investimentos?

A tributação dos títulos públicos é a mesma das demais aplicações em renda fixa. Há cobrança de IOF para investimentos de prazo inferior a 30 dias, e de Imposto de Renda na fonte sobre os rendimentos, segundo as seguintes alíquotas:
– 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias;
– 20% em aplicações com prazo de 181 a 360 dias;
– 17,5% em aplicações com prazo de 361 a 720 dias;
– 15% em aplicações com prazo acima de 720 dias.

 

Fonte: Portal Exame

http://portalexame.abril.com.br/negocios/cemig-conclui-compra-acoes-5-empresas-energia-481092.html