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Envelhecimento populacional avança rapidamente em países de menor renda, que têm menos tempo para se preparar para esse fenômeno

domingo, abril 15th, 2012

O envelhecimento populacional é um fenômeno global que é inevitável e previsível. Ele vai mudar a sociedade em vários níveis e de formas complexas, criando desafios e oportunidades. Por um lado, os idosos já dar um contributo significativo para a sociedade, seja através da força de trabalho formal, através do trabalho informal e voluntariado ou dentro da família. Podemos promover essa contribuição, ajudando-os a manter uma boa saúde e por quebrar as muitas barreiras que impedem a sua participação em curso na sociedade. Por outro lado, no final da vida, muitos idosos terão de enfrentar problemas de saúde e os desafios à sua capacidade de permanecer independente. Precisamos resolvê-los também, e fazê-lo de uma forma que é acessível e sustentável para as famílias e a sociedade.

O Brasil e outros países de menor renda média per capita terão bem menos tempo que as nações européias para se preparar para o envelhecimento de suas populações. O alerta é da Organização Mundial de Saúde (OMS) no estudo divulgado para marcar o Dia Mundial da Saúde – dia 7 de abril.

Clique na imagem para abrir o relatório

Para países como França e Suécia, o envelhecimento da população levou muitos anos. Hoje os países que estão enfrentando a mesma transição muito mais rapidamente. Assim, enquanto a França levou mais de 100 anos para a parcela da população com 65 anos ou mais aumentar de 7% para 14%, países como Brasil, China e Tailândia irão experimentar a mesma mudança demográfica em pouco mais de 20 anos (Figura 3). Isto dá-lhes muito menos tempo para colocar a infra-estrutura para atender as necessidades dessa população.

O principal desafio é estabelecer sistemas de saúde que consigam, efetivamente, prevenir e tratar doenças crônicas comuns na terceira idade, como problemas cardíacos, derrame, demência, perda de visão e audição.

A longevidade também será maior: em 2050, o mundo terá aproximadamente 400 milhões de pessoas com 80 anos ou mais. Cem anos antes, em 1950, esse grupo tinha só 14 milhões de pessoas.

Brasil é jovem, mas tem aposentadoria de país velho

terça-feira, março 27th, 2012

País ainda é jovem, mas gastos com aposentadorias superam os do Japão e de outras nações mais idosas

Danielle Assalve, de Exame.com

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São Paulo – O Brasil ainda é um país jovem, mas seus gastos com previdência superam os de nações mais idosas. O pagamento de aposentadorias e benefícios responde por quase 13% do PIB brasileiro. A taxa é superior à registrada em países como Japão e Alemanha, que têm um percentual de idosos três vezes maior que o do Brasil.

Para cada 100 brasileiros entre 15 e 64 anos, há dez idosos (acima de 65 anos). No Japão, a proporção é de 33 idosos para cada 100 pessoas economicamente ativas. Ainda assim, os gastos japoneses com o sistema previdenciário equivalem 9% do PIB do país.

Na Alemanha, onde os custos com a previdência representam 11% do PIB, são 31 idosos para cada 100 pessoas ativas.

“O perfil de contribuição e a idade de aposentadoria são diferentes e ajudam a explicar essa diferença nos custos entre os países”, diz Bernardo Lanza Queiroz, professor do departamento de demografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

No Japão, por exemplo, a idade média de aposentadoria é de 70 anos, enquanto no Brasil quem se aposenta por tempo de contribuição no setor privado deixa de trabalhar em média aos 54 anos de idade.

“Estamos vivendo cada vez mais, mas o sistema previdenciário não está preparado para isso. Se vivemos mais, o lógico é trabalhar mais”, diz Ana Camarano, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Para ela, aumentar a idade mínima para a aposentadoria ajudaria a reduzir os custos do sistema. O país já tem dado passos nesse sentido, afirma Ana, com a introdução do fator previdenciário em 1998, por exemplo.

“O ponto não é o valor do benefício, mas o número de aposentados”, afirma. No caso dos trabalhadores do setor privado, o benefício vai de um salário mínimo (R$ 622) até R$ 3.916,20. “A exceção é a aposentadoria do setor público, que em alguns casos são valores elevadíssimos, mas que está em processo de mudança”, diz.

Depois de algumas alterações na legislação do setor em 2004, o governo agora tenta aprovar no Senado a reforma das aposentadorias dos servidores públicos federais. A proposta é estabelecer o mesmo teto pago para quem se aposenta pela iniciativa privada para novos funcionários.

“Essas mudanças são essenciais agora, porque o Brasil passa pelo processo de envelhecimento populacional e, em 2050, por exemplo, vamos ter 36 idosos para cada 100 pessoas em idade ativa”, diz Queiroz, da UFMG.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/brasil-e-jovem-mas-tem-aposentadoria-de-pais-velho