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Você acredita em tudo que lê? 6 informações falsas que mexeram com os mercados

sexta-feira, novembro 11th, 2011

Publicação errada da S&P sobre o rating da França é um lembrete sobre a velocidade o poder das informações para os investimentos financeiros

Gustavo Kahil, de Exame.com

O mercado e as notícias

São Paulo – Os mercados financeiros se movem baseados em análises sobre o presente, o que poderá vir a acontecer no futuro e também sobre as notícias. Os analistas erram, todos sabem, simplesmente porque – além de projeções que podem estar equivocadas – o mundo muda diariamente.

As agências de notícias também podem ser influenciadas por relatórios divulgados erroneamente ou por declarações oficiais de governos e empresas que posteriormente se mostram equivocadas ou mentirosas. Os rumores viajam na velocidade da luz e têm o potencial de derrubar ou disparar um ativo financeiro.

A publicação equivocada de uma análise da Standard and Poor’s na quinta-feira teve um resultado semelhante. A agência distribuiu um comunicado no qual rebaixava a nota de crédito da França. Os títulos da dívida do governo francês tiveram o pior dia desde a criação do euro em 1999. Relembre alguns casos parecidos que foram capazes de criar euforia e decepção em pouco tempo.

Spencer Platt/ Getty Images

 


A notícia que fez uma ação cair 99,9%

Uma notícia de que a United Airlines iria pedir falência agitou os mercados americanos na manhã de 8 de setembro de 2008. Assim que as bolsas iniciaram os negócios a reação foi incrível. Em apenas 6 minutos, as ações da companhia aérea derreteram 99,9% e os negócios foram paralisados pela bolsa de Nova York. A negativa da United Airlines veio logo em seguida. Depois da paralisação dos negócios, as ordens foram reorganizadas e os papéis foram negociados, na mínima do dia, com uma desvalorização de 27%.

Ao final do dia, as agências de notícias discutiam sobre quem era o culpado sobre o erro. A United disse que uma antiga matéria do jornal Chicago Tribune de 2002 havia sido publicada em um website do The South Florida Sun-Sentinel. Uma empresa de análise teria inserido o link em uma página da Bloomberg, que então teria enviado um alerta baseado no artigo.


ANP e o 3º maior campo de petróleo do mundo

A segunda-feira, 14 de abril de 2008, foi um dia para não ser esquecido pelos investidores da Petrobras. Ainda em meio à euforia sobre as reservas de petróleo da Petrobras na camada do pré-sal, o então diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, deu declarações que animaram o mercado.

Lima disse durante o 4º Seminário de Petróleo e Gás Natural promovido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) que o bloco BM-S-9, conhecido como Carioca, poderia ser alçado ao posto de terceiro maior campo de petróleo do mundo com reservas de aproximadamente 33 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).

Com base na informação divulgada por um membro do governo, o mercado se animou. Os papéis ordinários da Petrobras chegaram a subir 10% e os preferenciais 7% ao longo do dia. No dia seguinte, o diretor recuou. Ele disse que as informações não eram novas e que apenas reproduziu informações publicadas na revista americana “Word Oil” dois meses antes.

A CVM não gostou nada do anúncio realizado de forma não oficial e considerou a declaração como prejudicial ao mercado. A autarquia destacou que esse tipo de informação precisa ser feito exclusivamente pela empresa, principalmente se possuir “potencial de influenciar os preços das ações negociadas no mercado e a decisão dos investidores de comprar ou vender”.

OSCAR CABRAL


O lançamento do primeiro iPhone

Em maio de 2007, a expectativa pelo lançamento do primeiro iPhone era enorme. Os investidores aguardavam apreensivos pelo anúncio do que viria a se tornar um dos telefones celulares mais revolucionários. A data já estava marcada: 28 de junho de 2007. Mas uma notícia publicada pelo site “engadget” baseada em um falso e-mail da empresa dirigido aos funcionários afirmava que o lançamento seria adiado para outubro.

Era tudo mentira. A mensagem enviada pelo remetente “Bullet News” não era da Apple. A empresa logo enviou um novo e-mail desmentindo a informação aos funcionários. “Você deve ter recebido um que parecia ser uma “Bullet News” da Apple. Essa comunicação é falsa e não veio da Apple”, esclareceu. Na mínima daquele dia, as ações da Apple chegaram a cair 3,8%, para 103,42 dólares.

Oli Scarff/Getty Images


A falsa morte de Steve Jobs

Mais uma vez os investidores da Apple sofreram um belo susto. Desta vez, foi a notícia equivocada sobre a morte de seu co-fundador, Steve Jobs, que espantou os investidores e aficionados pela marca. O texto publicado pela Bloomberg no dia 27 de agosto de 2008 às 4:27 da tarde em Nova York destacava as criações e a vida profissional de Jobs no formato de um clássico obituário. A matéria, marcada como “Em espera para publicação – Não use”, foi enviada para milhares de usuários corporativos da agência.

“Steve Jobs, que ajudou a criar computadores pessoais tão fáceis de usar quanto os telefones, mudou a maneira com que os filmes de animação são feitos, persuadiu consumidores a usar a música digital e redesenhou o telefone celular, XXX”, dizia um trecho do texto.

A Bloomberg se retratou e disse que uma matéria foi “inadvertidamente” publicada. “O item nunca foi concebido para publicação e foi recolhido”, informou a agência. O obituário foi flagrado pelo blog Gawker. A gafe histórica trouxe alguns minutos de pânico aos investidores, que já andavam preocupados com a saúde de Jobs – que faleceu no dia 5 de outubro de 2011.

Justin Sullivan/Getty Images/AFP


A S&P e o rating da França

Os mercados financeiros ficaram espantados ontem com a notícia de que a França, um país com a capacidade de pagamento das suas dívidas avaliado em AAA, poderia perder o grau máximo de confiança da sua nota de classificação de risco. Mas tudo não passou de um erro.

A agência Standard and Poor’s distribuiu equivocadamente um comunicado no qual teria rebaixado o triplo A do país. O anúncio levou a uma nova onda de pessimismo à já combalida zona do euro com os problemas na Itália, Portugal e Grécia. Os títulos da dívida do governo francês tiveram o pior dia desde a criação do euro em 1999

O ministro das finanças do país, Francois Baroin, avaliou o ocorrido como “muito chocante” e pediu aos reguladores uma investigação sobre as causas e consequências dele. “Nós temos uma estratégia, um comprometimento em termos de redução do déficit”, disse ele durante uma conferência econômica em Lyon.

Flickr


O IPCA apressado do IBGE

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também deu um escorregão na quinta-feira. O órgão deixou vazar os números do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) um dia antes do habitual. Uma “falha no sistema de publicação de informações” na tarde de ontem teria permitido a divulgação antecipada.

A informação não teria aparecido no site, mas pode ser acessada por outras tecnologias, como celulares. Em um ano no qual o controle dos preços tem centrado o debate sobre a economia brasileira, saber do principal índice de inflação do país com antecedência é uma bela ajuda. O IPCA de outubro subiu 0,43%, contra alta de 0,53% em setembro.

Divulgação/IBGE

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/voce-acredita-em-tudo-que-le-6-fatos-errados-que-mexeram-com-os-mercados

Petrobras promete a acionista retorno em 3 a 5 anos

terça-feira, setembro 27th, 2011

Diretor da estatal afirma a EXAME.com que o pré-sal só não será lucrativo com um desastre mundial e que não há por que se preocupar com a crise

Marcela Ayres, de Exame.com

Agência Petrobras

Almir Barbassa: lucro do pré-sal só estaria ameaçado por desastre mundial

São Paulo – A megaoperação de capitalização da Petrobras terminou há praticamente um ano, reforçando o caixa da empresa em 120 bilhões de reais. Na época, analistas sentenciaram que o resultado para o investidor chegaria no longo prazo. Passados 12 meses, a expectativa permanece a mesma, mas a cotação dos papéis, não. Do fim da operação até agora, as ações já mergulharam mais de 20%.

Em entrevista à EXAME.com, o diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa, avalia as consequências da capitalização, reforça que o pré-sal só deixará de ser lucrativo com um desastre mundial e afirma que quem mantiver os papéis na carteira por três a cinco anos “pode dormir sossegado e nem se preocupar com a crise”.

EXAME.com – O acionista poderia esperar resultados mais satisfatórios depois da operação de capitalização da Petrobras?

Almir Barbassa – Acho que não podemos misturar as coisas. Se o mercado está ruim, esta não é uma consequência da capitalização. Também não podemos deixar de considerar que o investimento em ações é uma aplicação de risco, sujeito a flutuações muito maiores que as da renda fixa. No caso da Petrobras, estas flutuações decorrem também da capitalização, na medida em que ela foi a maior do mundo, requerendo um período para ser absorvida pelos mercados.

EXAME.com – De que maneira a operação efetivamente ajudou a Petrobras?

Barbassa – O fundamental é que o processo deu músculos e liquidez para a empresa, o que nos dá o conforto de continuar implementando o nosso projeto neste momento de turbulência. Este era um dos principais objetivos da capitalização: trazer fôlego para a companhia e espaço para ela continuar tocando um plano que é de médio e longo prazo. Ao mesmo tempo, a operação trouxe recursos para aquisição dos 5 bilhões de barris do pré-sal.

EXAME.com – Houve algum tipo de consequência negativa para o investidor?

Barbassa – Os riscos decorrentes de uma operação assim são os riscos normais do mercado. A diluição da participação, que todo mundo avaliou de antemão, teve como consequência a realocação dos papéis entre diversas mãos. De certa forma, este movimento se misturou a uma situação que está fora do controle da Petrobras: as variáveis macroeconômicas de caráter global que estão afetando a economia.

EXAME.com – Como a empresa pode ser afetada pela alta do dólar?

Barbassa – Infelizmente, a principal característica do câmbio flutuante é que ele flutua. Com isso, ele agrega ou tira resultado do balanço. É como se eu estivesse precificando a minha dívida no mercado. E hoje, 70% da dívida está diretamente em dólar ou indexada à moeda norte-americana. Embora o impacto da variação cambial não tenha um reflexo financeiro, já que a variação não representa fluxo de caixa, ela afeta o resultado contábil. No segundo trimestre [com o real valorizado], tivemos um resultado financeiro razoavelmente grande. A depender da taxa que vigorar no final desta semana, a correção pode sim contribuir para um balanço negativo. Mas eu diria que a própria capitalização trouxe recursos suficientes para criarmos um certo hedge a esse tipo de flutuação. A empresa está muito bem preparada para enfrentar o momento sem descontinuar seus projetos, que não visam ampliar a oferta de petróleo para hoje ou amanhã, mas para o longo prazo.

EXAME.com – Então quem tem ações da Petrobras pode contar com o lucro do pré-sal?

Barbassa – O lucro vai depender do preço do petróleo. O importante é que o pré-sal paga todos os seus custos, inclusive os de capital, com o petróleo em uma faixa de preço de 40 dólares o barril. Nesta situação, ele é um produto muito bem colocado porque o petróleo marginal que vem para o mercado chega a custar 70 dólares o barril. A Petrobras está construída sobre um hedge natural de baixo custo e o pré-sal é mais um produto que tem esta característica. Seremos lucrativos com o petróleo a qualquer preço acima dos 40 dólares. E só com um desastre mundial ele ficaria sustentado abaixo deste nível.

EXAME.com – O que o investidor pode esperar daqui para frente?

Barbassa – Eu diria que o cenário é muito bom por conta do conjunto de projetos que a Petrobras dispõe. O principal ativo para uma empresa de petróleo são seus campos. Um terço de todas as descobertas de petróleo feitas nos últimos cinco anos está no Brasil. Isto significa que um terço dos achados mundiais está nas mãos da Petrobras, a parcela mais relevante do mercado. As demais empresas de petróleo não tiveram a oportunidade que temos hoje e estão buscando alternativas de produzir em reservas não convencionais. Nós temos um portfólio ímpar. E o petróleo é um produto dificilmente substituível a médio e longo prazo. Em 2030, as pessoas continuarão abastecendo seus carros com gasolina.

EXAME.com – Quando o investidor pode esperar retornos baseados nesta perspectiva?

Barbassa – O acionista não pode investir em Petrobras pensando em comprar de manhã e vender à tarde. Quem investiu com a tranquilidade de não mexer nas ações por um período de três a cinco anos pode dormir sossegado e nem se preocupar com a crise.

EXAME.com – Quanto a empresa ainda precisa captar no mercado para fazer frente aos seus projetos de expansão?

Barbassa – Temos uma meta de captar entre 60 e 90 bilhões de dólares em cinco anos, dos quais 12 a 13 bilhões já foram captados em 2011. Nós temos várias fontes de financiamento. Temos os bancos parceiros da Petrobras, que nos dão linhas de crédito, e fazemos emissões no mercado de capitais. Como já captamos em dólares este ano, não voltaremos para este mercado agora. Podemos vir a emitir [papéis] para outras moedas dependendo da condição e do momento. O importante é frisar que temos uma posição de caixa muito tranquila, que nos permite fazer operações quando de fato elas forem as melhores alternativas. Não precisamos sair correndo atrás de recursos porque temos que pagar uma conta amanhã. Este é o principal aspecto da gestão financeira da Petrobras: criar yn  colchão que dá conforto para administrar os investimentos e acessar novas captações quando elas forem convenientes.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/acoes/noticias/petrobras-promete-a-acionista-retorno-em-3-a-5-anos?page=1&slug_name=petrobras-promete-a-acionista-retorno-em-3-a-5-anos

Capitalização da Petrobras completa um ano sem motivos para festa

terça-feira, setembro 27th, 2011

Acionistas que aplicaram dinheiro na empresa perderam muito; para o longo prazo, entretanto, analistas mantêm aposta no potencial de crescimento

Marcela Ayres, de Exame.com

Divulgação/EXAME.com

Capitalização da Petrobras: um ano depois da oferta de 4 bilhões de ações, investidores amargam perdas superiores a 20%

São Paulo – Há um ano a Petrobras celebrava a maior capitalização já realizada no mundo. Com uma injeção no caixa de 120 bilhões de reais levantados com a emissão de mais de 4 bilhões de ações, a empresa buscou no mercado o dinheiro necessário para colocar de pé o projeto de exploração do pré-sal.

O desempenho das ações de lá para cá, contudo, ainda não recompensou os investidores que aplicaram na companhia acreditando no seu potencial de expansão. Do fim da oferta de ações até a última sexta, os papéis preferenciais caíram 26,9%. Para as ações ordinárias o tombo foi ainda maior: 28,4%.

Considerando que os papéis já tinham sofrido um desconto expressivo antes do processo de capitalização, o resultado acumulado pelas ações do começo de 2010 até agora é quase duas vezes pior.

Longe de positiva, a performance não chega a surpreender. Pelo menos é o que acredita Rodrigo Fernandes, analista da Fator. “O desempenho operacional da empresa não dependia da capitalização, realizada para prover recursos aos investimentos de longo prazo e diminuir os riscos de alavancagem financeira excessiva”, diz.

Não por menos, a orientação repassada aos investidores continua a mesma de um ano atrás. “O acionista não pode investir em Petrobras pensando em comprar de manhã e vender à tarde”, afirma o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa. “Quem investiu com a tranquilidade de não mexer nas ações por um período de três a cinco anos pode dormir sossegado e nem se preocupar com a crise.”

Marco Saravalle, da Coinvalores, reforça que diante da turbulência no mercado com o imbróglio fiscal na zona do euro e lenta recuperação da economia norte-americana, as ações da Petrobras são penalizadas por duas frentes. Primeiro, porque a estatal explora uma das commodities mais negociadas no mundo – o petróleo é sabidamente um dos primeiros a sentir os efeitos dos vendavais financeiros.

Segundo, pela alta liquidez das ações da empresa no Brasil e no exterior, que acabam facilmente desovadas em momentos de pânico. “Nos últimos dois a três meses, o cenário externo foi muito mais representativo para os papéis que os próprios fundamentos da companhia”, emenda Saravalle. Na visão do analista, o setor de commodities como um todo não deve performar acima do Ibovespa até o fim do ano. Embora não seja hora de aumentar a exposição ao papel, a ação da Petrobras está, na sua opinião, com um preço atrativo.

Segundo a Economática, a relação do preço sobre o lucro da companhia era de 7,38 imediatamente depois de concluída a capitalização, no dia 01 de outubro de 2010. Hoje, o P/L bate em 5,62. O número indica quantos anos o investidor leva para receber em lucros o que pagou pela ação. Quanto menor o indicador, mais barato está o papel.

Oswaldo Telles, da Banif, sustenta que o principal motivo para acreditar nas ações não se esconde por trás das cotações de hoje, mas no crescimento da empresa projetado para amanhã. “A Petrobras tem uma quantidade significativa de reservas enormes e não exploradas. Não há nada igual entre as companhias listadas no mundo inteiro”, diz. “O desenvolvimento destes campos requer recursos monumentais, mas principalmente tempo. À medida que nos aproximarmos de 2015, a percepção de valor para o acionista vai aumentar.”

Mão do governo e risco do dólar

Entoada pelos críticos à administração da estatal, a ingerência do governo sobre os negócios da Petrobras foi notadamente percebida com a escalada no preço do barril do petróleo no primeiro semestre do ano, um movimento embalado pelos conflitos na Líbia.

Como acionista majoritário da Petrobras, o governo tem participação na exploração e produção de óleo, podendo ou não repassar o aumento da commodity à gasolina. Para quem abastece com o combustível, a estabilidade não deixa de ser positiva quando o petróleo fica mais caro no mercado internacional. A decisão de abdicar do lucro, por outro lado, costuma provocar chiadeira entre os demais acionistas, que afinal de contas investem na empresa visando ganhar dinheiro.

Marco Saravalle, da Coinvalores, ressalva que quem aplica em companhias estatais assume um risco diferente, já precificado nas ações. “De certa forma faz parte do negócio e, por isso, quem compra Petrobras já deveria saber”, afirma. “Depois que o petróleo despencou com a crise em 2008, a companhia acabou sendo beneficiada porque também não houve redução do preço da gasolina.”

Embora seja difícil precisar exatamente o que deve acontecer com a gigante do petróleo diante de tantas variáveis, uma coisa parece certa no curto prazo: a Petrobras não passará imune à subida do dólar. “No último balanço trimestral, a companhia reportou uma dívida líquida de 40,9 bilhões de reais, sujeita à variação cambial”, afirma Rodrigo Fernandes, da Fator. “Isso significa que se a valorização do dólar persistir até o fim do mês, ela terá impacto negativo sobre o lucro.”

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, sublinha que a mudança não vai interferir no fluxo de caixa, mas no resultado contábil da empresa. Como a companhia tem cerca de 70% da dívida em dólar, as mudanças no câmbio podem afetar os próximos resultados. “A depender da taxa que vigorar no final desta semana, a correção pode sim contribuir para um balanço negativo”, diz. “Mas a própria capitalização trouxe recursos suficientes para criarmos um certo hedge a esse tipo de flutuação. A empresa está muito bem preparada para enfrentar o momento.”

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/acoes/noticias/capitalizacao-da-petrobras-completa-um-ano-sem-motivos-para-festa?page=1&slug_name=capitalizacao-da-petrobras-completa-um-ano-sem-motivos-para-festa