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Fusões e aquisições movimentaram R$ 165 bilhões no Brasil em 2013, diz Anbima

quarta-feira, março 19th, 2014

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANDIMA) publica o Boletim de Fusões e Aquisições com dados e outras estatísticas de 2013.

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Apesar do baixo dinamismo apresentado no primeiro semestre com R$ 51,1 bilhões apenas, os anúncios de fusões e aquisições dispararam no segundo semestre de 2013, atingindo o recorde para o período, de R$ 114,2 bilhões e elevando o total do ano para R$ 165,3 bilhões.

Foi o segundo melhor ano desde o início da série histórica em 2008. O resultado fica abaixo apenas do registrado em 2010, de R$ 184,8 bilhões. Em relação aos R$ 122 bilhões de 2012, houve crescimento de 35,49%. Foram fechados 181 negócios, o maior número deste 2008, cinco a mais do que os 176 de 2012.

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O número do segundo semestre foi puxado pela operação de fusão entre Portugal Telecom e Oi, que sozinha movimentou R$ 28,7 bilhões. O setor de Telecomunicações e TI foi o destaque no ano, com 22,9% dos negócios, seguido do de Petróleo e Gás e de Energia, com 13,6% e 12,6% do total movimentado no ano, respectivamente. Cada um dos três foi responsável por 18 negócios.

A origem do capital manteve o perfil de 2012, com 39% vindo de empresas brasileiras, que foram responsáveis também pelo maior número de operações, 55,2%. Já americanos e asiáticos foram destaque na compra de empresas brasileiras.

Já nas compras de empresas estrangeiras por brasileiras, o destaque ficou com as europeias, que responderam por 89,3% das companhias vendidas, para 10,7% das dos Estados Unidos.

Os fundos de private equity responderam por 50 dos 181 anúncios de negócios em 2013, na maioria delas, 36, fazendo investimentos e 11 desinvestimentos. Outros três negócios foram tanto investimentos quanto desinvestimentos. No total, os negócios dos fundos de private equity chegaram a R$ 29,1 bilhões, sendo R$ 24,1 bilhões em investimentos.

O banco com maior volume em fusões e aquisições fechadas em 2013 foi o BTG Pactual, com R$ 21,7 bilhões em 33 operações. Em segundo, vem o Credit Suisse, com R$ 17,4 bilhões e 16 operações e o Itaú BBA, com R$ 12,1 bilhões e 16 operações também.

Já em volume de operações anunciadas no ano passado, o BTG Pactual também lidera, com 47 operações no valor de R$ 82,3 bilhões. Em segundo lugar em volume financeiro de anúncios vem o Morgan Stanley, com R$ 45 bilhões. Já em número de operações, o segundo  lugar é do Itaú BBA, com 31 operações anunciadas.


Fusões e aquisições movimentam R$ 122,3 bilhões no Brasil em 2012

quinta-feira, março 14th, 2013

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANDIMA) publica o Boletim de Fusões e Aquisições com dados e outras estatísticas de 2012.

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O volume dos anúncios de fusões e aquisições durante 2012 totalizou R$ 122,3 bilhões – valor 14,4% inferior ao de 2011. Já o número de operações se manteve próximo ao observado no ano anterior, tendo sido registradas 176 operações, apenas três a menos do que em 2011. A queda no volume das operações reflete as incertezas em relação ao desempenho da economia global durante 2012.

O volume dos anúncios de fusões e aquisições chegou a R$ 122,3 bilhões em todo o ano de 2012. O volume foi 14,4% inferior ao de 2011 (R$ 142,8 bilhões) e o segundo menor da série desde 2007, superando apenas o baixo volume registrado em 2009, de R$ 119 bilhões.

O número de operações no ano, contudo, se manteve próximo ao observado no ano anterior. Ao todo, foram 176 operações em 2012, apenas três a menos do que em 2011, o que indica uma redução do volume médio das operações realizadas no último ano. Entre os anúncios feitos em 2012, se destacou o setor de transporte e logística, com 20,2% do volume de operações, seguido do setor de energia, com 15% do total.

Quanto à origem do capital, a maior parte do volume do ano se distribuiu entre aquisições entre empresas brasileiras (R$ 42,7 bilhões) e aquisições de empresas brasileiras por companhias estrangeiras (R$ 42 bilhões). Neste último caso, houve grande participação de empresas europeias, que responderam por 30,9% das aquisições de empresas brasileiras (R$ 13 bilhões).

A forma de pagamento mais utilizada nas operações em 2012 foi dinheiro (74,9% dos negócios), seguida do pagamento com ações (13,9%) e com a assunção de dívidas (7,9%). Em 2011, este perfil foi diferente: os pagamentos em dinheiro responderam por 57,8% do volume de operações, seguidos do pagamento com ações, que tiveram participação de 39% sobre o total.

As dez maiores operações realizadas em 2012 alcançaram volume de R$ 57,7 bilhões, o equivalente a 47,2% do movimentado em todo o ano. Apenas os dois maiores anúncios – referentes às ofertas públicas de aquisições de ações da Redecard (R$ 12,5 bilhões) e da TAM (R$ 8,3 bilhões) – somaram R$ 20,8 bilhões.

  1. OPA da Redecard a qual o Itaú Unibanco fechou o capital da empresa no valor de R$ 12,5 bi
  2. OPA da TAM, para troca de ações dos minoritários por ações da LAN, no valor de R$ 8,3 bi
  3. A United Health adquiriu uma participação de 58,9% na Amil pelo valor de R$ 6,5 bi
  4. Aquisição da participação dos minoritários da Cimpor pela Camargo Correa, somando R$ 6,1 bi
  5. Aquisição de participação na Comgás pela Cosan por R$ 4,7 bi
  6. A Partícipes vendeu sua participação na OHL Brasil para a Albertis / Brookfield por R$ 4,5 bi
  7. A CPFL / Equatorial Energia realizaram a aquisição do Grupo Rede pelo valor de R$ 4,4 bi
  8. A Global Logistic Properties (GLP) e demais Fundos de Pensão (CIC, GIC e CPPIB compraram portfólios da gestora de recursos Hemisfério Sul Investimentos (HSI) por R$ 4,0 bi
  9. Investimento da Mubadala no Grupo EBX na ordem de R$ 3,6 bi
  10. A Experian adquiriu 29,6% das ações da Serasa pelo valor de R$ 3,1 bi

Perspectiva Global de Fusões e Aquisições

segunda-feira, dezembro 10th, 2012

A empresa de avaliação de ativos e negócios American Appraisal, especialista global na área, em associação com mergermarket, fornece uma análise profundidade das tendências de avaliação de Fusões e Aquisições Globais com base em mais de 25.000 avaliações de transações em 28 países.

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De acordo com a pesquisa, em um contexto de declínio global de volumes de acordos e avaliações no primeiro semestre de 2012, um recente ressurgimento de avaliações de Fusões e Aquisições em tecnologia e na Ásia está trazendo esperança para os acionistas e negociadores globais.

Principais destaques:

  • Volumes e avaliações de Fusões e Aquisições caíram no primeiro semestre de 2012, mas investidores da Ásia-Pacífico demonstraram que ainda estavam dispostos a pagar preços superiores para ativos de alto crescimento.
  • Múltiplos de EBITDA para acordos de tecnologia quase dobraram no ano de 2011 para 14,1x, mostrando a resiliência do sector.
  • Apesar da incerteza legislativa e volatilidade dos mercados financeiros na Europa, a redução média dos múltiplos EBITDA da região estão proporcionando um ambiente atrativo de avaliações para compradores da Zona do Euro.
  • A América Latina (América Central e do Sul) foi a única região que houve aumento no volume de negócios e no valor (14% e 8%, respectivamente) durante o segundo trimestre de 2012.
  • O endividamento médio em relação ao capital total na Europa caiu de 22% para 15% entre 2010 e 2011, alimentando a atividade e recuperação das avaliações de Fusões e Aquisições.
  • O retorno do goodwill nos balanços sugere níveis saudáveis de avalição e reconhecimento do potencial de valorização das aquisições.

 

Múltiplo de EBITDA

Olhando especificamente para avaliações, os múltiplos de EBITDA sugerem o início da recuperação da economia mundial entre 2010 e 2011, segundo dados da American Appraisal.

Ativo explica pouco preço de aquisição

Quando negociam uma aquisição, as empresas costumam usar como referência a projeção de fluxos de caixa futuros da companhia-alvo, trazidos a valor presente, ou múltiplos de mercado de companhias concorrentes ou de negócios no mesmo setor.

Na contabilidade o reconhecimento do valor ocorre em três grupos:

  1. Ativos Líquidos – uma parte do que se paga tem como contrapartida os ativos líquidos da empresa adquirida.
  2. Ativos Intangíveis – não registrados no balanço, como marcas, patentes e licenças.
  3. Ágio ou Goodwill – o que não se consegue classificar em nenhuma das duas categorias anteriores, fica registrado no balanço como ágio por expectativa de rentabilidade futura.

Dependendo do segmento de atuação os bens do balanço podem ter um peso bem pequeno no preço de aquisição, tem setores que os ativos intangíveis e a expectativa de rentabilidade futura representaram mais de 75% do valor pago: Defesa (89%), Agricultura (83%), Consumo (82%), Serviços Financeiros (81%) e Tecnologia (78%).

Em segmentos ligados a infraestrutura e indústria de base, como energia, mineração, transporte e química, o valor dos ativos responderam por algo entre 40% e 60% do valor.