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Automatização ameaça 47% dos empregos nos EUA, diz estudo de pesquisadores de Oxford

sábado, setembro 21st, 2013

Os pesquisadores Carl Benedikt Fre e Michael A. Osborne, da Universidade de Oxford, usaram descrições detalhadas e padronizadas de 702 tipos de ocupações para criar um modelo estatístico que mostra quais são mais ou menos vulneráveis à substituição por computadores.

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Como resultado concluíram que 47% dos postos de trabalho nos Estados Unidos estão sob alto risco de desaparecer nos próximos dez a vinte anos, 19% tem risco médio e 33% tem risco baixo. O motivo para isso é que a tecnologia está avançando pela primeira vez sobre campos antes considerados exclusivos do trabalho humano: as chamadas tarefas cognitivas ou não-rotineiras.

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Três eixos são levados em conta para avaliar a probabilidade de que uma função seja substituída:

  1. necessidade de inteligência social
  2. criatividade
  3. percepção e manipulação

Segundo os pesquisadores Carl e Michael o estudo foi inspirado pela famosa previsão do economista John Maynard Keynes que o desenvolvimento tecnológico traria desemprego porque “nossas formas de economizar no uso do trabalho crescem de forma mais rápida do que a velocidade na qual conseguimos inventar novos usos para ele”.

A noção de que a tecnologia causa desemprego é antiga e recorrente desde a revolução industrial, mas se provou errada, pelo menos até agora. Os avanços na automatização afetam negativamente grupos e indústrias específicas, mas também geram aumento de produtividade e efeitos benéficos sobre toda a cadeia produtiva.

Talvez seja até possível prever quais tipos de emprego vão desaparecer em um futuro próximo, mas ainda não inventaram uma forma de adivinhar as novas ocupações que ainda estão para surgir.


Estudo já vê migração de emprego da China aos EUA

sexta-feira, outubro 7th, 2011

Indústria – Alta dos custos de produção chineses favoreceria “repatriação”

Por Peter Marsh | Financial Times, de Londres

Os crescentes custos trabalhistas chineses estão mudando a equação econômica da produção mundial e poderão contribuir para a criação de 3 milhões de novos empregos nos Estados Unidos até 2020, segundo um estudo divulgado ontem.

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A análise do Boston Consulting Group diz que os novos empregos serão gerados por uma “repatriação” da atividade manufatureira perdida para a China nos últimos dez anos. A “repatriação” faz parte da crescente tendência geral de reversão da produção, de volta para os EUA”, disse Hal Sirkin, sócio sênior da consultoria, ao Financial Times.

O Boston Consulting Group estima que a tendência poderá reduzir o déficit da balança comercial americana em relação ao resto do mundo – sem incluir a conta do petróleo – de US$ 360 bilhões em 2010 para cerca de US$ 260 bilhões até o fim desta década. A reversão também reduziria o crescente déficit americano em relação à China, que atingiu US$ 273 bilhões em 2010 e desencadeou uma intensa controvérsia política nos EUA sobre a política cambial chinesa.

“Enquanto os custos trabalhistas chineses estão crescendo, a competitividade dos EUA tem melhorado”, diz Xu Mei, que nasceu na China e é sócio na Chesapeake Bay Candle, que produz velas e outros “produtos aromáticos” domésticos. “Podemos investir em automação para produzir nossas velas numa fábrica perto de Baltimore por um custo similar, em vez de fazer o mesmo trabalho na China.”

A Chesapeake Bay Candle criou 50 postos de trabalho, e provavelmente criará outros 50 no ano que vem, depois que começou a investir em sua produção nos EUA. Metade da produção da empresa está agora baseada nos EUA. No ano passado, todos os seus produtos eram produzidos na China. Segundo Xu, sua empresa agora pode responder mais rapidamente aos pedidos atendendo às características especificadas pela clientela americana, eliminando esperas devidas a atrasos de transportes e burocracia alfandegária.

A pesquisa repercutirá na Casa Branca, onde o presidente Barack Obama propôs o reforço da atividade industrial como peça-chave de seu plano para a recuperação da economia americana.

John Heppner, executivo-chefe da divisão de segurança da Fortune Brands, uma empresa americana de bens de consumo, disse que a fábrica de cadeados da empresa, em Wisconsin, contratou 100 funcionários após “uma reavaliação para aferir se fazia sentido basear uma parte tão grande de nossa produção na China”.

Outros, no entanto, são céticos quanto a uma sustentabilidade do crescimento dessa “repatriação” (do emprego). Scott Paul, da Alliance for American Manufacturing, um grupo lobista, disse: “O que vai impedir que o atual ‘gotejamento’ de empregos extras se torne uma tendência substancial é o persistente esforço do governo chinês para encontrar maneiras de ajudar seus fabricantes nacionais”.

Fonte: Jornal Valor Econômico – 07/10/2011 – página A13