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A Comissão de Valores Mobiliários edita regra para uniformizar indicador EBITDA

quinta-feira, outubro 25th, 2012

A Comissão de Valores Imobiliários (CVM) por intermédio da Instrução 527, de 4/10/12, regulou como as empresas devem calcular o indicador EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization), em português LAJIDA (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização). A intenção da instrução é de uniformizar a divulgação das informações financeiras, visando melhora no nível de compreensão dessas informações, e tornando-as comparáveis entre as companhias abertas.

Até agora, o cálculo era feito de forma diferente por cada empresa que optasse por sua divulgação, que é facultativa. Existe um cálculo tradicional para o Ebitda, que está nos livros de finanças, e ele tem de ser atendido. As empresas estão autorizadas a divulgar um EBITDA Ajustado, calculado pela metodologia que achar mais adequada, desde que também publique o tradicional. Ao escolher publicar os dois indicadores, a companhia também deve informar a metodologia utilizada, ou seja, divulgar tudo o que for necessário para que o investidor entenda como o EBITDA foi ajustado e possa refazer a conta se achar necessário.

A padronização do cálculo é importante em função da utilização por bancos de investimento e gestores para calcular o indicador FV/EBITDA – a soma do valor de mercado da companhia com sua dívida líquida sobre o EBITDA, no processo de avaliação de empresas este indicador praticamente substituiu o P/L, a razão entre o patrimônio e o lucro líquido, indicador utilizado no mercado em meados dos anos 1990.

Para quem não esta acostumado a ver a utilização deste múltiplo pode surgir a dúvida por que o EBITDA é comparado ao valor da firma e não somente ao valor de mercado como ocorre com o múltiplo P/L, o entendimento é que o lucro pertence apenas aos acionistas e sua destinação definida pelos sócios. Enquanto o EBTIDA serve para pagar as obrigações dos sócios, as dos capitais de terceiros (os credores de dívida) e obrigações tributárias. A interpretação é quanto menor o múltiplo FV/EBITDA, mais atraente se encontra a ação. Mas essa comparação deve ser feita entre empresas do mesmo setor, pois, por exemplo, indústrias mais intensivas em capital tendem a apresentar EBTIDA relativamente maior e, por consequência, menor múltiplo. Nestes casos o EBITDA dessas companhias serve para pagar os altos investimentos.


Só 1/3 das debêntures vai ao mercado secundário

sábado, novembro 5th, 2011

Apesar de a instrução 476 da CVM ter elevado o número de emissões de debêntures desde 2009, o aumento é pela concentração dos papéis nas mãos de poucos investidores

Cynthia Decloedt, da Agência Estado

Ana Maria

Debêntures ficam concentradas nas mãos de um pequeno grupo

São Paulo – A instrução 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de esforços restritos de distribuição de títulos de renda fixa tem elevado o número de emissões de debêntures desde 2009, quando foi aprovada. Segundo dados da Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), foram emitidas R$ 25,48 bilhões debêntures em 2009, 52% das quais por meio da instrução 476; R$ 49,29 bilhões em 2010, com 67% por meio da 476; e R$ 36,7 bilhões até setembro, 93% pela 476.

A elevação está sendo acompanhada, no entanto, da concentração desses papéis nas mãos de um pequeno grupo de investidores, algumas vezes de um único subscritor, levantando questionamentos sobre seu impacto no ainda minguado mercado secundário.

A eficiência da instrução para a abertura do mercado de capitais a um leque maior de empresas e no fortalecimento desse instrumento como opção de captação, ao tornar o processo de emissão mais rápido, é inquestionável entre a maioria dos agentes e participantes desse mercado.

A instrução CVM 476 dispensa a emissão de registro prévio na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por se destinar a investidores qualificados, ou seja, que conhecem os riscos de mercado. A instrução também permite que empresas de capital fechado emitam o papel. A instrução CVM 400, por sua vez, exige que somente empresas de capital aberto emitam o papel, com registro prévio na CVM e, por ser direcionada também ao investidor de varejo, as empresas têm de conduzir uma série de ações relacionadas à informação dos investidores, especialmente sobre fatores de risco.

“A instrução 476 preenche uma lacuna, já que muitas empresas deixavam de utilizar a debênture como instrumento de captação quando havia somente a instrução 400”, disse o diretor executivo comercial e de produtos da Cetip, Carlos Ratto.

Mas entre os participantes do mercado de debêntures crescem comentários de que algumas boas emissões estão sendo mantidas na carteira de uma única instituição que coordena a operação, ou distribuídas a um grupo muito pequeno de investidores, algumas vezes, empresas da própria coordenadora da colocação. “Os bancos fazem a operação para comprá-la inteira, recebendo a remuneração de um emissor que é normalmente de primeira linha”, disse fonte de um banco que não quis ser identificada.

Bancos ficam com a maior parte

O vice-presidente da Anbima, Alberto Kiraly, disse que os bancos sempre absorveram grande parte das debêntures, mas que esse montante subiu de 50% antes da instrução 476 para 70% após a entrada em vigor da mesma. A Anbima tem liderado os esforços para dar liquidez ao mercado secundário, envolvendo-se principalmente na iniciativa de criação do Novo Mercado de Renda Fixa.

“Apenas um terço do que é emitido chega ao mercado secundário atualmente”, relatou Kiraly. “O mercado de debêntures sempre absorveu grande parte dos papéis. Os bancos têm interesse, precisam de bons créditos e sempre houve esse movimento de carregar em carteira as operações”, disse. Para ele, a questão do mercado secundário vai além e diz que quando for mais ativo, os bancos terão interesse em se desfazerem desses papéis.

O superintendente de distribuição do BES Investimento do Brasil, Jorge Simão, acrescentou que a própria natureza do mercado tende à concentração, citando que os fundos de pensão e as assets, por conta da característica suas operações, tendem a manter os papéis em carteira, se desfazendo dos ativos somente quando há algum resgate e necessitam realocar ativos.

Simão pondera também que parte da concentração está relacionada ao fato de que uma fatia das debêntures emitidas por meio da instrução 476 são de empresas de capital fechado e que outras não têm interesse em se adequar as exigências de transparência do mercado de capitais. “Algumas emissões jamais conseguiriam ser colocadas no mercado de varejo”, disse.

Para ele, o ponto importante de tal discussão é que desde 2010 o mercado está mudando, com o surgimento de novas casas de administração de recursos focadas em diversificar investimentos e aumento no interesse pelo crédito privado por fundações e pelas empresas de private equity. “No futuro, com o crescimento do mercado de capitais – com o ingresso de novas empresas, com as operações aumentando de volume e a ampliação do leque de investidores – teremos de repensar a limitação de distribuição da 476 para que não haja injustiça (de distribuição)”, disse. A instrução 476 prevê que a emissão seja mostrada a 50 investidores qualificados e distribuída para 20 deles.

O superintendente de registro de valores mobiliários da CVM, Felipe Claret da Mota, diz que a instrução 476 é anterior as discussões de fomento à liquidez do mercado secundário de renda fixa privada e que a subscrição por um único investidor está prevista inclusive na instrução 400. “A 476 tem várias vantagens e a principal é facilitar a vida da companhia em um momento de necessidade de recursos, ainda abrindo a possibilidade de também companhias fechadas acessarem o mercado de capitais, quem sabe, incentivando-a a abrir o capital”, diz Mota. “Para o secundário crescer, é preciso haver operações”, conclui.

O advogado José Eduardo Carneiro Queiroz da empresa de advocacia Mattos Filho, acrescenta que a debênture é um título de dívida e, por isso, tem característica de crédito, e que uma eventual baixa distribuição pode estar relacionada ao fato de o mercado ser ainda muito pequeno e pouco desenvolvido. “Uma distribuição maior, portanto, dependeria da evolução do mercado de debêntures, em termos de eficiência”, diz.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/so-1-3-das-debentures-vai-ao-mercado-secundario

Os federais investigam o mercado financeiro

quinta-feira, setembro 15th, 2011

A PF começa a investigar crimes ligados ao mercado de capitais — já há um processo para apurar a inexplicável alta de mais de 1 000% das ações da Mundial

Thiago Bronzatto, da Exame

Cristiano Mariz/EXAME.com

Vieira Leite e delegados da PF: aulas com o FBI e a CVM para apurar irregularidades na bolsa

São Paulo – O caso mais bizarro que ocorreu neste ano na Bovespa foi o desempenho das ações da Mundial, fabricante gaúcha de produtos de cutelaria, talheres e válvulas hidráulicas.

Insignificante para a maioria dos investidores até 2010, a Mundial chamou a atenção nos últimos meses: seus papéis se valorizaram 1 400% de janeiro a julho, chegaram a ser mais negociados que os da Petrobras e, logo em seguida, despencaram 90%. Ninguém sabe o que ocorreu.

Circularam no mercado e-mails anônimos com acusações, mas até agora ninguém provou nada. A Comissão de Valores Mobiliários está investigando a empresa desde abril, algo natural, dado que essa é a função da autarquia. A novidade no caso Mundial é que a Polícia Federal entrou no processo.

Agentes ligados à unidade responsável por crimes financeiros estão analisando a companhia e os investidores que mais compraram e venderam suas ações nos últimos meses. A principal suspeita, dizem fontes ouvidas por EXAME, é de manipulação de mercado.

Não é a primeira vez que a PF analisa problemas ligados à bolsa de valores, mas esse é o primeiro processo com alguma relevância, que pode resultar em ações na Justiça contra os suspeitos. Na prática, está sendo encarado internamente como a estreia dos policiais na investigação de crimes de mercado.

Os mesmos agentes que atuam em ca­sos de lavagem de dinheiro, fraudes ban­cárias e formação de cartel — e foram responsáveis, no passado, por operações como Banestado e Sanguessuga — estão, hoje, avaliando irregularidades em companhias abertas.

A PF não informa quantos casos estão em análise, mas diz receber da CVM, pelo menos uma vez por semana, dados com indícios de problemas no mercado de capitais — que vão de balanços financeiros com informações duvidosas a sinais de manipulação na negociação de ações.

60 horas de aulas

É esperado que a maioria dos processos seja resolvida com consultas às empresas e aos sistemas de dados da CVM e BM&FBovespa. Mas os casos mais complexos podem gerar investigações detalhadas, que geralmente incluem a quebra do sigilo bancário e telefônico dos envolvidos, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa.

“Queremos ajudar a CVM a fazer uma faxina nas irregularidades do mercado de capitais”, diz Aderson Vieira Leite, chefe da divisão de repressão a crimes financeiros da PF, em Brasília. Segundo ele, a polícia passou os dois últimos anos se preparando para atuar nessa área, o que incluiu a contratação de novos agentes e a realização de cursos de especialização em economia e finanças.

Quase todos os cerca de 130 policiais que integram a unidade de crimes financeiros da PF são formados em direito e, até pouco tempo atrás, sabiam pouquíssimo sobre o funcionamento do mercado de capitais — operações de day trade, negociações nos mercados futuros e mesmo informações mais básicas, como a composição do Índice Bovespa, eram um mistério para a maioria deles.

Nos últimos 12 meses, os principais policiais assistiram, em média, a 60 horas de aulas com profissionais da CVM, da bolsa, da SEC (a CVM americana) e também com agentes do FBI, que investigam crimes financeiros, e integrantes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

“O contato com o FBI é interessante porque eles detalham as operações e, assim, a PF aprende novas técnicas”, afirma Alexandre Pinheiro dos Santos, chefe da Procuradoria Federal Especializada, unidade da CVM que analisa irregularidades no mercado de capitais.

O FBI chegou a infiltrar agentes em festas de Wall Street para investigar o cingalês Raj Rajaratnam, sócio da gestora Galleon. Acusado de ganhar 64 milhões de dólares operando com base em informações privilegiadas, Rajaratnam está em prisão domiciliar e pode ser condenado a 19 anos de prisão.

O julgamento está previsto para o fim de setembro. A PF não costuma invadir festas, mas tem experiência em usar agentes disfarçados. Em 2004, policiais se passaram por mendigos para vigiar diretores do banco Santos depois que a instituição quebrou em meio a denúncias de fraude — o relatório da PF serviu de base para o processo na Justiça que acusa Edemar Cid Ferreira, ex-presidente do banco, de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta, crimes que o condenaram a 21 anos de prisão. Ele recorre em liberdade.

É covardia comparar a estrutura do FBI com a da Polícia Federal. Os americanos investigam crimes financeiros desde 1908. Hoje, contam com 1 200 policiais formados em diversas áreas — economia, contabilidade e até medicina – para analisar denúncias em diferentes setores.

Em 2010, foram abertos quase 9 000 inquéritos e realizadas 150 operações de busca e apreensão, que resultaram na condenação dos acusados. Dessas operações, 35 foram relacionadas ao mercado de capitais. Aqui, a área foi criada em 2003. No ano passado, os 130 policiais brasileiros abriram 1 241 inquéritos e fizeram 20 operações — nenhuma delas ligada a problemas na bolsa de valores.

Até hoje, é impossível fazer um balanço da atuação dos federais na área financeira porque eles não divulgam detalhes dos resultados das investigações — ao contrário do FBI, que publica anualmente relatórios extensos com explicações sobre os processos já concluídos.

Sabe-se que há casos bem-sucedidos no Brasil, como a Operação Paraíso Fiscal, que desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo doleiros e auditores da Receita Federal em agosto deste ano.

Mas também há derrapadas memoráveis. Em 2008, a operação Satiagraha, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do investidor Naji Nahas, acusados de desvio de verbas públicas e crimes financeiros, foi repleta de problemas.

A denúncia foi considerada ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça porque envolveu a participação de integrantes da Agência Nacional de Inteligência sem autorização judicial. Também ocorreram erros primários de transcrição de trechos de escutas telefônicas de conversas de Daniel Dantas.

Na transcrição, os agentes presumem que “conta curral” teria a ver com paraíso fiscal. Na verdade, o que se diz no áudio é Ponta do Curral, uma localidade no sul da Bahia, onde Dantas tinha uma fazenda. A PF diz que está sendo mais “cuidadosa” com as investigações.

“Estamos atentos. Há muitas especificidades técnicas relacionadas à bolsa de valores”, diz o delegado Rodrigo Sanfurgo, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, que centraliza a maioria dos processos ligados ao mercado de capitais. Em pouco tempo, saberemos se será mesmo assim.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1000/noticias/os-federais-vem-ai?page=1&slug_name=os-federais-vem-ai

 

PF e CVM deflagram operação para apurar manipulação com ações da Mundial

quarta-feira, setembro 14th, 2011

A finalidade é obter provas que instruirão os procedimentos de investigação, diz comunicado

Gustavo Kahil, de Exame.com

DIVULGACAO

Após atingirem o pico de 5,11 reais em julho, os papéis são negociados atualmente em torno dos 53 centavos, uma desvalorização de quase 90%

São Paulo – A Polícia Federal e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade que regula e fiscaliza o mercado de capitais no Brasil, anunciaram nesta quarta-feira à noite uma operação para buscar e apreender provas para investigar as recentes oscilações de preço e volume das ações de emissão da Mundial (MNDL3; MNDL4), fabricante de produtos de beleza, talheres e válvulas hidráulicas. As buscas devem ocorrer em Porto Alegre (RS), cidade onde fica a sede da empresa.

A matéria “Os federais vêm aí” da edição 1000 de EXAME que está nas bancas já antecipava que a Polícia Federal tinha começado a investigar crimes ligados ao mercado de capitais e o primeiro caso é justamente a suposta manipulação das ações da Mundial. As investigações em curso visam a apurar possível manipulação do mercado de capitais, que uma vez confirmada, gera prejuízos não apenas para a companhia aberta envolvida, mas também para a coletividade de investidores e para a sociedade em geral”, mostra um comunicado publicado no site da autarquia.

A análise da CVM sobre a movimentação atípica dos papéis começou em agosto do ano passado, porém se intensificou a partir de abril, conforme antecipou EXAME.com. “Estamos preocupados com a possibilidade de manipulação”, disse o Superintendente de Relações com o Mercado e Intermediários, Waldir de Jesus Nobre, à época. As medidas adotadas hoje são um “poderoso fator de desestímulo à prática de ilícitos contra o mercado de capitais”, afirma um trecho da nota.

Após o anúncio das investigações, o diretor-presidente da empresa, Michael Lenn Ceitlin, disse em uma nota que uma “pseudo-denúncia sobre insider trading” estava por trás da queda das ações da Mundial. Após atingirem o pico de 5,11 reais em julho, os papéis são negociados a 53 centavos, uma desvalorização de quase 90%. Segundo ele, a apuração e o rastreamento da origem da denúncia deverão identificar aqueles que se aproveitaram “para lucrar com as bruscas oscilações nos preços das ações da companhia”.

Histórico

A fabricante de bens de consumo reapareceu para o mercado após concluir, no final do ano passado, o plano de reestruturação da empresa iniciado em 2003. A Mundial contratou uma consultoria de relações com investidores e começou a organizar encontros com investidores e analistas. O resultado foi uma reação quase inacreditável das ações.

A empresa chegou a valer em bolsa 1,734 bilhão de reais e teve as ações negociadas a 31 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda (EV/Ebitda) projetado (55 milhões de reais) para 2011. Após isso, contudo, as ações engataram num movimento de expressiva desvalorização.

O volume financeiro girado pelas ações preferenciais chegou a superar os das blue chips OGX (OGXP3), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e a ordinária da Petrobras (PETR3) em algumas sessões. A euforia em torno da Mundial chegou a fazer com que analistas projetassem a possível entrada da empresa no índice Bovespa, o mais importante da bolsa brasileira.

A BM&FBovespa, contudo, barrou a adesão da Mundial ao índice. Segundo a bolsa, o não ingresso da Mundial nos índices citados acima ocorre por conta da movimentação atípica registrada no volume e nos preços dos negócios realizados com as ações da companhia.

Injeção de capital

Em julho, a empresa anunciou que um fundo da Yorkville chegou a um acordo para investir 50 milhões de dólares para acelerar o programa de amortização dívida fiscal e para financiar a expansão da Mundial. Por meio do Standby Equity Distribution Agreement (SEDA), a Mundial irá vender ações para a Yorkville com emissões privadas de no mínimo 5 milhões de dólares cada, por um período de dois anos.

Cada emissão privada terá o preço calculado levando-se consideração o maior valor entre o equivalente a 97% da média, ponderada pelo volume, das 3 menores cotações diárias durante o período de 10 dias seguidos de negociação a partir do recebimento pelo fundo da requisição de subscrição da companhia.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/pf-e-cvm-deflagram-operacao-em-porto-alegre-para-apurar-manipulacao-com-a-mundial?page=1&slug_name=pf-e-cvm-deflagram-operacao-em-porto-alegre-para-apurar-manipulacao-com-a-mundial