Ranking dos países que mais produziram cerveja em 2012

Segundo o relatório da Barth-Haas Group, empresa de produtos e serviços relacionados ao lúpulo (um dos principais ingredientes da cerveja), o Brasil produziu 132.800 milhões de hectolitros em 2012, 0,2% abaixo de 2011. Apesar da leve queda na sua produção o país manteve a terceira posição no ranking. Com o resultado o Brasil teve 6,8% da produção mundial estimada em 1.951.281 milhões de hectolitros.

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Na primeira posição, os chineses mantiveram a liderança com larga vantagem. O ranking trouxe dados dos últimos três anos e de 2000, analisando um período mais longo a China mais que dobrou sua produção nos últimos 12 anos.

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* Estimado


As cidades mais caras para comprar e manter um carro

Onde é o lugar mais caro para ter um carro?

No estudo feito pela Economist Intelligence Unit (EIU) mostra que a cidade de São Paulo é a segunda mais cara para se ter um carro em um grupo de 14 metrópoles selecionadas.

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O ranking considerou o preço médio de aquisição de carros novos e a manutenção por três anos (2010-2012). O levantamento leva em conta o preço de aquisição e os custos de manutenção, seguro e impostos. As cidades dos países emergentes estão nas primeiras colocações basicamente por causa do preço dos carros.

Apesar de mostrar o maior custo, Xangai vem reduzindo esse valor. Os três anos pesquisados mostraram um preço 16,3% menor do que no período entre 2005 e 2007 (em dólares).

Sem considerar valores absolutos, a cidade que mais viu custos aumentarem foi Roma, com uma alta de 51,3%.

Fonte: http://www.economist.com/blogs/graphicdetail/2013/04/daily-chart-2


Empresas brasileiras tem o maior custo de impostos sobre trabalhadores

A UHY, uma rede internacional independente de empresas de consultoria e contabilidade, divulgou um estudo mostrando que os empregadores pagam quase 25% de custos médios sobre o valor do salário dos funcionários.

Os profissionais de impostos da UHY estudaram dados de 25 países em toda a sua rede internacional, incluindo todos os membros do G7 e as economias emergentes do BRIC. Foi calculado o valor dos pagamentos que uma empresa tinha de fazer, tais como as contribuições para a seguridade social, em cima do salário bruto que pagam para os funcionários.

O ranking mostra que o Brasil é o país que mais cobra impostos sobre funcionários, enquanto a média mundial de custos extras é de 25% dos salários anuais cobrados em impostos. No Brasil, esse percentual passa para 57,56%.

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Como algumas taxas podem variar de acordo com o salário pago nos países, a pesquisa elaborou rankings para salários anuais de 30 mil dólares, 75 mil dólares e 300 mil dólares. O Brasil liderou (e ficou bem acima da média mundial) nas três categorias.

Os pagamentos feitos por empresas em cima dos salários brutos por USD e % do salário bruto.

O estudo pode ser acessado pelo link.


Envelhecimento da População Global 2013

Standard & Poor’s publica relatório: “Envelhecimento da População Global 2013: Enfrentando os Desafios

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Madri, (20 de março de 2013) — A Standard & Poor’s Ratings Services tem visto uma melhora significativa nas posições orçamentárias de países soberanos mais ricos, desde a publicação em 2010 de sua avaliação global do impacto do envelhecimento das sociedades sobre as finanças públicas. Embora o rápido acúmulo de endividamento desde 2007-2008 — e os consequentes grandes déficits registrados por muitos dos governos soberanos que avaliamos —  tenha chamado a atenção para os gastos relacionados com o envelhecimento populacional, vários países têm reformado seus sistemas previdenciários e de saúde — os dois componentes dos programas relacionados com o envelhecimento que tipicamente são responsáveis por 40% dos gastos do governo de acordo com relatório publicado ontem pela Standard & Poor’s: “Envelhecimento Global 2013: Enfrentando os Desafios”, que atualiza as informações publicadas relatório anterior, parte de uma série iniciada em 2002, analisa os efeitos fiscais sobre as populações em envelhecimento.

“Se os países soberanos superarem suas dificuldades econômicas e orçamentárias pós-crise e forem bem sucedidas na adaptação de seus sistemas de saúde aos desafios demográficos, as pressões exercidas pelo envelhecimento de suas populações poderão ser gradualmente contidas no longo prazo — o que é uma conclusão de certa forma supreendente diante do atual estágio da crise da dívida soberana”, disse Marko Mrsnik, analista de crédito soberano da Standard & Poor’s e autor do relatório.

Várias nações começaram a implementar medidas previdenciárias e de saúde pública, visando acomodar tanto as necessidades de suas populações em processo de envelhecimento quanto suas pressões orçamentárias de curto prazo, embora o enfraquecimento econômico e a redução dos níveis de emprego, em algumas dessas nações, estejam atenuando o impacto de tais medidas que, associadas ao aumento dos custos de captação, podem prejudicar seus esforços para estabilizar suas dinâmicas de endividamento. A Standard & Poor’s acredita, no entanto, que as mudanças estruturais e a consolidação orçamentária que muitos países soberanos implementaram recentemente deverão melhorar suas perspectivas de finanças públicas sustentáveis.

“Isso deve ser apenas o começo de um período de décadas de tensão entre duas prioridades aparentemente confltantes: os gastos públicos com os sistemas previdenciários e de saúde para as populações em envelhecimento e a necessidade de se conter o endividamento e os déficits orçamentários dos governos soberanos”, disse Marko Mrsnik.

Embora os custos relacionados sejam frequentemente vistos como um problema enfrentado principalmente pelos governos soberanos mais ricos, a análise da Standard & Poor’s sugere que isso pode se tornar também um problema nos mercados emergentes.

O relatório de 2013 inclui simulações de métricas hipotéticas de ratings de crédito soberano de longo prazo em vários cenários:

• O cenário em que “não há alterações nas políticas”, as nações não tomam nenhuma medida de planejamento voltada à população em envelhecimento.
• O cenário em que o “orçamento está equilibrado”, os ajustes orçamentários resultam em um orçamento equilibrado em 2016 para todos os governos soberanos.
• O cenário de “nenhum envelhecimento”, a legislação contém aumentos futuros nos gastos relacionados com o envelhecimento sobre o período da projeção.
• O cenário de “baixas taxas de juros” em que uma taxa de juros de 2% prevalece durante o período de estudo e não uma taxa de 3% como no cenário em que nenhuma política é alterada.
• O cenário de “crescimento mais alto do PIB”, em que o crescimento do PIB é incrementado em 1% ao longo do período da projeção.

Para demonstrar a escala de desafios, até 2050, sob o cenário em que “não há alterações nas políticas”, cerca de 60% dos governos soberanos analisados no relatório de 2013 apresentariam métricas de crédito que a Standard & Poor’s atualmente associa com os ratings de crédito soberanos em grau especulativo, ante os atuais 20% — embora suas finanças tenham melhorado desde o relatório de 2010.

Como em relatórios anteriores, o relatório publicado agora em 2013 também nota que a Standard & Poor’s não acredita que o cenário em que “não há nenhuma alteração nas políticas” se desenvolverá, dada a baixa probabilidade de os governos permitirem que suas cargas de dívida aumentem sem que alguma reforma seja realizada. De fato, este relatório de 2013 apresenta as melhoras obtidas até o momento, como resultado dos esforços aplicados desde 2010.

Clique aqui para acessar o relatório completo em inglês.


Fusões e aquisições movimentam R$ 122,3 bilhões no Brasil em 2012

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANDIMA) publica o Boletim de Fusões e Aquisições com dados e outras estatísticas de 2012.

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O volume dos anúncios de fusões e aquisições durante 2012 totalizou R$ 122,3 bilhões – valor 14,4% inferior ao de 2011. Já o número de operações se manteve próximo ao observado no ano anterior, tendo sido registradas 176 operações, apenas três a menos do que em 2011. A queda no volume das operações reflete as incertezas em relação ao desempenho da economia global durante 2012.

O volume dos anúncios de fusões e aquisições chegou a R$ 122,3 bilhões em todo o ano de 2012. O volume foi 14,4% inferior ao de 2011 (R$ 142,8 bilhões) e o segundo menor da série desde 2007, superando apenas o baixo volume registrado em 2009, de R$ 119 bilhões.

O número de operações no ano, contudo, se manteve próximo ao observado no ano anterior. Ao todo, foram 176 operações em 2012, apenas três a menos do que em 2011, o que indica uma redução do volume médio das operações realizadas no último ano. Entre os anúncios feitos em 2012, se destacou o setor de transporte e logística, com 20,2% do volume de operações, seguido do setor de energia, com 15% do total.

Quanto à origem do capital, a maior parte do volume do ano se distribuiu entre aquisições entre empresas brasileiras (R$ 42,7 bilhões) e aquisições de empresas brasileiras por companhias estrangeiras (R$ 42 bilhões). Neste último caso, houve grande participação de empresas europeias, que responderam por 30,9% das aquisições de empresas brasileiras (R$ 13 bilhões).

A forma de pagamento mais utilizada nas operações em 2012 foi dinheiro (74,9% dos negócios), seguida do pagamento com ações (13,9%) e com a assunção de dívidas (7,9%). Em 2011, este perfil foi diferente: os pagamentos em dinheiro responderam por 57,8% do volume de operações, seguidos do pagamento com ações, que tiveram participação de 39% sobre o total.

As dez maiores operações realizadas em 2012 alcançaram volume de R$ 57,7 bilhões, o equivalente a 47,2% do movimentado em todo o ano. Apenas os dois maiores anúncios – referentes às ofertas públicas de aquisições de ações da Redecard (R$ 12,5 bilhões) e da TAM (R$ 8,3 bilhões) – somaram R$ 20,8 bilhões.

  1. OPA da Redecard a qual o Itaú Unibanco fechou o capital da empresa no valor de R$ 12,5 bi
  2. OPA da TAM, para troca de ações dos minoritários por ações da LAN, no valor de R$ 8,3 bi
  3. A United Health adquiriu uma participação de 58,9% na Amil pelo valor de R$ 6,5 bi
  4. Aquisição da participação dos minoritários da Cimpor pela Camargo Correa, somando R$ 6,1 bi
  5. Aquisição de participação na Comgás pela Cosan por R$ 4,7 bi
  6. A Partícipes vendeu sua participação na OHL Brasil para a Albertis / Brookfield por R$ 4,5 bi
  7. A CPFL / Equatorial Energia realizaram a aquisição do Grupo Rede pelo valor de R$ 4,4 bi
  8. A Global Logistic Properties (GLP) e demais Fundos de Pensão (CIC, GIC e CPPIB compraram portfólios da gestora de recursos Hemisfério Sul Investimentos (HSI) por R$ 4,0 bi
  9. Investimento da Mubadala no Grupo EBX na ordem de R$ 3,6 bi
  10. A Experian adquiriu 29,6% das ações da Serasa pelo valor de R$ 3,1 bi

Relatório sobre Viagens e Turismo de 2013

O Relatório de 2013 teve como foco na Redução de Barreiras ao Crescimento Econômico e na Criação de Empregos

O turismo internacional cresceu 4% entre janeiro e agosto de 2012 em relação ao mesmo período de 2011, segundo a Organização Mundial de Turismo (UNWTO) – os gastos também aumentaram. O relatório Índice de Competitividade em Viagem & Turismo de 2013 (Travel & Tourism Competitiveness Índex) do Fórum Econômico Mundial, mostra porque alguns países atraem tantos visitantes e outros não. Para classificar os países, o ranking usa como base para as notas três categorias principais – cenário regulatório, infraestrutura e ambiente de negócios e recursos culturais, humanos e naturais para o turismo.

  • Barbados (27º), Panamá (37º), México (43º), Costa Rica (46º) e Brasil (51º) são os “5 Mais” da América Latina, segundo o 5º Relatório de Competitividade do Setor Viagens e Turismo.
  • O Panamá apresentou um considerável avanço, passando da 56a para a 37a posição do Índice que classifica 140 países de acordo com a sua atratividade e capacidade de desenvolver a sua indústria de viagens e turismo.
  • O relatório destaca o potencial dessa indústria em impulsionar a economia e a criação de emprego, mas alerta que a sustentabilidade ambiental segue como tendência fundamental para o futuro.
  • Iniciativas como a formulação de políticas eficientes para emissão de vistos são tidas como cruciais para que a indústria mantenha a sua dinâmica de crescimento.
  • Faça o download do relatório completo, dos destaques, resumo, perfis econômicos e rankings em http://www.weforum.org/ttcr

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O Fórum Econômico Mundial tem, nos últimos sete anos, envolvido indústrias-chave e líderes da Aviação, Programa de Parceria Industrial de Viagens & Turismo, junto com seu Conselho de Agenda Global sobre Novos Modelos para Viagens & Turismo, para a realização de uma análise em profundidade da competitividade de Viagens & Turismo das economias ao redor do mundo. O Relatório de Competitividade de Viagens & Turismo resultante fornece uma plataforma para multi-stakeholders dialogarem  de forma a assegurar o desenvolvimento forte e sustentável da indústria de Viagens & Turismo capaz de contribuir de forma eficaz para o desenvolvimento econômico internacional. O tema do relatório deste ano, “Reduzindo os obstáculos do crescimento econômico e criação de emprego”, reflete a importância do setor para este fim.

Incentivar o desenvolvimento do setor de Viagens & Turismo (Travel & Tourism – T&T) é muito mais importante hoje, dado o seu importante papel na criação de emprego, num momento em que muitos países estão sofrendo com desemprego elevado. O setor já representa 9% do PIB, um total de US$ 6 trilhões, e é responsável por 120 milhões de empregos diretos e outros 125 milhões de empregos indiretos em setores relacionados. Isto significa que a indústria já responde por um em cada 11 empregos no planeta, um número que pode subir para até um em cada dez postos de trabalho até 2022, de acordo com o Conselho Mundial de Viagens & Turismo (World Travel & Tourism Council).

Esta edição do relatório vem em um momento incerto para o setor de Viagens & Turismo. Embora a economia global esteja mostrando sinais de uma recuperação frágil, o mundo está se tornando cada vez mais complexo e interconectado. Neste contexto, é notável que o setor de Viagens & Turismo permaneceu notavelmente resiliente em inúmeras maneiras. O número de viajantes aumentou de forma consistente ao longo do ano passado, apesar do ambiente econômico difícil e orçamentos reduzidos. Na verdade, a Organização Mundial do Turismo (World Tourism Organization – UNWTO) relata que as chegadas de turistas internacionais cresceram 4% em 2012, e as previsões de que eles vão continuar crescendo de 3 a 4 por cento em 2013. Embora esta tendência é impulsionada principalmente pelo aumento da demanda da classe média dos mercados emergentes, o quadro também esta melhorando para muitas economias desenvolvidas.

A indústria tem respondido às mudanças do ambiente com uma série de ajustes estruturais. Na verdade, 2012 assistiu a uma série de alianças, fusões e investimentos estratégicos, tanto na indústria de aviação e em serviços de viagens on-line. Resiliência também foi demonstrada na forma como algumas empresas de aviação responderam aos preços dos combustíveis irregulares, explorando novos modelos de negócios e aquisição de ativos de energia.

Além disso, os players do setor se comprometeram com uma economia de baixo carbono através de várias iniciativas destinadas a operações de otimização, adaptação, reciclagem e preservação do meio ambiente. No entanto, apesar destes muitos desenvolvimentos positivos, a necessidade de maior abertura continua a ser uma das principais tendências que impactam o setor de Viagens & Turismo, especialmente no que diz respeito à livre circulação de pessoas. A importância de esforços nesta área tem sido destacada especificamente pelo comunicado do G20 em junho de 2012, em que o grupo reconheceu a importância do turismo “como um veículo para a criação de emprego, crescimento econômico e desenvolvimento” e, além disso, o compromisso de “trabalhar para desenvolvimento de iniciativas de facilitação de viagens em apoio à criação de emprego, um trabalho de qualidade, redução da pobreza e crescimento global.”

No núcleo do relatório esta a quinta edição do Índice de Competitividade de Viagens e Turismo (Travel & Tourism Competitiveness Index – TTCI). O objetivo do TTCI, que abrange um número recorde de 140 economias este ano, é fornecer uma ferramenta estratégica global para medir os “fatores e as políticas que o tornam atraente para desenvolver o setor de Viagens & Turismo em diferentes países.” Ao fornecer avaliações detalhadas do ambiente de Viagens & Turismo de países em todo o mundo, os resultados podem ser usados ​​por todas as partes interessadas para trabalhar em conjunto para melhorar a competitividade da indústria em suas economias nacionais, contribuindo assim para o crescimento e prosperidade nacional. Ele também permite que os países acompanhem o seu progresso ao longo do tempo nas diversas áreas medidas.

O relatório completo está disponível para download a partir de www.weforum.org/ttcr, que contém perfis detalhados para cada uma das 140 economias do estudo, bem como uma seção dedicada a tabelas de dados com rankings globais para mais de 75 indicadores incluídos no TTCI. Além disso, inclui contribuições perspicazes de uma série de especialistas do setor. Estes capítulos exploram questões como a forma de facilitação de vistos pode desempenhar um papel relevante para estimular o crescimento econômico, a importância dos formuladores de políticas locais, aproveitando as vantagens competitivas para prosperar em um ambiente volátil, o impacto do setor do turismo na criação de emprego, como a conectividade que o setor de aviação cria um desenvolvimento econômico sustentável, e o papel essencial do crescimento verde no reforço da capacidade de resistência do setor.


A produtividade limita o crescimento da renda na América Latina

No artigo Cara a cara com a produtividade, de Eduardo Lora e Carmen Pagés, mostra que apesar da maioria dos países da America Latina suportarem melhor a crise financeira mundial do que as economias avançadas a projeção para os próximos anos é de que o crescimento da renda per capita não passara de 2% a 3% ao ano. Sustentar esse ritmo de crescimento não seria ruim, mas não permitiria a região alcançar rapidamente as economias avançadas, como já fizeram economias dinâmicas como Japão e Coréia ou como a China vem fazendo agora.

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Apesar dos frequentes pedidos de mais investimento na região, esse não e o principal motivo do baixo crescimento. O problema mais sério da America Latina e a fraca expansão da produtividade ou, mais especificamente, da produtividade total dos fatores (PTF), a relação entre o total de bens e serviços que uma economia produz e os fatores de produção: capital, mão de obra, capacidade humana.

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A falta de atenção a produtividade tem um alto preço. Se a PTF na America Latina tivesse aumentado no mesmo ritmo que nos EUA desde 1960, hoje a renda per capita seria 54% maior — e a renda per capita relativa ainda seria um quarto da dos EUA (e comum usar os EUA como referência por causa de sua economia diversificada e sua liderança no ranking da renda mundial desde o início do século XX).

Chile e Costa Rica são as duas economias da região que melhor utilizam seus recursos, mas, ainda assim, sua PTF equivale a 75% da dos EUA. Se um país típico da região alcançasse a eficiência produtiva dos EUA, sua renda per capita dobraria. Ademais, o aumento da produtividade criaria mais incentivos ao investimento em capital humano e físico, o que aceleraria a convergência da renda para a das economias avançadas.

Acelerar o crescimento da produtividade é uma tarefa complexa e vai além de promover a inovação e o desenvolvimento tecnológico. A baixa produtividade muitas vezes e o resultado indesejado de diversas falhas do mercado e políticas ruins, que tendem a ser mais comuns nos países em desenvolvimento, como os latino-americanos. Essas falhas diminuem os incentivos a inovação, desestimulam a concorrência, impedem o crescimento das empresas eficientes e promovem a sobrevivência e expansão das menos produtivas.

Os países em desenvolvimento podem aumentar a eficiência de suas economias de varias maneiras, como a promoção da concorrência, o aprofundamento dos mercados de crédito e a melhoria das políticas tributarias e sociais.

Normalmente as analises da produtividade e da competitividade tendem a se concentrar apenas no setor industrial, perdendo de vista o todo. A agricultura, que respondia por 40% dos empregos na America Latina em 1970, tem sido o destaque na maioria dos países da região. A produtividade do trabalho agrícola cresceu de forma constante nos últimos 50 anos, a taxas de pelo menos 2% ao ano. Trata-se de um nítido contraste com o desempenho da indústria e, em especial, do setor de serviços, em que o crescimento da produtividade do trabalho despencou durante a década de 1980 e se manteve estagnado nas duas décadas seguintes.

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Leia o artigo completo no link.


Ranking dos países com o sistema financeiro mais desenvolvido

Estudo do Fórum Econômico Mundial apontou Hong Kong como o sistema financeiro mais eficiente do mundo; Brasil ficou em 32º lugar

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O Relatório de Desenvolvimento Financeiro 2012 é baseado no Índice de Desenvolvimento Financeiro, que fornece uma pontuação e classificação para a amplitude, profundidade e eficiência de 62 sistemas financeiros e mercados de capitais de economias líderes mundiais.

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O relatório completo pode ser acessado através do link: http://www3.weforum.org/docs/WEF_FinancialDevelopmentReport_2012.pdf

O índice analisa os drivers do desenvolvimento do sistema financeiro que suportam o crescimento econômico, e, assim, compara a competitividade global dos sistemas financeiros. Em última análise, o relatório tem como objetivo servir como uma ferramenta tanto para economias avançadas e emergentes para aferir-se, assim, permitindo-lhes identificar e priorizar áreas com necessidades de reforma.

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O relatório define o desenvolvimento financeiro como os fatores, políticas e instituições que levam a intermediação financeira e mercados para a eficácia, bem como amplo e profundo acesso a capitais e serviços financeiros. De acordo com essa definição, as medidas de desenvolvimento financeiro são capturadas através dos sete pilares do Índice:

1. Ambiente institucional: abrange a liberalização do setor financeiro, governança corporativa, questões legais e regulamentares, e execução de contratos

2. Ambiente de negócios: considera o capital humano, impostos, infraestrutura e os custos de fazer negócios

3. Estabilidade financeira: capta o risco de crises cambiais, crises bancárias sistêmicas e crises de dívida soberana

4. Serviços bancários financeiros: medidas de tamanho, a eficiência e a divulgação de informação financeira

5. Serviços financeiros não bancárias: inclui atividades de IPO, Fusões e Aquisições, seguros e securitização

6. Os mercados financeiros: engloba câmbio e mercados de derivativos, e equidade e desenvolvimento mercado de títulos

7. Acesso financeiro: avalia o acesso ao comércio e varejo

 

O índice tem uma visão abrangente na avaliação dos fatores que contribuem para o desenvolvimento dos sistemas financeiros a longo prazo. Tal abordagem permitirá que os tomadores de decisão possam desenvolver uma perspectiva equilibrada ao determinar quais os aspectos do sistema financeiro de seu país são mais importantes, e para calibrar essa visão empírica relativa a outros países.

Um achado importante nos resultados deste ano do índice é que os sistemas financeiros em todo o mundo parecem ter parado. Apenas dois subpilares, desenvolvimento da atividade de IPOs e mercado de capitais, experimentou considerável mudança neste ano sobre o ano anterior nos dados de base para a maioria dos indicadores. Os resultados mostram que:

• Durante o ano passado, a participação média dos processos de IPO diminuiu 11%, enquanto a participação média de IPOs do mundo em número de ofertas diminuiu 14%. Isto sugere que a listagem das empresas nos mercados está ficando mais concentrada.

• De 2010 para 2011, três dos quatro indicadores no subpilar do desenvolvimento do mercado de capitais mudaram significativamente, em média quase 20%. Durante o mesmo período, mais de dois terços dos países experimentaram um declínio no volume de transações de um ano sobre o anterior e número de empresas listadas por 10.000 pessoas, enquanto três quartos dos países viu uma queda no valor de mercado de ações negociadas em relação ao PIB.

Embora a maioria dos subpilares experimentaram movimentos insignificantes, a atividade de IPO e desenvolvimento do mercado acionário pareciam experimentar uma volatilidade significativa. Portanto, um olhar mais atento às variáveis ​​subjacentes em cada uma dessas subpilares em mais de um período de vários anos comprova o informativo. Olhar para as mudanças nas variáveis ​​individuais de uma perspectiva geral e regional lança luz sobre como as economias e regiões se saíram durante a crise. O relatório presta especial atenção para os cinco principais países que hospedam maiores bolsas de valores do mundo, uma vez que representam mais de 50% do valor de mercado mundial das empresas de capital aberto, e, assim, proporcionar uma perspectiva adicional sobre os efeitos da recente crise nos mercados de ações. Alguns dos pontos-chave desta análise são os seguintes:

• A mudança mais significativa ocorreu dentro do indicador valor de mercado doméstico em relação ao PIB. A variável de maior declínio ano sobre ano ocorreu de 2007 a 2008, e níveis de 2011 ainda são substancialmente mais baixos do que em 2006. No entanto, a liquidez parece estar se estabilizando, como destaca o fato de que a velocidade de volume de negócios se recuperou em 2011, aproximando-se dos níveis de 2006.

• Os resultados regionais estão em linha com as tendências acima mencionadas, como capitalização de mercado em relação ao PIB diminuiu na maioria das regiões, com exceção da Ásia/Pacífico. Em contraste, enquanto o quadro geral sugere que a liquidez está se estabilizando, Europa e América Latina estão em diminuição, indicando que demorando problemas de liquidez podem ser específicos dessas regiões.

• Através das cinco principais economias que possuem as maiores bolsas, a liquidez parece estar se estabilizando em linha com a tendência geral, com exceção do Reino Unido. No entanto, a capitalização de mercado doméstico em relação ao PIB ainda está em declínio em três dos cinco países analisados.

Entre os fatores que influenciam essa queda são as quedas nos valores negociados em relação ao PIB, o número de empresas listadas por 10.000 pessoas e atividades de IPO. Embora se possa observar bolsões de melhoria através de alguns indicadores relacionados ao sistema bancário, isso significa apenas um pequeno passo no que será um longo caminho para a recuperação. Volatilidade em todos os mercados de ações também sugere que muitos atores estão sentindo um grau de incerteza. A fim de aproveitar as muito necessárias oportunidades de crescimento, os tomadores de decisão precisam reconhecer que os sistemas financeiros devem progredir. Ao mesmo tempo, os líderes devem manter um olhar atento sobre os indicadores que mostraram declínios e tomar medidas se as condições continuarem a se deteriorar.


China tornou-se a maior potência comercial do mundo em 2012

A China tornou-se a maior potência comercial do mundo em 2012, medido pela soma de exportações e importações de mercadorias, a potência asiática pela primeira vez superou os Estados Unidos, segundo os mais recentes dados oficiais dos dois países.

O Departamento de Comércio norte-americano revelou na sexta-feira (08/02/2013) que a balança comercial do país, a soma de importações e exportações, totalizou 3,82 trilhões de dólares (2,86 trilhões de euros), poucas semanas depois de as alfândegas chinesas terem anunciado uma subida da sua balança para 3,87 trilhões de dólares (2,9 trilhões de euros).

Enquanto a balança comercial chinesa é excedentária em 231,1 bilhões de dólares, a norte-americana é deficitária em 727,9 bilhões de dólares.

A China era o maior exportador mundial desde 2009, com os Estados Unidos a reterem o “título” de maior mercado importador.

Ainda assim, a economia norte-americana continua a ter uma dimensão muito superior à chinesa, mais do dobro (15 trilhões de dólares face a 7,3 trilhões). O crescimento econômico chinês tem sido mais forte, atingindo uma média de 9,9% entre 1978 e 2012.


O Brasil enfrenta o desafio da produtividade

O estudo Brazil: Confronting the Productivity Challenge do Boston Consulting Group (BCG) mostra que a década passada foi extraordinária para o Brasil. O país ultrapassou a marca do PIB per capita de US$ 10.000 e tornou-se a sexta maior economia do mundo. As companhias abertas brasileiras de maior liquidez criaram um valor substancial, produzindo em média um Retorno Total ao Acionista (RTA) – valorização do preço de das ações mais dividendos – de 19% de 2004 a 2011. Estes retornos foram em grande parte o resultado do rápido crescimento da receita na maioria dos setores da economia brasileira.

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No entanto, a demanda que alimentou o crescimento passado está mudando. É esperada uma desaceleração na expansão do consumo interno do Brasil e uma economia mundial com crescimento lento vai enfraquecer a demanda pelas commodities brasileiras.

Do lado da oferta, a produtividade tem emergido como o principal desafio para o Brasil e as para as empresas que operam no Brasil. A análise mostra que cerca de 74% do crescimento do PIB durante a última década foi devido ao aumento do número de pessoas que trabalham e apenas cerca de 26% foram atribuídos ao aumento de produtividade. Isto é muito diferente do crescimento orientado pela produtividade de outras economias em rápido desenvolvimento. Como a expansão da força de trabalho enfraquece, será fundamental para o Brasil aumentar a produtividade de forma significativa para cumprir a sua aspiração de crescimento do PIB de mais de 4% ao ano.

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Para prosperar nesse novo ambiente, as empresas devem procurar novas formas de criar valor para os acionistas, que são menos dependentes do crescimento. A estratégia correta será diferente para cada empresa. No entanto, o ajuste do portfólio de negócios e a melhora da produtividade serão importantes drives de valor na maioria dos casos.

A próxima década no Brasil irá impor novos desafios, mas também oferecerá altas recompensas. O que funcionou no passado não pode ser uma receita para o futuro. Empresas capazes de enfrentar esses desafios, particularmente, aumentando a produtividade, estarão bem posicionadas para atender ao considerável mercado interno do Brasil, tirando proveito da posição de vantagem do país em recursos naturais, e continuando a criar valor.

Um ciclo econômico virtuoso

Durante a última década, o Brasil experimentou um ciclo econômico virtuoso: o crescimento levou ao aumento do emprego, que por sua vez levou a um aumento do consumo interno e mais crescimento. O país ultrapassou a marca de US$ 10.000 de PIB per capita e tornou-se a sexta maior economia do mundo. Este ciclo foi impulsionado, principalmente, pelos seguintes três fatores:

Macroeconomia Favorável. Dívida pública do Brasil como proporção do PIB caiu de 60% em 2002 para 36% em 2011. Déficit orçamentário do país caiu de 5,2% do PIB em 2003 para 2,6% em 2011. Enquanto isso, a inflação está em um dígito desde 2005. Esta estabilidade macroeconômica abriu o caminho para baixar as taxas de juros nominais, que caiu de 19% em 2001 para 11% em 2011 e 8% em meados de 2012. Juntos, esses fatores formaram a base para mais investimento, que passou de US$ 275 bilhões em 2001 para US$ 458 bilhões em 2011.

Expansão do Mercado Interno. A maior disponibilidade de crédito ao consumidor (o crédito cresceu cinco vezes de 2001 a 2011) e do aumento do poder de compra do consumidor (com a ajuda de uma inflação mais baixa, os salários mínimos mais altos, e políticas sociais distributivas, como o Bolsa Família) promoveram o crescimento do mercado interno do Brasil. Outro fator que contribuiu para o crescimento do mercado brasileiro foi o bônus demográfico do país: a população em idade de trabalho tornou-se maior do que a população dependente (jovens e idosos).

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Essa expansão do consumo doméstico fez do Brasil um mercado importante para muitas indústrias globais. Por exemplo, há dez anos, o Brasil era o décimo maior mercado automotivo do mundo, o oitavo maior mercado de PCs e terceiro maior mercado de massa para cosméticos. Hoje, o Brasil está em quinto, quarto e primeiro, respectivamente.

Demanda por Commodities. O crescimento econômico global impulsionado pelos mercados emergentes impulsionou a demanda por commodities brasileiras. De 2001 a 2011, as exportações de produtos básicos cresceu significativamente. As exportações de minério de ferro cresceu a uma taxa anual composta de 30%, chegando a US$ 42 bilhões, as exportações de soja cresceram a uma taxa anual composta de 16%, chegando a US$ 24 bilhões.

Este ciclo econômico virtuoso lançou as bases para as empresas no Brasil experimentarem um crescimento significativo e criação de valor na última década. A população brasileira também se beneficiou muito com este ciclo positivo. Em um estudo recente, The Boston Consulting Group descobriu que durante os últimos cinco anos, o Brasil fez um trabalho melhor do que todos os outros países analisados na transformação do desenvolvimento econômico em melhorias sustentáveis ​​do bem-estar de sua população. (Veja From Wealth to Well-being: Introducing the BCG Sustainable Economic Development Assessment, relatório da BCG, Novembro de 2012.)

 

Criação de Valor passado: impulsionada pelo crescimento

Para os acionistas de empresas que operam no Brasil, esse ciclo econômico virtuoso levou a uma criação de valor significativa, tendo o crescimento (crescimento das receitas como reflexo do aumento da demanda por bens e serviços) como o principal responsável pelos resultados. Para ilustrar, foi analisada a criação de valor das empresas de capital aberto mais líquidas do Brasil no período de 2004 a 2011. Este prazo se estende a fase de expansão após as crises que ocorreram no início da primeira década deste século (o estouro da bolha da internet e a transição política do Brasil) e da turbulência global que se seguiu à crise financeira global em 2008.

Nestes oito anos, o Retorno Total ao Acionista (valoração das ações mais dividendos) médio foi de 19% ao ano (calculado em moeda local e não ajustados pela inflação, que foi em média 5,3% ao ano). Este retorno é significativo quando comparado com o retorno médio para as empresas em todo o mundo durante o mesmo período – 4,8% de acordo com o mesmo Índice Mundial MSCI(1).

Na análise dos seis componentes do Retorno Total ao Acionista (RTA) (crescimento da receita, mudança na margem de lucro, mudança do múltiplo de avaliação, rendimento de dividendos, mudança no número de ações em circulação e mudança na alavancagem) revelou que a principal driver pela criação de valor foi o crescimento da receita, que representou para cerca de 80% da criação de valor no período.

Isso foi verdade para a maioria das companhias que tiveram os melhores desempenhos. Para seis das dez empresas que geraram o maior RTA – variando 24,7-36,6% ao ano o crescimento da receita foi a principal driver por trás da criação de valor.

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A análise dos melhores desempenhos também mostrou a importância do rendimento de dividendos, o que contribuiu seis pontos percentuais, para os retornos deste grupo e foi o principal driver para três das empresas de alto desempenho.

Todos os setores da economia no Brasil tiveram retornos médios elevados durante o período de 2004 a 2011. No entanto, houve variação significativa dentro dos setores. Por exemplo, o RTA médio no setor de bens industriais foi de 13%, mas o RTA para empresas de bens industriais individuais variou de -3% a 32% por ano.

Além disso, se encontra uma variação significativa entre os setores quando olhamos para as diferentes fases do período de oito anos.

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Durante a fase de turbulência após a crise de crédito global (de 2008 a 2011), as empresas brasileiras nos setores financeiro, de bens industriais e aqueles com alta exposição aos mercados internacionais enfrentaram desafios de criação de valor.

Graças à resistência do mercado interno, no entanto, o RTA para empresas brasileiras de bens de consumo foi de 29% ao ano durante esta fase.

Nota: (1) O MSCI World Index reflete o resultado de empresas classificadas como grande e médio porte pelo seu valor de mercado em 24 países de Mercados Desenvolvidos. Com 1.610 companhias, o índice abrange aproximadamente 85% da capitalização de mercado free-float ajustado de cada país.

O estudo completo pode ser acessado diretamente no site da BCG através do link.