Em 2015, o foco será na mudança de política monetária americana e política fiscal brasileira

No acumulado de 2014 a carteira sugerida apresentou rentabilidade de 29,7%, 32,6p.p. acima do Ibovespa e 18.9p.p. acima do CDI. O mês de Dez/2014 foi o último mês com sugestão de carteira

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Global Industry Classification Standard (GICS) – Sistema de classificação de indústrias mais popular e pode ser consultado no link http://www.msci.com/resources/pdfs/MK-GICS-DIR-3-02.pdf

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O retorno ocorre na mesma proporção da propensão do investidor ao risco. Clique na guia superior Download para baixar o arquivo Excel atualizado da carteira sugerida.


Small caps nos Estados Unidos e no Brasil

A análise do histórico do mercado de capitais norte-americano é sempre importante em razão do estágio de maturidade do país. Se o considerarmos como um paradigma, muito do que já ocorreu lá poderá ocorrer em outros mercados que se encontram em fase de expansão e amadurecimento.

Podemos olhar o histórico do mercado norte-americano através dos dados da Ibbotson Associates, que são atualizados anualmente para publicação do SBBI Yearbook, esta publicação talvez contenha a história mais abrangente do mercado doméstico de ações dos EUA.

O gráfico abaixo mostra o retorno acumulado (para US$ 1 investido no final de 1925, com o reinvestimento dos dividendos) de small caps e large caps de 1926-2009.

Olhando para o gráfico existem duas conclusões imediatas:

1.   As small caps superaram as large caps a uma taxa superior a 5 no período de 1926-2009 – e tiveram uma performance melhor em relação às large caps, especialmente nos últimos 40 anos. Esse “efeito do tamanho” é significativo à medida que nem todo retorno da maior small caps sobre as large caps pode ser simplesmente explicado pelo fato de que os investidores estão incorrendo em maiores riscos ao comprar ações de empresas small caps.

2.   A segunda conclusão é muito menos óbvia – e pode ser difícil para alguns observar isso no gráfico. De 1926 até 1957, small caps tiveram uma performance abaixo das large caps. Por que isso ocorreu? Ao longo da década de 1920 e até o outono de 1929, muitos investidores norte-americanos estavam dispostos a comprar ações de pequenas e médias empresas acreditando que elas poderiam ter performance ou se sustentar tão bem como as grandes empresas durante as recessões econômicas. A queda do mercado e a Depressão subsequente de setembro de 1929 a julho 1932 eliminaram essa crença. Nos 30 anos subsequentes os investidores simplesmente se recusaram a comprar ações de pequenas empresas, a não ser que elas estivessem sendo negociadas com descontos significativos em relação às ações das grandes empresas. Além disso, as exigências dos relatórios requeridos pela SEC tornaram-se mais rigorosas e, após a queda de 1929-1932, causou uma melhora na qualidade das pequenas empresas listadas de forma a permitir melhor potencial de retorno em ações de pequenas empresas dali para frente.

Pensando no futuro, pode parecer razoável acreditar que um “investidor inteligente” nos EUA pode simplesmente colocar todo o seu dinheiro em fundos de Índice Small Cap e depois simplesmente esquecê-los até o dia em que ele se aposente. Entretanto, essa estratégia pode não ser o que um investidor sábio faria; o desempenho superior das small caps também tem sido envolvido em Bull Market (mercado em tendência de alta generalizada) e Bear Market (mercado em tendência de baixa generalizada) desde 1926. Exemplificando: as large caps superaram todas as small caps no período de 1926 a 1931, novamente no período de 1946 a 1948 e, mais uma vez, com exceção de 1954, entre 1951 e 1957. Assim como o fato de que as ações superaram outros investimentos em períodos significativos de tempo.

Essa mesma conclusão vale para o Brasil: haverá momentos em que é melhor investir em small caps porque elas estão subavaliadas em relação às large caps. Na tabela abaixo mostra a comparação da performance do Índice Small Cap, desde sua primeira medição, em 01/09/2005, versus o Ibovespa.

Comparação do Índice Small Cap versus Ibovespa

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Peter L. Bernstein sobre risco

O célebre autor de Desafio aos Deuses: a Fascinante História do Risco explora a história de risco e como ele funciona no mundo real dos mercados e em nossas vidas

Risco não significa perigo, significa apenas não saber o que o futuro reserva. Neste vídeo Peter L. Bernstein explica por que no mundo real os modelos matemáticos mais sofisticados às vezes podem falhar.

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Como evitar que a emoção atrapalhe seus investimentos

Especialistas em finanças comportamentais explicam cinco técnicas para que o pânico ou a euforia não o leve a equívocos na bolsa

Julia Wiltgen, de EXAME.com

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Daniel Kahneman, um dos pais das Finanças Comportamentais: psicólogo israelense ganhou um Nobel de Economia por suas contribuições na área

São Paulo – Reza a ideologia dominante entre teóricos financeiros que os mercados são lógicos, racionais e sempre tendem ao equilíbrio. Investidores seriam seres guiados apenas pelo objetivo de ganhar o máximo de dinheiro, sem se importar em assumir erros para evitar perdas maiores ou ignorar oportunidades de aproveitar uma pechincha por mais que todos os alarmes de risco estejam soando. Afinal, por mais que o mercado possa se equivocar momentaneamente, uma hora ou outra a razão falará mais alto, e quem tiver enxergado a oportunidade primeiro embolsará os lucros mais gordos.

Aparentemente conectado à realidade, esse discurso sofreu um abalo durante os anos de 2008 e 2009, quando expressões como “pânico” e “euforia” frequentaram o noticiário econômico com uma assiduidade nunca vista na história. Nessas horas, quem aparece com a explicação mais convincente para os seres humanos comprarem ações muito caras e venderem papéis muito baratos são os teóricos das finanças comportamentais. Trata-se de uma classe ainda vista com certo preconceito pela maioria do mercado, mas que possui um argumento difícil de refutar: os investidores são seres humanos e, como tais, acabam influenciados por suas emoções até na hora de lidar com o próprio dinheiro. Grandes perdas financeiras podem ser tão difíceis de suportar quanto a dor física. É por esse motivo que, quando a bolsa desaba, muita gente vende ações ao invés de aproveitar a oportunidade para comprar.

Ainda de acordo com as finanças comportamentais, qualquer ser humano estaria sujeito a tomar decisões desesperadas em momentos de estresse no mercado, mas pessoas menos acostumadas a lidar com o próprio dinheiro são as mais suscetíveis ao pânico. Nessas horas, até mesmo um componente biológico não pode ser ignorado. Um estudo da Universidade de Cambridge concluiu que 23% das mulheres e 18% dos homens sofrem de um distúrbio chamado fobia de finanças pessoais. Metade das pessoas que participaram da pesquisa sofrem aceleração do ritmo cardíaco ao lidar com o próprio dinheiro, e 15% deles chegavam a evitar abrir os envelopes bancários “para não ter transtornos”.

Curar esse tipo de fobia não é fácil. Mas especialistas dizem que é possível evitar que o lado emocional atrapalhe suas decisões de investimento seguindo cinco dicas simples.

1 – Evite o movimento de manada

2 – Não se exponha demais

3 – Cuidado com os eventos atípicos

4 – Consulte especialistas

5 – Questione os motivos para determinado investimento

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