Fusões e aquisições movimentaram R$ 165 bilhões no Brasil em 2013, diz Anbima

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANDIMA) publica o Boletim de Fusões e Aquisições com dados e outras estatísticas de 2013.

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Apesar do baixo dinamismo apresentado no primeiro semestre com R$ 51,1 bilhões apenas, os anúncios de fusões e aquisições dispararam no segundo semestre de 2013, atingindo o recorde para o período, de R$ 114,2 bilhões e elevando o total do ano para R$ 165,3 bilhões.

Foi o segundo melhor ano desde o início da série histórica em 2008. O resultado fica abaixo apenas do registrado em 2010, de R$ 184,8 bilhões. Em relação aos R$ 122 bilhões de 2012, houve crescimento de 35,49%. Foram fechados 181 negócios, o maior número deste 2008, cinco a mais do que os 176 de 2012.

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O número do segundo semestre foi puxado pela operação de fusão entre Portugal Telecom e Oi, que sozinha movimentou R$ 28,7 bilhões. O setor de Telecomunicações e TI foi o destaque no ano, com 22,9% dos negócios, seguido do de Petróleo e Gás e de Energia, com 13,6% e 12,6% do total movimentado no ano, respectivamente. Cada um dos três foi responsável por 18 negócios.

A origem do capital manteve o perfil de 2012, com 39% vindo de empresas brasileiras, que foram responsáveis também pelo maior número de operações, 55,2%. Já americanos e asiáticos foram destaque na compra de empresas brasileiras.

Já nas compras de empresas estrangeiras por brasileiras, o destaque ficou com as europeias, que responderam por 89,3% das companhias vendidas, para 10,7% das dos Estados Unidos.

Os fundos de private equity responderam por 50 dos 181 anúncios de negócios em 2013, na maioria delas, 36, fazendo investimentos e 11 desinvestimentos. Outros três negócios foram tanto investimentos quanto desinvestimentos. No total, os negócios dos fundos de private equity chegaram a R$ 29,1 bilhões, sendo R$ 24,1 bilhões em investimentos.

O banco com maior volume em fusões e aquisições fechadas em 2013 foi o BTG Pactual, com R$ 21,7 bilhões em 33 operações. Em segundo, vem o Credit Suisse, com R$ 17,4 bilhões e 16 operações e o Itaú BBA, com R$ 12,1 bilhões e 16 operações também.

Já em volume de operações anunciadas no ano passado, o BTG Pactual também lidera, com 47 operações no valor de R$ 82,3 bilhões. Em segundo lugar em volume financeiro de anúncios vem o Morgan Stanley, com R$ 45 bilhões. Já em número de operações, o segundo  lugar é do Itaú BBA, com 31 operações anunciadas.


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