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Petrobras promete a acionista retorno em 3 a 5 anos

terça-feira, setembro 27th, 2011

Diretor da estatal afirma a EXAME.com que o pré-sal só não será lucrativo com um desastre mundial e que não há por que se preocupar com a crise

Marcela Ayres, de Exame.com

Agência Petrobras

Almir Barbassa: lucro do pré-sal só estaria ameaçado por desastre mundial

São Paulo – A megaoperação de capitalização da Petrobras terminou há praticamente um ano, reforçando o caixa da empresa em 120 bilhões de reais. Na época, analistas sentenciaram que o resultado para o investidor chegaria no longo prazo. Passados 12 meses, a expectativa permanece a mesma, mas a cotação dos papéis, não. Do fim da operação até agora, as ações já mergulharam mais de 20%.

Em entrevista à EXAME.com, o diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa, avalia as consequências da capitalização, reforça que o pré-sal só deixará de ser lucrativo com um desastre mundial e afirma que quem mantiver os papéis na carteira por três a cinco anos “pode dormir sossegado e nem se preocupar com a crise”.

EXAME.com – O acionista poderia esperar resultados mais satisfatórios depois da operação de capitalização da Petrobras?

Almir Barbassa – Acho que não podemos misturar as coisas. Se o mercado está ruim, esta não é uma consequência da capitalização. Também não podemos deixar de considerar que o investimento em ações é uma aplicação de risco, sujeito a flutuações muito maiores que as da renda fixa. No caso da Petrobras, estas flutuações decorrem também da capitalização, na medida em que ela foi a maior do mundo, requerendo um período para ser absorvida pelos mercados.

EXAME.com – De que maneira a operação efetivamente ajudou a Petrobras?

Barbassa – O fundamental é que o processo deu músculos e liquidez para a empresa, o que nos dá o conforto de continuar implementando o nosso projeto neste momento de turbulência. Este era um dos principais objetivos da capitalização: trazer fôlego para a companhia e espaço para ela continuar tocando um plano que é de médio e longo prazo. Ao mesmo tempo, a operação trouxe recursos para aquisição dos 5 bilhões de barris do pré-sal.

EXAME.com – Houve algum tipo de consequência negativa para o investidor?

Barbassa – Os riscos decorrentes de uma operação assim são os riscos normais do mercado. A diluição da participação, que todo mundo avaliou de antemão, teve como consequência a realocação dos papéis entre diversas mãos. De certa forma, este movimento se misturou a uma situação que está fora do controle da Petrobras: as variáveis macroeconômicas de caráter global que estão afetando a economia.

EXAME.com – Como a empresa pode ser afetada pela alta do dólar?

Barbassa – Infelizmente, a principal característica do câmbio flutuante é que ele flutua. Com isso, ele agrega ou tira resultado do balanço. É como se eu estivesse precificando a minha dívida no mercado. E hoje, 70% da dívida está diretamente em dólar ou indexada à moeda norte-americana. Embora o impacto da variação cambial não tenha um reflexo financeiro, já que a variação não representa fluxo de caixa, ela afeta o resultado contábil. No segundo trimestre [com o real valorizado], tivemos um resultado financeiro razoavelmente grande. A depender da taxa que vigorar no final desta semana, a correção pode sim contribuir para um balanço negativo. Mas eu diria que a própria capitalização trouxe recursos suficientes para criarmos um certo hedge a esse tipo de flutuação. A empresa está muito bem preparada para enfrentar o momento sem descontinuar seus projetos, que não visam ampliar a oferta de petróleo para hoje ou amanhã, mas para o longo prazo.

EXAME.com – Então quem tem ações da Petrobras pode contar com o lucro do pré-sal?

Barbassa – O lucro vai depender do preço do petróleo. O importante é que o pré-sal paga todos os seus custos, inclusive os de capital, com o petróleo em uma faixa de preço de 40 dólares o barril. Nesta situação, ele é um produto muito bem colocado porque o petróleo marginal que vem para o mercado chega a custar 70 dólares o barril. A Petrobras está construída sobre um hedge natural de baixo custo e o pré-sal é mais um produto que tem esta característica. Seremos lucrativos com o petróleo a qualquer preço acima dos 40 dólares. E só com um desastre mundial ele ficaria sustentado abaixo deste nível.

EXAME.com – O que o investidor pode esperar daqui para frente?

Barbassa – Eu diria que o cenário é muito bom por conta do conjunto de projetos que a Petrobras dispõe. O principal ativo para uma empresa de petróleo são seus campos. Um terço de todas as descobertas de petróleo feitas nos últimos cinco anos está no Brasil. Isto significa que um terço dos achados mundiais está nas mãos da Petrobras, a parcela mais relevante do mercado. As demais empresas de petróleo não tiveram a oportunidade que temos hoje e estão buscando alternativas de produzir em reservas não convencionais. Nós temos um portfólio ímpar. E o petróleo é um produto dificilmente substituível a médio e longo prazo. Em 2030, as pessoas continuarão abastecendo seus carros com gasolina.

EXAME.com – Quando o investidor pode esperar retornos baseados nesta perspectiva?

Barbassa – O acionista não pode investir em Petrobras pensando em comprar de manhã e vender à tarde. Quem investiu com a tranquilidade de não mexer nas ações por um período de três a cinco anos pode dormir sossegado e nem se preocupar com a crise.

EXAME.com – Quanto a empresa ainda precisa captar no mercado para fazer frente aos seus projetos de expansão?

Barbassa – Temos uma meta de captar entre 60 e 90 bilhões de dólares em cinco anos, dos quais 12 a 13 bilhões já foram captados em 2011. Nós temos várias fontes de financiamento. Temos os bancos parceiros da Petrobras, que nos dão linhas de crédito, e fazemos emissões no mercado de capitais. Como já captamos em dólares este ano, não voltaremos para este mercado agora. Podemos vir a emitir [papéis] para outras moedas dependendo da condição e do momento. O importante é frisar que temos uma posição de caixa muito tranquila, que nos permite fazer operações quando de fato elas forem as melhores alternativas. Não precisamos sair correndo atrás de recursos porque temos que pagar uma conta amanhã. Este é o principal aspecto da gestão financeira da Petrobras: criar yn  colchão que dá conforto para administrar os investimentos e acessar novas captações quando elas forem convenientes.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/acoes/noticias/petrobras-promete-a-acionista-retorno-em-3-a-5-anos?page=1&slug_name=petrobras-promete-a-acionista-retorno-em-3-a-5-anos

Capitalização da Petrobras completa um ano sem motivos para festa

terça-feira, setembro 27th, 2011

Acionistas que aplicaram dinheiro na empresa perderam muito; para o longo prazo, entretanto, analistas mantêm aposta no potencial de crescimento

Marcela Ayres, de Exame.com

Divulgação/EXAME.com

Capitalização da Petrobras: um ano depois da oferta de 4 bilhões de ações, investidores amargam perdas superiores a 20%

São Paulo – Há um ano a Petrobras celebrava a maior capitalização já realizada no mundo. Com uma injeção no caixa de 120 bilhões de reais levantados com a emissão de mais de 4 bilhões de ações, a empresa buscou no mercado o dinheiro necessário para colocar de pé o projeto de exploração do pré-sal.

O desempenho das ações de lá para cá, contudo, ainda não recompensou os investidores que aplicaram na companhia acreditando no seu potencial de expansão. Do fim da oferta de ações até a última sexta, os papéis preferenciais caíram 26,9%. Para as ações ordinárias o tombo foi ainda maior: 28,4%.

Considerando que os papéis já tinham sofrido um desconto expressivo antes do processo de capitalização, o resultado acumulado pelas ações do começo de 2010 até agora é quase duas vezes pior.

Longe de positiva, a performance não chega a surpreender. Pelo menos é o que acredita Rodrigo Fernandes, analista da Fator. “O desempenho operacional da empresa não dependia da capitalização, realizada para prover recursos aos investimentos de longo prazo e diminuir os riscos de alavancagem financeira excessiva”, diz.

Não por menos, a orientação repassada aos investidores continua a mesma de um ano atrás. “O acionista não pode investir em Petrobras pensando em comprar de manhã e vender à tarde”, afirma o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa. “Quem investiu com a tranquilidade de não mexer nas ações por um período de três a cinco anos pode dormir sossegado e nem se preocupar com a crise.”

Marco Saravalle, da Coinvalores, reforça que diante da turbulência no mercado com o imbróglio fiscal na zona do euro e lenta recuperação da economia norte-americana, as ações da Petrobras são penalizadas por duas frentes. Primeiro, porque a estatal explora uma das commodities mais negociadas no mundo – o petróleo é sabidamente um dos primeiros a sentir os efeitos dos vendavais financeiros.

Segundo, pela alta liquidez das ações da empresa no Brasil e no exterior, que acabam facilmente desovadas em momentos de pânico. “Nos últimos dois a três meses, o cenário externo foi muito mais representativo para os papéis que os próprios fundamentos da companhia”, emenda Saravalle. Na visão do analista, o setor de commodities como um todo não deve performar acima do Ibovespa até o fim do ano. Embora não seja hora de aumentar a exposição ao papel, a ação da Petrobras está, na sua opinião, com um preço atrativo.

Segundo a Economática, a relação do preço sobre o lucro da companhia era de 7,38 imediatamente depois de concluída a capitalização, no dia 01 de outubro de 2010. Hoje, o P/L bate em 5,62. O número indica quantos anos o investidor leva para receber em lucros o que pagou pela ação. Quanto menor o indicador, mais barato está o papel.

Oswaldo Telles, da Banif, sustenta que o principal motivo para acreditar nas ações não se esconde por trás das cotações de hoje, mas no crescimento da empresa projetado para amanhã. “A Petrobras tem uma quantidade significativa de reservas enormes e não exploradas. Não há nada igual entre as companhias listadas no mundo inteiro”, diz. “O desenvolvimento destes campos requer recursos monumentais, mas principalmente tempo. À medida que nos aproximarmos de 2015, a percepção de valor para o acionista vai aumentar.”

Mão do governo e risco do dólar

Entoada pelos críticos à administração da estatal, a ingerência do governo sobre os negócios da Petrobras foi notadamente percebida com a escalada no preço do barril do petróleo no primeiro semestre do ano, um movimento embalado pelos conflitos na Líbia.

Como acionista majoritário da Petrobras, o governo tem participação na exploração e produção de óleo, podendo ou não repassar o aumento da commodity à gasolina. Para quem abastece com o combustível, a estabilidade não deixa de ser positiva quando o petróleo fica mais caro no mercado internacional. A decisão de abdicar do lucro, por outro lado, costuma provocar chiadeira entre os demais acionistas, que afinal de contas investem na empresa visando ganhar dinheiro.

Marco Saravalle, da Coinvalores, ressalva que quem aplica em companhias estatais assume um risco diferente, já precificado nas ações. “De certa forma faz parte do negócio e, por isso, quem compra Petrobras já deveria saber”, afirma. “Depois que o petróleo despencou com a crise em 2008, a companhia acabou sendo beneficiada porque também não houve redução do preço da gasolina.”

Embora seja difícil precisar exatamente o que deve acontecer com a gigante do petróleo diante de tantas variáveis, uma coisa parece certa no curto prazo: a Petrobras não passará imune à subida do dólar. “No último balanço trimestral, a companhia reportou uma dívida líquida de 40,9 bilhões de reais, sujeita à variação cambial”, afirma Rodrigo Fernandes, da Fator. “Isso significa que se a valorização do dólar persistir até o fim do mês, ela terá impacto negativo sobre o lucro.”

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, sublinha que a mudança não vai interferir no fluxo de caixa, mas no resultado contábil da empresa. Como a companhia tem cerca de 70% da dívida em dólar, as mudanças no câmbio podem afetar os próximos resultados. “A depender da taxa que vigorar no final desta semana, a correção pode sim contribuir para um balanço negativo”, diz. “Mas a própria capitalização trouxe recursos suficientes para criarmos um certo hedge a esse tipo de flutuação. A empresa está muito bem preparada para enfrentar o momento.”

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/acoes/noticias/capitalizacao-da-petrobras-completa-um-ano-sem-motivos-para-festa?page=1&slug_name=capitalizacao-da-petrobras-completa-um-ano-sem-motivos-para-festa

12 maiores ofertas e IPOs do mundo

segunda-feira, setembro 13th, 2010

A exploração do pré-sal deve conferir à Petrobras o topo do ranking das maiores capitalizações em ações no mundo

Mirela Portugal e Gustavo Kahil, de EXAME.com

 

1 – Busca pelo pré-sal garante à Petrobras a maior oferta da história (2010) | US$ 74,5 bi

São Paulo – A insegurança gerada no mercado pela oferta gigantesca da Petrobras pode ter pesado sobre o papel e custado à ação outrora mais importante do Brasil o topo do Ibovespa, hoje ocupado pela mineradora Vale. Mas é da estatal brasileira o título de maior oferta de ações do mercado financeiro de todos os tempos, em escala mundial.

Segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a estatal planeja vender 2,27 bilhões de novas ações ordinárias e 1,59 bilhão de novas ações preferenciais para financiar seu plano de investimentos de 224 bilhões de dólares.

Caso exerça ainda a venda dos lotes suplementar e adicional, o negócio poderá atingir em 128,3 bilhões de reais, ou 74,5 bilhões de dólares ao câmbio atual, levando em conta os preços de fechamento das ações na quinta-feira. A lista a seguir tem como fontes a Renaiscence Capital, Dealogic e a Reuters.

Oferta dará à estatal os recursos necessários para explorar 5 bilhões de barris na camada do pré-sal

Agência Petrobras

 

2 – Nippon Telegraph and Telephone (1987), Japão | US$ 36,8 bi

São Paulo – A NTT demorou duas décadas para perder a larga dianteira de maior arrecadação em ofertas de ações. A posição foi conquistada ainda em 1987, e mantida durante diferentes fases e oscilações do mercado financeiro.

Os quase 37 bilhões de dólares vieram da venda de ações da companhia que pertenciam ao governo. Desde então, a empresa tem ações listadas em Tóquio, Osaka, Nagoya, Nova Iorque e Londres.

Fazem parte da NTT Group a NTT Docomo, NTT Advertising, NTT Urban Development e NTT Communications, entre outras empresas de tecnologia e comunicações. A última emissão de novas ações da NTT foi em 2000. No ano passado, a NTT aprovou um desdobramento de ações na proporção de uma para 100.

Os quase 37 bilhões de dólares vieram da venda de ações da companhia que pertenciam ao governo

Divulgação

 

3 – Royal Bank of Scotland (2008) | US$ 24,4 bi

São Paulo – O Royal Bank of Scotland, hoje com 84% do capital com o governo após sucessivas ajudas durante a crise financeira, foi ao mercado para se capitalizar para enfrentar os efeitos da crise.

À época, a instituição justificou a operação devido à “severa e crescente deterioração dos mercados de crédito, a piora das perspectivas econômicas e as chances de que as condições continuaram difíceis por algum tempo”.

Além disso, a venda fez-se necessária para ajudar no pagamento da aquisição do ABN Amro. Para se capitalizar, o banco também anunciou a venda do braço de seguros e a de leasing ferroviário Angel Trains por 4 bilhões de libras.

O RBS tem 84% do capital com o governo após sucessivas ajudas durante a crise financeira

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4 – Lloyds (2009), Reino Unido | US$ 22,5 bi

São Paulo – A decisão do Lloyds de vender 22,5 bilhões de dólares foi tomada para evitar um programa de proteção de ativos do governo que levaria a participação do governo para 43%. À época, o Lloyds tinha 2,8 milhões de acionistas o maior número de acionistas provados no Reino Unido. Os recursos captados na operação também ajudaram a instituição a recompor parte do capital destruído com a crise financeira internacional.

Banco vendeu ações para evitar um maior controle do governo

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5 – Nippon Telegraph and Telephone (1988), Japão | US$ 22,4 bi

São Paulo – Mais uma vez a Nippon Telegraph and Telephone demonstrou fôlego no mercado financeiro, numa oferta recorde apenas dois anos depois de ter arrecado 37 bilhões de dólares com novas ações. Desta vez, com a companhia vendeu 1,95 milhão de ações de posse do governo japonês.

A NTT possui hoje 6 bilhões de ações ordinárias no mercado. Recentemente a empresa autorizou recompra de 72,381 de suas ações, por 39 bilhões de ienes. A NTT afirmou pretender recomprar ainda 200 mil de suas ações, investindo no total 100 bilhões de ienes.

A NTT possui hoje 6 bilhões de ações ordinárias no mercado

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6 – Agricultural Bank (2010), China | US$ 22,1 bi

São Paulo – É da China o segundo negócio que transformou 2010 no ano dos gigantes: em março deste ano, o Agricultural Bank of China deu segmento ao maior IPO da história, que arrecadou 22,1 bilhões de dólares. Durante o processo de formação de preço, a maior parte dos investidores institucionais subscreveu o dobro do volume de ações que reservaram inicialmente,

A estreia em bolsa foi tímida – o primeiro pregão terminou com leve alta, de 0,75%. Mas provou que há demanda internacional para ofertas em países emergentes, como a China e o próprio Brasil. Quase seis meses depois, o AgBank (Agricultural Bank of China) informou em agosto que houve interesse por todo o lote adicional de sua oferta pública, incluindo mais dígitos no negócio bilionário.

O IPO do Agricultural Bank of China em Xangai recebeu uma demanda de investidores institucionais 20 vezes maior que ofertado

FREDERIC J. BROWN/AFP

 

7 – ICBC (2006), China | US$ 22 bi

São Paulo – Mais um banco chinês entre as capitalizações gigantes do mercado financeiro. Estreando na bolsa em 27 de outubro de 2006, as ações do Industrial and Comercial Bank of China (ICBC) chegaram à alta de 14,6% na bolsa de Hong Kong. As ações foram precificadas acima das expectativas, graças à demanda gigantesca pelos papéis do maior banco da China. Os papéis foram lançados simultaneamente na bolsa de Xangai.

No primeiro trimestre deste ano, o ICBC, considerado o banco com maior valor de mercado do mundo, teve lucro líquido de 12,5 bilhões de dólares, uma alta de 27% na comparação anual.  O bom desempenho da instituição chinesa no período foi estimulado pelo aumento no número de empréstimos e das receitas provenientes de tarifas bancárias.

Cerimônia de estréia das ações do ICBC na bolsa de Hong Kong

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8 – Visa (2008), EUA | US$ 19,7 bi

São Paulo – A oferta pública inicial (IPO) da Visa foi a maior estreia em bolsa de valores do mercado financeiro americano: teve recorde de 19,7 bilhões de dólares com a colocação de 406 milhões de ações.

A operação ultrapassou com folga a oferta da AT & T Wireless, que em 2000 obteve US$ 10,6 bilhões com a distribuição de 447,2 milhões de ações Classe A. A concorrente Mastercard levantou US$ 2,39 bilhões com uma distribuição de ações.

Cerimônia de estréia das ações da Visa

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9 – HSBC (2009), Reino Unido | US$19,4 bi

São Paulo – O maior banco da Europa decidiu aumentar seu capital durante a crise financeira internacional para resgatar parte de suas perdas.

O financiamento levantado ajudou o HSBC a compensar as perdas decorrentes do seu interesse nos mercados americanos, incluindo a aquisição, em 2002, da Household Finance Corp, que expôs o banco a hipotecas subprime.

O banco disse também que estava tentando se reposicionar para enfrentar a crise econômica e flexibilização a participação de mercado com aquisições de rivais enfraquecidos.

O banco captou os recursos para se reposicionar durante a crise econômica

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10 – Fortis (2007), Bélgica | US$ 19,2 bi

São Paulo – O banco belga anunciou, durante a crise, a oferta bilionária de ações que levou o banco para a nona posição das maiores ofertas já realizadas no mundo. A instituição vendeu as ações por 26,63 euros para ajudar a financiar a aquisição do ABN Amro na maior operação entre bancos já realizada.

O ABN foi adquirido em conjunto com o Royal Bank of Scotland e o Santander.

Acionistas se reúnem para escolher nova diretoria após a maior parte dos ativos do banco ser nacionalizada por conta da crise financeira internacional

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11 – Bank of America (2009), EUA | US$ 19,3 bi

São Paulo – Ainda sob os efeitos da crise internacional, o Bank of America (hoje BofA Merrill Lynch) arrecadou 19,3 bilhões de dólares em dezembro do ano passado ao vender cada ação por 15 dólares. A ideia do banco era se tornar mais independente do governo americano, que tinha comprado partes da instituição para capitalizá-la no meio da crise.

Meses antes, em maio, o banco também foi ao mercado e arrecadou 13,5 bilhões de dólares. Naquela ocasião, as ações foram vendidas por 10,77 dólares cada. A alienação foi motivada depois dos testes de estresse realizados com os bancos indicavam que o BofA precisa aumentar o capital em 40 bilhões de dólares.

Meses antes, em maio, o banco também foi ao mercado e arrecadou 13,5 bilhões de dólares

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12 – NTT DoCoMo (1998), Japão | US$ 18,1 bi

São Paulo – A NTT Docomo, filial da gigante estatal NTT (2ª da lista), realizou a sua oferta inicial de ações em 1998 com a venda de ações no valor de  2,15 trilhões de ienes (18,1 bilhões de dólares).

A maioria das ações da Docomo é da NTT que, por sua vez, é controlada pelo governo japonês. A participação de mercado da empresa chega a quase 50% no país. As ações da Docomo estão em alta de aproximadamente 20% neste ano.

A maioria das ações da Docomo é da NTT que, por sua vez, é controlada pelo governo japonês

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Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/12-maiores-ofertas-e-ipos-do-mundo?p=1#link