Archive for the ‘Finanças’ Category

Empresas brasileiras tem o maior custo de impostos sobre trabalhadores

sábado, março 30th, 2013

A UHY, uma rede internacional independente de empresas de consultoria e contabilidade, divulgou um estudo mostrando que os empregadores pagam quase 25% de custos médios sobre o valor do salário dos funcionários.

Os profissionais de impostos da UHY estudaram dados de 25 países em toda a sua rede internacional, incluindo todos os membros do G7 e as economias emergentes do BRIC. Foi calculado o valor dos pagamentos que uma empresa tinha de fazer, tais como as contribuições para a seguridade social, em cima do salário bruto que pagam para os funcionários.

O ranking mostra que o Brasil é o país que mais cobra impostos sobre funcionários, enquanto a média mundial de custos extras é de 25% dos salários anuais cobrados em impostos. No Brasil, esse percentual passa para 57,56%.

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Como algumas taxas podem variar de acordo com o salário pago nos países, a pesquisa elaborou rankings para salários anuais de 30 mil dólares, 75 mil dólares e 300 mil dólares. O Brasil liderou (e ficou bem acima da média mundial) nas três categorias.

Os pagamentos feitos por empresas em cima dos salários brutos por USD e % do salário bruto.

O estudo pode ser acessado pelo link.


Envelhecimento da População Global 2013

quarta-feira, março 20th, 2013

Standard & Poor’s publica relatório: “Envelhecimento da População Global 2013: Enfrentando os Desafios

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Madri, (20 de março de 2013) — A Standard & Poor’s Ratings Services tem visto uma melhora significativa nas posições orçamentárias de países soberanos mais ricos, desde a publicação em 2010 de sua avaliação global do impacto do envelhecimento das sociedades sobre as finanças públicas. Embora o rápido acúmulo de endividamento desde 2007-2008 — e os consequentes grandes déficits registrados por muitos dos governos soberanos que avaliamos —  tenha chamado a atenção para os gastos relacionados com o envelhecimento populacional, vários países têm reformado seus sistemas previdenciários e de saúde — os dois componentes dos programas relacionados com o envelhecimento que tipicamente são responsáveis por 40% dos gastos do governo de acordo com relatório publicado ontem pela Standard & Poor’s: “Envelhecimento Global 2013: Enfrentando os Desafios”, que atualiza as informações publicadas relatório anterior, parte de uma série iniciada em 2002, analisa os efeitos fiscais sobre as populações em envelhecimento.

“Se os países soberanos superarem suas dificuldades econômicas e orçamentárias pós-crise e forem bem sucedidas na adaptação de seus sistemas de saúde aos desafios demográficos, as pressões exercidas pelo envelhecimento de suas populações poderão ser gradualmente contidas no longo prazo — o que é uma conclusão de certa forma supreendente diante do atual estágio da crise da dívida soberana”, disse Marko Mrsnik, analista de crédito soberano da Standard & Poor’s e autor do relatório.

Várias nações começaram a implementar medidas previdenciárias e de saúde pública, visando acomodar tanto as necessidades de suas populações em processo de envelhecimento quanto suas pressões orçamentárias de curto prazo, embora o enfraquecimento econômico e a redução dos níveis de emprego, em algumas dessas nações, estejam atenuando o impacto de tais medidas que, associadas ao aumento dos custos de captação, podem prejudicar seus esforços para estabilizar suas dinâmicas de endividamento. A Standard & Poor’s acredita, no entanto, que as mudanças estruturais e a consolidação orçamentária que muitos países soberanos implementaram recentemente deverão melhorar suas perspectivas de finanças públicas sustentáveis.

“Isso deve ser apenas o começo de um período de décadas de tensão entre duas prioridades aparentemente confltantes: os gastos públicos com os sistemas previdenciários e de saúde para as populações em envelhecimento e a necessidade de se conter o endividamento e os déficits orçamentários dos governos soberanos”, disse Marko Mrsnik.

Embora os custos relacionados sejam frequentemente vistos como um problema enfrentado principalmente pelos governos soberanos mais ricos, a análise da Standard & Poor’s sugere que isso pode se tornar também um problema nos mercados emergentes.

O relatório de 2013 inclui simulações de métricas hipotéticas de ratings de crédito soberano de longo prazo em vários cenários:

• O cenário em que “não há alterações nas políticas”, as nações não tomam nenhuma medida de planejamento voltada à população em envelhecimento.
• O cenário em que o “orçamento está equilibrado”, os ajustes orçamentários resultam em um orçamento equilibrado em 2016 para todos os governos soberanos.
• O cenário de “nenhum envelhecimento”, a legislação contém aumentos futuros nos gastos relacionados com o envelhecimento sobre o período da projeção.
• O cenário de “baixas taxas de juros” em que uma taxa de juros de 2% prevalece durante o período de estudo e não uma taxa de 3% como no cenário em que nenhuma política é alterada.
• O cenário de “crescimento mais alto do PIB”, em que o crescimento do PIB é incrementado em 1% ao longo do período da projeção.

Para demonstrar a escala de desafios, até 2050, sob o cenário em que “não há alterações nas políticas”, cerca de 60% dos governos soberanos analisados no relatório de 2013 apresentariam métricas de crédito que a Standard & Poor’s atualmente associa com os ratings de crédito soberanos em grau especulativo, ante os atuais 20% — embora suas finanças tenham melhorado desde o relatório de 2010.

Como em relatórios anteriores, o relatório publicado agora em 2013 também nota que a Standard & Poor’s não acredita que o cenário em que “não há nenhuma alteração nas políticas” se desenvolverá, dada a baixa probabilidade de os governos permitirem que suas cargas de dívida aumentem sem que alguma reforma seja realizada. De fato, este relatório de 2013 apresenta as melhoras obtidas até o momento, como resultado dos esforços aplicados desde 2010.

Clique aqui para acessar o relatório completo em inglês.


Fusões e aquisições movimentam R$ 122,3 bilhões no Brasil em 2012

quinta-feira, março 14th, 2013

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANDIMA) publica o Boletim de Fusões e Aquisições com dados e outras estatísticas de 2012.

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O volume dos anúncios de fusões e aquisições durante 2012 totalizou R$ 122,3 bilhões – valor 14,4% inferior ao de 2011. Já o número de operações se manteve próximo ao observado no ano anterior, tendo sido registradas 176 operações, apenas três a menos do que em 2011. A queda no volume das operações reflete as incertezas em relação ao desempenho da economia global durante 2012.

O volume dos anúncios de fusões e aquisições chegou a R$ 122,3 bilhões em todo o ano de 2012. O volume foi 14,4% inferior ao de 2011 (R$ 142,8 bilhões) e o segundo menor da série desde 2007, superando apenas o baixo volume registrado em 2009, de R$ 119 bilhões.

O número de operações no ano, contudo, se manteve próximo ao observado no ano anterior. Ao todo, foram 176 operações em 2012, apenas três a menos do que em 2011, o que indica uma redução do volume médio das operações realizadas no último ano. Entre os anúncios feitos em 2012, se destacou o setor de transporte e logística, com 20,2% do volume de operações, seguido do setor de energia, com 15% do total.

Quanto à origem do capital, a maior parte do volume do ano se distribuiu entre aquisições entre empresas brasileiras (R$ 42,7 bilhões) e aquisições de empresas brasileiras por companhias estrangeiras (R$ 42 bilhões). Neste último caso, houve grande participação de empresas europeias, que responderam por 30,9% das aquisições de empresas brasileiras (R$ 13 bilhões).

A forma de pagamento mais utilizada nas operações em 2012 foi dinheiro (74,9% dos negócios), seguida do pagamento com ações (13,9%) e com a assunção de dívidas (7,9%). Em 2011, este perfil foi diferente: os pagamentos em dinheiro responderam por 57,8% do volume de operações, seguidos do pagamento com ações, que tiveram participação de 39% sobre o total.

As dez maiores operações realizadas em 2012 alcançaram volume de R$ 57,7 bilhões, o equivalente a 47,2% do movimentado em todo o ano. Apenas os dois maiores anúncios – referentes às ofertas públicas de aquisições de ações da Redecard (R$ 12,5 bilhões) e da TAM (R$ 8,3 bilhões) – somaram R$ 20,8 bilhões.

  1. OPA da Redecard a qual o Itaú Unibanco fechou o capital da empresa no valor de R$ 12,5 bi
  2. OPA da TAM, para troca de ações dos minoritários por ações da LAN, no valor de R$ 8,3 bi
  3. A United Health adquiriu uma participação de 58,9% na Amil pelo valor de R$ 6,5 bi
  4. Aquisição da participação dos minoritários da Cimpor pela Camargo Correa, somando R$ 6,1 bi
  5. Aquisição de participação na Comgás pela Cosan por R$ 4,7 bi
  6. A Partícipes vendeu sua participação na OHL Brasil para a Albertis / Brookfield por R$ 4,5 bi
  7. A CPFL / Equatorial Energia realizaram a aquisição do Grupo Rede pelo valor de R$ 4,4 bi
  8. A Global Logistic Properties (GLP) e demais Fundos de Pensão (CIC, GIC e CPPIB compraram portfólios da gestora de recursos Hemisfério Sul Investimentos (HSI) por R$ 4,0 bi
  9. Investimento da Mubadala no Grupo EBX na ordem de R$ 3,6 bi
  10. A Experian adquiriu 29,6% das ações da Serasa pelo valor de R$ 3,1 bi

Relatório sobre Viagens e Turismo de 2013

quarta-feira, março 13th, 2013

O Relatório de 2013 teve como foco na Redução de Barreiras ao Crescimento Econômico e na Criação de Empregos

O turismo internacional cresceu 4% entre janeiro e agosto de 2012 em relação ao mesmo período de 2011, segundo a Organização Mundial de Turismo (UNWTO) – os gastos também aumentaram. O relatório Índice de Competitividade em Viagem & Turismo de 2013 (Travel & Tourism Competitiveness Índex) do Fórum Econômico Mundial, mostra porque alguns países atraem tantos visitantes e outros não. Para classificar os países, o ranking usa como base para as notas três categorias principais – cenário regulatório, infraestrutura e ambiente de negócios e recursos culturais, humanos e naturais para o turismo.

  • Barbados (27º), Panamá (37º), México (43º), Costa Rica (46º) e Brasil (51º) são os “5 Mais” da América Latina, segundo o 5º Relatório de Competitividade do Setor Viagens e Turismo.
  • O Panamá apresentou um considerável avanço, passando da 56a para a 37a posição do Índice que classifica 140 países de acordo com a sua atratividade e capacidade de desenvolver a sua indústria de viagens e turismo.
  • O relatório destaca o potencial dessa indústria em impulsionar a economia e a criação de emprego, mas alerta que a sustentabilidade ambiental segue como tendência fundamental para o futuro.
  • Iniciativas como a formulação de políticas eficientes para emissão de vistos são tidas como cruciais para que a indústria mantenha a sua dinâmica de crescimento.
  • Faça o download do relatório completo, dos destaques, resumo, perfis econômicos e rankings em http://www.weforum.org/ttcr

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O Fórum Econômico Mundial tem, nos últimos sete anos, envolvido indústrias-chave e líderes da Aviação, Programa de Parceria Industrial de Viagens & Turismo, junto com seu Conselho de Agenda Global sobre Novos Modelos para Viagens & Turismo, para a realização de uma análise em profundidade da competitividade de Viagens & Turismo das economias ao redor do mundo. O Relatório de Competitividade de Viagens & Turismo resultante fornece uma plataforma para multi-stakeholders dialogarem  de forma a assegurar o desenvolvimento forte e sustentável da indústria de Viagens & Turismo capaz de contribuir de forma eficaz para o desenvolvimento econômico internacional. O tema do relatório deste ano, “Reduzindo os obstáculos do crescimento econômico e criação de emprego”, reflete a importância do setor para este fim.

Incentivar o desenvolvimento do setor de Viagens & Turismo (Travel & Tourism – T&T) é muito mais importante hoje, dado o seu importante papel na criação de emprego, num momento em que muitos países estão sofrendo com desemprego elevado. O setor já representa 9% do PIB, um total de US$ 6 trilhões, e é responsável por 120 milhões de empregos diretos e outros 125 milhões de empregos indiretos em setores relacionados. Isto significa que a indústria já responde por um em cada 11 empregos no planeta, um número que pode subir para até um em cada dez postos de trabalho até 2022, de acordo com o Conselho Mundial de Viagens & Turismo (World Travel & Tourism Council).

Esta edição do relatório vem em um momento incerto para o setor de Viagens & Turismo. Embora a economia global esteja mostrando sinais de uma recuperação frágil, o mundo está se tornando cada vez mais complexo e interconectado. Neste contexto, é notável que o setor de Viagens & Turismo permaneceu notavelmente resiliente em inúmeras maneiras. O número de viajantes aumentou de forma consistente ao longo do ano passado, apesar do ambiente econômico difícil e orçamentos reduzidos. Na verdade, a Organização Mundial do Turismo (World Tourism Organization – UNWTO) relata que as chegadas de turistas internacionais cresceram 4% em 2012, e as previsões de que eles vão continuar crescendo de 3 a 4 por cento em 2013. Embora esta tendência é impulsionada principalmente pelo aumento da demanda da classe média dos mercados emergentes, o quadro também esta melhorando para muitas economias desenvolvidas.

A indústria tem respondido às mudanças do ambiente com uma série de ajustes estruturais. Na verdade, 2012 assistiu a uma série de alianças, fusões e investimentos estratégicos, tanto na indústria de aviação e em serviços de viagens on-line. Resiliência também foi demonstrada na forma como algumas empresas de aviação responderam aos preços dos combustíveis irregulares, explorando novos modelos de negócios e aquisição de ativos de energia.

Além disso, os players do setor se comprometeram com uma economia de baixo carbono através de várias iniciativas destinadas a operações de otimização, adaptação, reciclagem e preservação do meio ambiente. No entanto, apesar destes muitos desenvolvimentos positivos, a necessidade de maior abertura continua a ser uma das principais tendências que impactam o setor de Viagens & Turismo, especialmente no que diz respeito à livre circulação de pessoas. A importância de esforços nesta área tem sido destacada especificamente pelo comunicado do G20 em junho de 2012, em que o grupo reconheceu a importância do turismo “como um veículo para a criação de emprego, crescimento econômico e desenvolvimento” e, além disso, o compromisso de “trabalhar para desenvolvimento de iniciativas de facilitação de viagens em apoio à criação de emprego, um trabalho de qualidade, redução da pobreza e crescimento global.”

No núcleo do relatório esta a quinta edição do Índice de Competitividade de Viagens e Turismo (Travel & Tourism Competitiveness Index – TTCI). O objetivo do TTCI, que abrange um número recorde de 140 economias este ano, é fornecer uma ferramenta estratégica global para medir os “fatores e as políticas que o tornam atraente para desenvolver o setor de Viagens & Turismo em diferentes países.” Ao fornecer avaliações detalhadas do ambiente de Viagens & Turismo de países em todo o mundo, os resultados podem ser usados ​​por todas as partes interessadas para trabalhar em conjunto para melhorar a competitividade da indústria em suas economias nacionais, contribuindo assim para o crescimento e prosperidade nacional. Ele também permite que os países acompanhem o seu progresso ao longo do tempo nas diversas áreas medidas.

O relatório completo está disponível para download a partir de www.weforum.org/ttcr, que contém perfis detalhados para cada uma das 140 economias do estudo, bem como uma seção dedicada a tabelas de dados com rankings globais para mais de 75 indicadores incluídos no TTCI. Além disso, inclui contribuições perspicazes de uma série de especialistas do setor. Estes capítulos exploram questões como a forma de facilitação de vistos pode desempenhar um papel relevante para estimular o crescimento econômico, a importância dos formuladores de políticas locais, aproveitando as vantagens competitivas para prosperar em um ambiente volátil, o impacto do setor do turismo na criação de emprego, como a conectividade que o setor de aviação cria um desenvolvimento econômico sustentável, e o papel essencial do crescimento verde no reforço da capacidade de resistência do setor.


Ranking dos países com o sistema financeiro mais desenvolvido

sexta-feira, março 1st, 2013

Estudo do Fórum Econômico Mundial apontou Hong Kong como o sistema financeiro mais eficiente do mundo; Brasil ficou em 32º lugar

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O Relatório de Desenvolvimento Financeiro 2012 é baseado no Índice de Desenvolvimento Financeiro, que fornece uma pontuação e classificação para a amplitude, profundidade e eficiência de 62 sistemas financeiros e mercados de capitais de economias líderes mundiais.

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O relatório completo pode ser acessado através do link: http://www3.weforum.org/docs/WEF_FinancialDevelopmentReport_2012.pdf

O índice analisa os drivers do desenvolvimento do sistema financeiro que suportam o crescimento econômico, e, assim, compara a competitividade global dos sistemas financeiros. Em última análise, o relatório tem como objetivo servir como uma ferramenta tanto para economias avançadas e emergentes para aferir-se, assim, permitindo-lhes identificar e priorizar áreas com necessidades de reforma.

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O relatório define o desenvolvimento financeiro como os fatores, políticas e instituições que levam a intermediação financeira e mercados para a eficácia, bem como amplo e profundo acesso a capitais e serviços financeiros. De acordo com essa definição, as medidas de desenvolvimento financeiro são capturadas através dos sete pilares do Índice:

1. Ambiente institucional: abrange a liberalização do setor financeiro, governança corporativa, questões legais e regulamentares, e execução de contratos

2. Ambiente de negócios: considera o capital humano, impostos, infraestrutura e os custos de fazer negócios

3. Estabilidade financeira: capta o risco de crises cambiais, crises bancárias sistêmicas e crises de dívida soberana

4. Serviços bancários financeiros: medidas de tamanho, a eficiência e a divulgação de informação financeira

5. Serviços financeiros não bancárias: inclui atividades de IPO, Fusões e Aquisições, seguros e securitização

6. Os mercados financeiros: engloba câmbio e mercados de derivativos, e equidade e desenvolvimento mercado de títulos

7. Acesso financeiro: avalia o acesso ao comércio e varejo

 

O índice tem uma visão abrangente na avaliação dos fatores que contribuem para o desenvolvimento dos sistemas financeiros a longo prazo. Tal abordagem permitirá que os tomadores de decisão possam desenvolver uma perspectiva equilibrada ao determinar quais os aspectos do sistema financeiro de seu país são mais importantes, e para calibrar essa visão empírica relativa a outros países.

Um achado importante nos resultados deste ano do índice é que os sistemas financeiros em todo o mundo parecem ter parado. Apenas dois subpilares, desenvolvimento da atividade de IPOs e mercado de capitais, experimentou considerável mudança neste ano sobre o ano anterior nos dados de base para a maioria dos indicadores. Os resultados mostram que:

• Durante o ano passado, a participação média dos processos de IPO diminuiu 11%, enquanto a participação média de IPOs do mundo em número de ofertas diminuiu 14%. Isto sugere que a listagem das empresas nos mercados está ficando mais concentrada.

• De 2010 para 2011, três dos quatro indicadores no subpilar do desenvolvimento do mercado de capitais mudaram significativamente, em média quase 20%. Durante o mesmo período, mais de dois terços dos países experimentaram um declínio no volume de transações de um ano sobre o anterior e número de empresas listadas por 10.000 pessoas, enquanto três quartos dos países viu uma queda no valor de mercado de ações negociadas em relação ao PIB.

Embora a maioria dos subpilares experimentaram movimentos insignificantes, a atividade de IPO e desenvolvimento do mercado acionário pareciam experimentar uma volatilidade significativa. Portanto, um olhar mais atento às variáveis ​​subjacentes em cada uma dessas subpilares em mais de um período de vários anos comprova o informativo. Olhar para as mudanças nas variáveis ​​individuais de uma perspectiva geral e regional lança luz sobre como as economias e regiões se saíram durante a crise. O relatório presta especial atenção para os cinco principais países que hospedam maiores bolsas de valores do mundo, uma vez que representam mais de 50% do valor de mercado mundial das empresas de capital aberto, e, assim, proporcionar uma perspectiva adicional sobre os efeitos da recente crise nos mercados de ações. Alguns dos pontos-chave desta análise são os seguintes:

• A mudança mais significativa ocorreu dentro do indicador valor de mercado doméstico em relação ao PIB. A variável de maior declínio ano sobre ano ocorreu de 2007 a 2008, e níveis de 2011 ainda são substancialmente mais baixos do que em 2006. No entanto, a liquidez parece estar se estabilizando, como destaca o fato de que a velocidade de volume de negócios se recuperou em 2011, aproximando-se dos níveis de 2006.

• Os resultados regionais estão em linha com as tendências acima mencionadas, como capitalização de mercado em relação ao PIB diminuiu na maioria das regiões, com exceção da Ásia/Pacífico. Em contraste, enquanto o quadro geral sugere que a liquidez está se estabilizando, Europa e América Latina estão em diminuição, indicando que demorando problemas de liquidez podem ser específicos dessas regiões.

• Através das cinco principais economias que possuem as maiores bolsas, a liquidez parece estar se estabilizando em linha com a tendência geral, com exceção do Reino Unido. No entanto, a capitalização de mercado doméstico em relação ao PIB ainda está em declínio em três dos cinco países analisados.

Entre os fatores que influenciam essa queda são as quedas nos valores negociados em relação ao PIB, o número de empresas listadas por 10.000 pessoas e atividades de IPO. Embora se possa observar bolsões de melhoria através de alguns indicadores relacionados ao sistema bancário, isso significa apenas um pequeno passo no que será um longo caminho para a recuperação. Volatilidade em todos os mercados de ações também sugere que muitos atores estão sentindo um grau de incerteza. A fim de aproveitar as muito necessárias oportunidades de crescimento, os tomadores de decisão precisam reconhecer que os sistemas financeiros devem progredir. Ao mesmo tempo, os líderes devem manter um olhar atento sobre os indicadores que mostraram declínios e tomar medidas se as condições continuarem a se deteriorar.


China tornou-se a maior potência comercial do mundo em 2012

sábado, fevereiro 9th, 2013

A China tornou-se a maior potência comercial do mundo em 2012, medido pela soma de exportações e importações de mercadorias, a potência asiática pela primeira vez superou os Estados Unidos, segundo os mais recentes dados oficiais dos dois países.

O Departamento de Comércio norte-americano revelou na sexta-feira (08/02/2013) que a balança comercial do país, a soma de importações e exportações, totalizou 3,82 trilhões de dólares (2,86 trilhões de euros), poucas semanas depois de as alfândegas chinesas terem anunciado uma subida da sua balança para 3,87 trilhões de dólares (2,9 trilhões de euros).

Enquanto a balança comercial chinesa é excedentária em 231,1 bilhões de dólares, a norte-americana é deficitária em 727,9 bilhões de dólares.

A China era o maior exportador mundial desde 2009, com os Estados Unidos a reterem o “título” de maior mercado importador.

Ainda assim, a economia norte-americana continua a ter uma dimensão muito superior à chinesa, mais do dobro (15 trilhões de dólares face a 7,3 trilhões). O crescimento econômico chinês tem sido mais forte, atingindo uma média de 9,9% entre 1978 e 2012.


Perspectiva Global de Fusões e Aquisições

segunda-feira, dezembro 10th, 2012

A empresa de avaliação de ativos e negócios American Appraisal, especialista global na área, em associação com mergermarket, fornece uma análise profundidade das tendências de avaliação de Fusões e Aquisições Globais com base em mais de 25.000 avaliações de transações em 28 países.

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De acordo com a pesquisa, em um contexto de declínio global de volumes de acordos e avaliações no primeiro semestre de 2012, um recente ressurgimento de avaliações de Fusões e Aquisições em tecnologia e na Ásia está trazendo esperança para os acionistas e negociadores globais.

Principais destaques:

  • Volumes e avaliações de Fusões e Aquisições caíram no primeiro semestre de 2012, mas investidores da Ásia-Pacífico demonstraram que ainda estavam dispostos a pagar preços superiores para ativos de alto crescimento.
  • Múltiplos de EBITDA para acordos de tecnologia quase dobraram no ano de 2011 para 14,1x, mostrando a resiliência do sector.
  • Apesar da incerteza legislativa e volatilidade dos mercados financeiros na Europa, a redução média dos múltiplos EBITDA da região estão proporcionando um ambiente atrativo de avaliações para compradores da Zona do Euro.
  • A América Latina (América Central e do Sul) foi a única região que houve aumento no volume de negócios e no valor (14% e 8%, respectivamente) durante o segundo trimestre de 2012.
  • O endividamento médio em relação ao capital total na Europa caiu de 22% para 15% entre 2010 e 2011, alimentando a atividade e recuperação das avaliações de Fusões e Aquisições.
  • O retorno do goodwill nos balanços sugere níveis saudáveis de avalição e reconhecimento do potencial de valorização das aquisições.

 

Múltiplo de EBITDA

Olhando especificamente para avaliações, os múltiplos de EBITDA sugerem o início da recuperação da economia mundial entre 2010 e 2011, segundo dados da American Appraisal.

Ativo explica pouco preço de aquisição

Quando negociam uma aquisição, as empresas costumam usar como referência a projeção de fluxos de caixa futuros da companhia-alvo, trazidos a valor presente, ou múltiplos de mercado de companhias concorrentes ou de negócios no mesmo setor.

Na contabilidade o reconhecimento do valor ocorre em três grupos:

  1. Ativos Líquidos – uma parte do que se paga tem como contrapartida os ativos líquidos da empresa adquirida.
  2. Ativos Intangíveis – não registrados no balanço, como marcas, patentes e licenças.
  3. Ágio ou Goodwill – o que não se consegue classificar em nenhuma das duas categorias anteriores, fica registrado no balanço como ágio por expectativa de rentabilidade futura.

Dependendo do segmento de atuação os bens do balanço podem ter um peso bem pequeno no preço de aquisição, tem setores que os ativos intangíveis e a expectativa de rentabilidade futura representaram mais de 75% do valor pago: Defesa (89%), Agricultura (83%), Consumo (82%), Serviços Financeiros (81%) e Tecnologia (78%).

Em segmentos ligados a infraestrutura e indústria de base, como energia, mineração, transporte e química, o valor dos ativos responderam por algo entre 40% e 60% do valor.


G-20 deve aprovar criação de ‘CNPJ’ global para bancos

domingo, novembro 4th, 2012

ADRIANA FERNANDES, ENVIADA ESPECIAL – Agencia Estado

CIDADE DO MÉXICO – O G-20 deve aprovar na reunião que acontece neste fim de semana no México a criação de uma espécie de “CNPJ” global para os bancos. A ideia é criar um sistema de identificação das transações financeiras no mundo que permita rapidamente a localização dos problemas em momentos de crise no mercado internacional. O tema foi discutido na reunião preparatória para o encontro deste domingo de ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 e trata-se de mais uma medida em estudo no G-20 para melhor a arquitetura financeira mundial.

“A proposta é ter um sistema global com um número para cada entidade financeira de forma que se tiver uma crise se consiga identificar mais rapidamente quem deve para quem e onde estão os problemas”, disse um fonte do G-20 que participa das negociações. Segundo a fonte, houve avanços nas discussões.

O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês), que coordena a resposta dos órgãos reguladores globais à crise financeira em nome do G-20, já havia preparado um relatório recomendando a criação desse sistema único de identificação. Na reunião de junho de cúpula de presidentes, o relatório foi aprovado e o G-20 pediu ao FSB para levar frente o trabalho para implementar o sistema.

Na reunião desse fim de semana, a última sob a presidência do México, se discute qual entidade será responsável em gerir o novo sistema. O Banco de Compensações Internacionais (BIS) poderá ficar temporariamente com essa missão.

Na reunião preparatória, os representantes dos ministros de finanças fizeram uma avaliação da situação da economia internacional, com ênfase no chamado “abismo fiscal” dos Estados Unidos, que trata dos debates sobre o orçamento de 2013 que prevê uma combinação de redução da despesa e impostos mais elevados e ameaça colocar a economia norte-americana em recessão. “Todo mundo está preocupado. Mas o problema está congelado enquanto não tiver a eleição para a presidência”, comentou uma fonte, referindo-se ao pleito que acontece na próxima semana.

Cotas. Os representantes também discutiram a reforma no sistema de cotas (que dá direito a voto) do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas não se espera um acordo final, porque ainda não há consenso, principalmente por parte dos europeus. O governo mexicano ainda tenta, no entanto, negociar algum avanço nesse tema que possa ser incluído no documento final do encontro, que será divulgado nesta segunda-feira.

Também se discutiu na reunião o programa do Banco Mundial de desenvolvimento dos mercados locais de dívidas (bonds) e o financiamento de longo prazo para infraestrutura.

Fonte: Agência Estado – http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,g-20-deve-aprovar-criacao-de-cnpj-global-para-bancos,133445,0.htm


A agência de classificação financeira Moody’s rebaixou o Banco Monte dei Paschi di Siena, banco mais antigo do mundo, à categoria especulativa

quinta-feira, novembro 1st, 2012

A agência de classificação financeira Moody’s Investors Service rebaixou nesta quinta-feira o Banco Monte dei Paschi di Siena, o mais antigo do mundo, à categoria especulativa por considerar que a recapitalização prometida pelo governo italiano pode ser insuficiente.

A queda do banco começou em 2007 com a oferta de 9 bilhões de euro pelo banco italiano Antonveneta. Quando o importante banco holandês ABN Amro quebrou, o banco afiliado italiano Antonveneta, cujo quartel-general ficava na rica região nordeste do país, foi vendido para o banco Santander. Depois de adquirir o Antonveneta, os espanhóis decidiram vendê-lo novamente e receberam uma oferta de cerca de 7 bilhões do banco francês BNP Paribas. Sem ser solicitados, os sienenses apresentaram uma oferta pelo Antonveneta 2 bilhões acima da feita pelo BNP Paribas.

Este valor exprimia apenas um valor afetivo e a administração da cidade deu sinal verde ao negócio. “Os lucros serão grandes para os acionistas”, declarou Francesco Ceccuzzi, membro do Partido Democrático de esquerda que mais tarde se tornaria prefeito de Siena. Isso aconteceu em novembro de 2007.

Algumas semanas antes, o banco britânico Northern Rock tinha tido problemas de refinanciamento. Seis meses mais tarde, a crise financeira se agravava e o preço das ações do MPS caiu consideravelmente. O banco havia financiado em parte a aquisição do Antonveneta com um aumento de capital de 5 bilhões, a ser pago pelos acionistas – em primeiro lugar, o acionista majoritário, a Fondazione MPS. A fundação teve trabalho para conseguir mais de 2 bilhões para ajudar a financiar a compra do Antonveneta.

Outro problema são mais de 25 bilhões em títulos a longo prazo do governo italiano em poder do banco. Esses papéis deixaram de ser considerados necessariamente como garantia, principalmente depois que a agência de classificação de risco americana Moody’s rebaixou mais uma vez o rating de crédito da Itália, em meados de julho.

Para piorar a situação, a Autoridade Bancária Europeia descobriu durante o teste de estresse dos bancos um déficit de capital no MPS e insistiu que o banco aumentasse seu capital em 3,2 bilhões.


A Comissão de Valores Mobiliários edita regra para uniformizar indicador EBITDA

quinta-feira, outubro 25th, 2012

A Comissão de Valores Imobiliários (CVM) por intermédio da Instrução 527, de 4/10/12, regulou como as empresas devem calcular o indicador EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization), em português LAJIDA (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização). A intenção da instrução é de uniformizar a divulgação das informações financeiras, visando melhora no nível de compreensão dessas informações, e tornando-as comparáveis entre as companhias abertas.

Até agora, o cálculo era feito de forma diferente por cada empresa que optasse por sua divulgação, que é facultativa. Existe um cálculo tradicional para o Ebitda, que está nos livros de finanças, e ele tem de ser atendido. As empresas estão autorizadas a divulgar um EBITDA Ajustado, calculado pela metodologia que achar mais adequada, desde que também publique o tradicional. Ao escolher publicar os dois indicadores, a companhia também deve informar a metodologia utilizada, ou seja, divulgar tudo o que for necessário para que o investidor entenda como o EBITDA foi ajustado e possa refazer a conta se achar necessário.

A padronização do cálculo é importante em função da utilização por bancos de investimento e gestores para calcular o indicador FV/EBITDA – a soma do valor de mercado da companhia com sua dívida líquida sobre o EBITDA, no processo de avaliação de empresas este indicador praticamente substituiu o P/L, a razão entre o patrimônio e o lucro líquido, indicador utilizado no mercado em meados dos anos 1990.

Para quem não esta acostumado a ver a utilização deste múltiplo pode surgir a dúvida por que o EBITDA é comparado ao valor da firma e não somente ao valor de mercado como ocorre com o múltiplo P/L, o entendimento é que o lucro pertence apenas aos acionistas e sua destinação definida pelos sócios. Enquanto o EBTIDA serve para pagar as obrigações dos sócios, as dos capitais de terceiros (os credores de dívida) e obrigações tributárias. A interpretação é quanto menor o múltiplo FV/EBITDA, mais atraente se encontra a ação. Mas essa comparação deve ser feita entre empresas do mesmo setor, pois, por exemplo, indústrias mais intensivas em capital tendem a apresentar EBTIDA relativamente maior e, por consequência, menor múltiplo. Nestes casos o EBITDA dessas companhias serve para pagar os altos investimentos.