Archive for the ‘Grandes líderes e visionários’ Category

15 frases geniais de Steve Jobs

quinta-feira, outubro 6th, 2011

Steve Jobs deixou uma coleção de frases antológicas sobre a Apple, a vida, a tecnologia e os rivais. Veja 15 delas

Maurício Grego, de Exame.com

Justin Sullivan / Getty Images

Cultuado pelos fãs e imitado pelos concorrentes, Steve Jobs tornou-se a maior das celebridades do mundo empresarial

São Paulo — Steve Jobs deixou uma coleção de frases antológicas que, às vezes, revelam uma sinceridade incomum para uma celebridade dos negócios. Jobs não escondia sua arrogância e nem sua confiança em seus próprios instintos ao tomar decisões na Apple. Demonstrava desprezo pelas pesquisas de mercado e obsessão pela perfeição. Também atacava rivais como John Sculley e Bill Gates com palavras cáusticas. Em algumas ocasiões, nos últimos anos, abordou, com serenidade e bom humor, a possibilidade de vir a morrer. Veja quinze das suas frases mais significativas.

1 Mudar o mundo

“Você quer passar o resto da vida vendendo água com açúcar ou quer ter uma chance de mudar o mundo?”

Frase dita para convencer John Sculley a deixar a Pepsi para se tornar CEO da Apple, em 1983. Está na autobiografia de Sculley.

2 Rebeldia

“É mais divertido ser um pirata que entrar na marinha.”

Em 1982, num evento da Apple

3 Juventude

“É raro ver um artista de 30 ou 40 anos realmente contribuir com alguma coisa impressionante”

Playboy, fevereiro de 1985 (Jobs tinha 29 anos)

4 O filósofo Sócrates

“Eu trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde na companhia de Sócrates.”

Newsweek, outubro de 2001

5 Sonho

“Estamos apostando na nossa visão. Preferimos fazer isso a fabricar produtos iguais aos outros. Vamos deixar outras empresas fazerem isso. Para nós, o objetivo é sempre o próximo sonho.”

Declaração à imprensa no lançamento do Macintosh, em janeiro de 1984

6 Tecnologia

“Ter filhos muda a maneira como vemos essas coisas. Nós nascemos, vivemos por um breve instante e morremos. Faz tempo que isso acontece. A tecnologia não está mudando muito isso – se é que está mudando.”

Wired, fevereiro de 1996

7 Televisão

“Acho que alguém assiste à TV para desligar seu cérebro. E trabalha no computador quando quer ligá-lo.”

Macworld, fevereiro de 2004

8 John Sculley

“John Sculley arruinou a Apple trazendo a ela valores corruptos e corrompendo pessoas-chave que estavam lá. Ele afastou os que não eram corruptíveis, trouxe novos corruptos e pagou a eles dezenas de milhões de dólares.”

Depoimento ao Computerworld Smithsonian Awards Program em 1995

9 Bill Gates

“Ser o homem mais rico do cemitério não me interessa. Ir para a cama à noite dizendo que fiz alguma coisa maravilhosa é o que importa para mim.”

The Wall Street Journal, 1993

10 Microsoft

“Nossos amigos lá do norte gastam 5 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento e tudo que eles parecem fazer é copiar o Google e a Apple.”

No evento para desenvolvedores WWDC, em agosto de 2006

11 Pesquisas de mercado – 1

“Achamos que zilhões de Macs serão vendidos. Mas não criamos o Mac para outras pessoas. Nós o construímos para nós mesmos. Éramos o grupo que julgaria se o Mac era grandioso ou não. Não faríamos nenhuma pesquisa de mercado. Só queríamos fazer o melhor que pudéssemos.”

Playboy, fevereiro de 1985

12 Pesquisas de mercado – 2

“Para uma coisa tão complicada, é realmente difícil conceber produtos com base em estudos do tipo ‘focus groups’. Muitas vezes, as pessoas não sabem o que querem até que mostremos a elas.”

Business Week, maio de 1998

13 Fim da Apple

“A Apple tem um patrimônio tremendo. Mas acredito que, sem algum cuidado, a empresa poderia, poderia, poderia – estou buscando a palavra certa – poderia morrer.”

Time, agosto de 1997

14 A vida é finita

“Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar nas grandes escolhas da vida”

Discurso na universidade de Stanford, em 2005

15 Morte

“As notícias sobre a minha morte são muito exageradas.”

Parafraseando Mark Twain num evento da Apple em setembro de 2008

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/15-frases-geniais-de-steve-jobs?page=1&slug_name=15-frases-geniais-de-steve-jobs

A vida extremamente privada de Steve Jobs

quinta-feira, outubro 6th, 2011

À medida que se transformava na imagem da empresa que ajudou a fundar, a Apple, Jobs criou um escudo responsável por ocultar sua trajetória pessoal

Veja

Alexandra Wyman/Getty Images

Steve Jobs e a esposa, Laurene Powell, durante a edição 2010 do Oscar, nos EUA

Falar sobre a vida privada de Steve Jobs é um desafio até para aficionados no assunto. À medida em que se transformava na imagem da empresa que ajudou a fundar, a Apple, Jobs criou uma espécie de escudo, responsável por ocultar diversos aspectos de sua trajetória pessoal. É uma atitude quase oposta à adotada por, entre outros, o rival Bill Gates, fundador da Microsoft, que há anos divide suas aparições com a mulher, Melinda, e que vez por outra revela o que conversa com os filhos.

A discrição relativa à vida de Jobs começa, sem força de expressão, em sua origem. Ele foi adotado ainda bebê por Clara e Paul Jobs. Alguns pormenores dessa importante passagem só vieram à tona logo após Jobs anunciar seu afastamento da direção da Apple, no fim de agosto, certamente motivado pela decadência de seu estado de saúde (embora a razão não tenha sido explicitada).

Surgiu, então, a figura de Abdulfattah John Jandali, um imigrante sírio que se apresentou como pai biológico de Jobs. Na versão dele, o ex-executivo é fruto da relação com Joanne Simpson, a mãe biológica. Contudo, em plenos anos 50 (o bebê veio ao mundo em São Francisco, em 1955), a família de Joanne teria impedido que o romance fosse adiante, além de forçar a mãe a doar a criança. “Eu estava muito apaixonado por Joanne, mas infelizmente seu pai, um tirano, não permitiu a nossa união”, afirmou Jandali, vice-presidente da rede de cassinos Reno, sediada no estado de Nevada. “Ela disse que queria entregar o bebê para adoção e foi embora para São Francisco para não envergonhar a família.” Joanne, assim como o casal Jobs, já faleceu.

Em 2005, durante um discurso na formatura dos alunos da Universidade de Stanford, Jobs, em uma rara oportunidade de autoexposição, relatou o episódio da adoção. “Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira e decidiu me oferecer para adoção (…) Tudo estava certo para eu fosse adotado por um advogado e sua mulher. Contudo, quando eu apareci, eles decidiram que na verdade queriam uma menina. Então, meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite perguntando: ‘Nós temos um garoto: vocês querem ele?’ Meus pais disseram: ‘É claro’.”

A adesão ao budismo é fruto de uma viagem à Índia, em 1974, com o amigo Daniel Kottke. Para a surpresa de todos, Jobs voltou aos Estados Unidos trajando roupas típicas de monges e com a cabeça totalmente raspada. Apesar de ter abandonado as roupas logo depois, ele continuou firme em sua crença. Em 1991, com a benção do monge Kobun Chino Otogawa, ele se casou na Califórnia com Laurene Powell, atualmente presidente do conselho da Emerson Collective, organização com foco em reformas sociais. O casal teve três filhos: Reed, nascido no mesmo ano, Erin, de 1995, e Eve, de 1998. O empresário pouco aparecia em público com a família.

Jobs e Laurene se conheceram cerca de um ano antes do casamento, no dia em que ele havia ido a Stanford para uma palestra. Ela estudava economia na instituição. Em uma entrevista posterior ao jornal The New York Times, Jobs recordaria o encontro. “Eu estava no estacionamento, com a chave no carro, e pensei comigo mesmo: ‘Se esta fosse minha última noite na Terra, eu preferiria passá-la em uma reunião de negócios ou com essa mulher?’ Então, corri pelo estacionamento e perguntei se ela jantaria comigo. Ela disse: “Sim”. Nós caminhamos pela cidade e estamos juntos desde então.”

No mesmo discurso em Stanford, Jobs fez duas referências a Laurene e aos três filhos comuns. Referindo-se a sua saída da Apple, em 1985, ele diz: “Nos cinco anos seguintes, fundei uma companhia chamada NeXT, outra empresa chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornaria minha mulher”, disse. “Laurene e eu temos uma família maravilhosa juntos.”

À época da união com Laurene, contudo, Jobs já possuía uma filha. Lisa Nicole-Jobs, hoje jornalista, nasceu em 1978, fruto do relacionamento entre Jobs e a artista plástica Chris-Ann Brennan. No mesmo ano do nascimento de Lisa, a Apple lançou o Apple Lisa, que, segundo a companhia, era apenas a sigla para Local Integrated Software Architeture (arquitetura local de software integrado).

Dias antes do anúncio da saída de Jobs do comando da Apple, John Jandali, o pai biológico, tentou um contato público com Lisa Nicole-Jobs. No perfil da jornalista no Facebook, o imigrante sírio escreveu que acompanhava o trabalho da neta e que apreciava a qualidade e o estilo de seus artigos. “Só queria lhe enviar uma nota de cumprimentos e os melhores votos para seu contínuo sucesso.”

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/a-vida-extremamente-privada-de-steve-jobs?page=1&slug_name=a-vida-extremamente-privada-de-steve-jobs

Steve Jobs multiplicou por 100 o valor da Apple desde 1996

quinta-feira, outubro 6th, 2011

Legado | 06/10/2011 12:38 A Apple quase quebrou sem o auxílio de seu cofundador genial, que ficou afastado por dez anos

Daniela Barbosa, de Exame.com

Getty Images

Steve Jobs faleceu ontem, aos 56 anos, mas deixou um legado: uma companhia com valor de mercado de US$ 340 bilhões

São Paulo – Nenhum número é mais expressivo para mostrar a importância de Steve Jobs para a Apple, do que o valor da empresa. Em 1996, quando Jobs retornou à companhia, após dez anos afastado por brigas, ela valia pouco mais de 3 bilhões de dólares e se afundava em prejuízos. No final de agosto deste ano, a cifra chegava a quase 340 bilhões de dolares – 113 vezes mais – e a Apple figurava no panteão das empresas mais admiradas do mundo.

Quando criou a Apple, em 1976, na garagem de sua residência, com a ajuda de seu sócio Steve Wozniak, Jobs não imaginava que desavenças pessoais o afastariam por mais de dez anos das operações da companhia que ele próprio desenhou.

Durante os anos de 1985 e 1996, Jobs esteve totalmente desconectado dos negócios da Apple e se dedicou, neste período, a projetos pessoais que deram certo, como a criação da NeXT , que a própria Apple comprou por mais de 400 milhões de dólares tempos depois.

A Apple, por sua vez, afundava sem o seu principal líder. Em 1996, a companhia vivia uma de suas piores crises financeiras e apresentou prejuízo ao mercado de mais de 800 milhões de dólares.  Na ocasião, Jobs foi convidado a assumir o cargo de CEO da companhia. O empresário sabia que tinha pela frente um grande desafio: tirar, literalmente, a Apple do buraco.

Lucro

Ambicioso e com a ideologia de vida de querer mudar o mundo, Jobs aceitou o desafio e durante os quase 15 anos, entre idas e vindas ao comando da companhia por conta da sua doença, o executivo elevou para 14 bilhões de dólares os ganhos da companhia.

Os primeiros anos, no entanto, da gestão de Jobs não tiveram resultados imediatos e foi, somente a partir de meados dos anos 2000, quando Jobs teve a grande sacada de diversificar o portfólio, com a criação do iPod e mais tarde do iPhone e do iPad , que a Apple começou se reerguer e a trilhar o caminho para chegar a posição que ocupa hoje.

Outros números da Apple, depois do retorno de Jobs, começaram a crescer também em grande proporção. A receita saltou seis vezes de 9,8 bilhões de dólares, em 1996, para 65,2 bilhões de dólares em 2010. Há estimativas que o faturamento, neste ano, ultrapasse a marca de 100 bilhões de dólares. O número de funcionários também cresceu 8.000 para quase 50.000 pessoas.

A morte do co-fundador da Apple foi anunciada ontem, mas não há dúvidas que seu legado continuará vivo e presente no dia-a-dia da companhia. Seu sucessor, Tim Cook, tem agora uma difícil, mas honrosa tarefa: dar continuidade aos planos do executivo mais formidável da história da Apple até agora.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/steve-jobs-multiplicou-por-100-o-valor-da-apple-desde-1996

Steve Jobs multiplicou a Apple por 100, mas fez melhor em outra empresa (acredite)

quinta-feira, outubro 6th, 2011

Genial em tudo que fazia, empresário criou a empresa de tecnologia NeXT e reinventou o estúdio Pixar – que mais tarde foi vendido para a Disney

Daniela Barbosa, de Exame.com

Getty Images

Steve Jobs: empresário fez história além da Apple

São Paulo – No último período em que esteve à frente da Apple, Steve Jobs multiplicou por 100 o valor da empresa. É claro que é um feito e tanto, mas, acredite, ele fez muito mais em outra companhia. Sim, a vida de empresário de Jobs não se limitou à empresa da maçã.

No período em que esteve afastado dos negócios da companhia que ele ajudou a criar, Jobs mergulhou de cabeça em novos projetos que renderam bons frutos e – principalmente – muito retorno financeiro.

Entre 1985 e 1996, Jobs esteve distante da Apple devido a conflitos pessoais com os demais sócios da empresa. Nesse período, aproveitou seu talento para criar a NeXT, empresa também do setor de tecnologia. No início, Jobs teve dificuldades para manter a companhia mas, com o apoio de investidores externo, conseguiu dar um norte para seus negócios.

A empresa, inicialmente, desenvolvia softwares para os setores financeiro, científico e acadêmico. Sua guinada veio no início da década de 90, quando criou uma ferramenta que permitia, por e-mail, compartilhar músicas, vídeos e outros arquivos. Enquanto a NeXT crescia e chegava ao seu primeiro lucro milionário, a Apple despencava no mercado. Em apenas dois anos, a companhia chegou a acumular perdas de mais de 2 bilhões de dólares.

Em 1996, Jobs criou um software de aplicações para a web. Foi o mesmo ano em que a Apple, para trazê-lo novamente ao seu comando, comprou a NeXT por 400 milhões de dólares – um valor quase 60 vezes maior que os 7 milhões que Jobs investiu na sua criação. E, de brinde, o tal software de aplicações tornou-se a base de outro sucesso da Apple – sua loja virtual Apple Store.

Desenho animado

Paralelo à NeXT, Jobs comprou o grupo Graphics em 1986. A empresa mais tarde se tornou o estúdio Pixar. Os investimentos do empresário no negócio somaram 10 milhões de dólares. A empresa tinha como proposta inicial desenvolver equipamentos para computação gráfica.

Anos depois, já batizada como Pixar, a companhia de Jobs fechou uma parceria com a Disney para produzir uma série de desenhos animados. Entre os filmes produzidos por Jobs estão todos da série Toy Story, Vida de Inseto e Os Incríveis.

No inicio dos anos 2000, no entanto, o contrato de parceria entre as duas empresas estava chegando ao fim e a Disney relutou para renová-lo. Jobs então foi à procura de um novo parceiro e, mais uma vez, deu uma tacada de mestre. Com medo de perder a Pixar para a concorrência, a Disney comprou a companhia por 7,4 bilhões de dólares – 700 vezes o valor pago por Jobs pela Graphics. O empresário ainda ficou com uma participação de 7% na empresa, tornando-se o maior acionista individual de todo grupo Disney.

A fortuna de Jobs é avaliada pela Forbes em 7 bilhões de dólares. Dos Estados Unidos, o empresário é apontado como o 39º homem mais rico do país. Já no ranking global, Jobs ocupa a 110º posição. Apesar de todo o talento do cofundador da Apple, acumular riqueza não foi o seu principal objetivo na vida.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/steve-jobs-multiplicou-a-apple-por-100-mas-fez-melhor-em-outra-empresa-acredite?page=1&slug_name=steve-jobs-multiplicou-a-apple-por-100-mas-fez-melhor-em-outra-empresa-acredite

Morto, Steve Jobs entra para a história dos grandes criadores

quarta-feira, outubro 5th, 2011

Empreendedor atrevido e visionário, Jobs deverá ser lembrado como uma das figuras emblemáticas da época atual

Maurício Grego, de Exame.com

Justin Sullivan / Getty Images

Entre as habilidades de Steve Jobs, estava a de show man, encantando plateias ao anunciar novos produtos da Apple

São Paulo — Mesmo sem ser realmente surpresa, a morte de Steve Jobs, nesta quarta-feira, causou comoção no mundo da tecnologia. Jobs morreu aos 56 anos, depois de uma longa luta contra o câncer e um mês e meio depois de renunciar ao posto de CEO da Apple. A empresa que ele fundou o homenageou com uma grande foto em seu site na web e uma mensagem onde ele é chamado de “ser humano impressionante” e “gênio visionário e criativo”.  Tratando-se de Jobs, essas palavras não parecem exageradas.

A família de Jobs também divulgou um comunicado em que diz que ele morreu tranquilo na companhia dos parentes próximos. Já o CEO da Apple Tim Cook enviou uma mensagem aos empregados da companhia comunicando a morte do fundador e dizendo que haverá uma celebração em breve na empresa.

Revoluções

Steve Jobs certamente teve altos e baixos ao longo da vida. Mas, desde que voltou à Apple, em 1996, até o dia em que renunciou ao cargo de CEO, em agosto deste ano, sua carreira foi uma sucessão de lances brilhantes e audaciosos. Sob seu comando, a Apple viabilizou o mercado de música digital por meio do iPod e do iTunes, redefiniu o conceito de smartphone com o iPhone e inaugurou a era dos tablets com o iPad.

E  mesmo antes de tudo isso acontecer, ele já era parte da história. A fundação da Apple numa garagem, a criação do Apple II, em 1977, e a do Macintosh, em 1984, tiveram impacto profundo na então nascente indústria de computadores pessoais. Sua obsessão pelo design resultou em produtos elegantes e funcionais que marcaram tendências.

O fim

A morte de Jobs aconteceu depois de mais de sete anos de luta contra o câncer. Ele passou por uma cirurgia no pâncreas em 2004 e por um transplante de fígado em 2009. Mesmo vítima de uma doença tão grave, ele permaneceu o quanto pode à frente da Apple. Ao renunciar ao posto de CEO, em agosto, ele admitiu que não tinha mais condições de cumprir as obrigações do cargo. A mensagem em que anunciou a renúncia foi sua última comunicação pública.

Bill Gates, o fundador da Microsoft, divulgou uma mensagem em que diz estar “verdadeiramente triste” pela morte de Steve Jobs. Ele observa que conhecia Jobs havia quase 30 anos. “Fomos colegas, concorrentes e amigos ao longo de mais da metade das nossas vidas. O mundo raramente vê alguém que provoca um impacto como o que Steve provocou. Os efeitos serão sentidos por muitas gerações no futuro” diz. De fato, quando alguém for estudar a história do início do século XXI, no futuro, Jobs estará entre os protagonistas.

Fonte: Portal Exame

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/morto-steve-jobs-entra-para-a-historia