Veja em tempo real quanto os americanos gastam

Os gastos dos cidadãos americanos podem ser visualizados através de um infográfico criado pelo site Coupon Box. O site calcula e tempo real o nível de consumo nos Estados Unidos com base em dados de 2014. Aberto na tela, os números vão crescendo ao longo das horas. Dá para ver os gastos diretos na Amazon, Walmart etc.

O consumo é responsável por cerca de 69% do PIB americano, contra 17% em investimento e 17% em gasto do governo (e -3% em exportações líquidas).

Source: Couponbox.com


Alphabet supera Apple como maior empresa negociada nos EUA

Alphabet, criação do Google: classes de ações combinadas da Alphabet valiam 568 bilhões de dólares

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A Alphabet superou a Apple como a companhia mais valiosa nos Estados Unidos na bolsa após o fechamento do mercado nesta segunda-feira, superando a fabricante do iPhone, que manteve a ponta na maior parte do tempo durante quatro anos.

Após o fechamento dos mercados, as classes de ações combinadas da Alphabet valiam 568 bilhões de dólares, ante 535 bilhões de dólares de valor de mercado da Apple.


Em 2015, o foco será na mudança de política monetária americana e política fiscal brasileira

No acumulado de 2014 a carteira sugerida apresentou rentabilidade de 29,7%, 32,6p.p. acima do Ibovespa e 18.9p.p. acima do CDI. O mês de Dez/2014 foi o último mês com sugestão de carteira

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Global Industry Classification Standard (GICS) – Sistema de classificação de indústrias mais popular e pode ser consultado no link http://www.msci.com/resources/pdfs/MK-GICS-DIR-3-02.pdf

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O retorno ocorre na mesma proporção da propensão do investidor ao risco. Clique na guia superior Download para baixar o arquivo Excel atualizado da carteira sugerida.


Small caps nos Estados Unidos e no Brasil

A análise do histórico do mercado de capitais norte-americano é sempre importante em razão do estágio de maturidade do país. Se o considerarmos como um paradigma, muito do que já ocorreu lá poderá ocorrer em outros mercados que se encontram em fase de expansão e amadurecimento.

Podemos olhar o histórico do mercado norte-americano através dos dados da Ibbotson Associates, que são atualizados anualmente para publicação do SBBI Yearbook, esta publicação talvez contenha a história mais abrangente do mercado doméstico de ações dos EUA.

O gráfico abaixo mostra o retorno acumulado (para US$ 1 investido no final de 1925, com o reinvestimento dos dividendos) de small caps e large caps de 1926-2009.

Olhando para o gráfico existem duas conclusões imediatas:

1.   As small caps superaram as large caps a uma taxa superior a 5 no período de 1926-2009 – e tiveram uma performance melhor em relação às large caps, especialmente nos últimos 40 anos. Esse “efeito do tamanho” é significativo à medida que nem todo retorno da maior small caps sobre as large caps pode ser simplesmente explicado pelo fato de que os investidores estão incorrendo em maiores riscos ao comprar ações de empresas small caps.

2.   A segunda conclusão é muito menos óbvia – e pode ser difícil para alguns observar isso no gráfico. De 1926 até 1957, small caps tiveram uma performance abaixo das large caps. Por que isso ocorreu? Ao longo da década de 1920 e até o outono de 1929, muitos investidores norte-americanos estavam dispostos a comprar ações de pequenas e médias empresas acreditando que elas poderiam ter performance ou se sustentar tão bem como as grandes empresas durante as recessões econômicas. A queda do mercado e a Depressão subsequente de setembro de 1929 a julho 1932 eliminaram essa crença. Nos 30 anos subsequentes os investidores simplesmente se recusaram a comprar ações de pequenas empresas, a não ser que elas estivessem sendo negociadas com descontos significativos em relação às ações das grandes empresas. Além disso, as exigências dos relatórios requeridos pela SEC tornaram-se mais rigorosas e, após a queda de 1929-1932, causou uma melhora na qualidade das pequenas empresas listadas de forma a permitir melhor potencial de retorno em ações de pequenas empresas dali para frente.

Pensando no futuro, pode parecer razoável acreditar que um “investidor inteligente” nos EUA pode simplesmente colocar todo o seu dinheiro em fundos de Índice Small Cap e depois simplesmente esquecê-los até o dia em que ele se aposente. Entretanto, essa estratégia pode não ser o que um investidor sábio faria; o desempenho superior das small caps também tem sido envolvido em Bull Market (mercado em tendência de alta generalizada) e Bear Market (mercado em tendência de baixa generalizada) desde 1926. Exemplificando: as large caps superaram todas as small caps no período de 1926 a 1931, novamente no período de 1946 a 1948 e, mais uma vez, com exceção de 1954, entre 1951 e 1957. Assim como o fato de que as ações superaram outros investimentos em períodos significativos de tempo.

Essa mesma conclusão vale para o Brasil: haverá momentos em que é melhor investir em small caps porque elas estão subavaliadas em relação às large caps. Na tabela abaixo mostra a comparação da performance do Índice Small Cap, desde sua primeira medição, em 01/09/2005, versus o Ibovespa.

Comparação do Índice Small Cap versus Ibovespa

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Peter L. Bernstein sobre risco

O célebre autor de Desafio aos Deuses: a Fascinante História do Risco explora a história de risco e como ele funciona no mundo real dos mercados e em nossas vidas

Risco não significa perigo, significa apenas não saber o que o futuro reserva. Neste vídeo Peter L. Bernstein explica por que no mundo real os modelos matemáticos mais sofisticados às vezes podem falhar.

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Como evitar que a emoção atrapalhe seus investimentos

Especialistas em finanças comportamentais explicam cinco técnicas para que o pânico ou a euforia não o leve a equívocos na bolsa

Julia Wiltgen, de EXAME.com

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Daniel Kahneman, um dos pais das Finanças Comportamentais: psicólogo israelense ganhou um Nobel de Economia por suas contribuições na área

São Paulo – Reza a ideologia dominante entre teóricos financeiros que os mercados são lógicos, racionais e sempre tendem ao equilíbrio. Investidores seriam seres guiados apenas pelo objetivo de ganhar o máximo de dinheiro, sem se importar em assumir erros para evitar perdas maiores ou ignorar oportunidades de aproveitar uma pechincha por mais que todos os alarmes de risco estejam soando. Afinal, por mais que o mercado possa se equivocar momentaneamente, uma hora ou outra a razão falará mais alto, e quem tiver enxergado a oportunidade primeiro embolsará os lucros mais gordos.

Aparentemente conectado à realidade, esse discurso sofreu um abalo durante os anos de 2008 e 2009, quando expressões como “pânico” e “euforia” frequentaram o noticiário econômico com uma assiduidade nunca vista na história. Nessas horas, quem aparece com a explicação mais convincente para os seres humanos comprarem ações muito caras e venderem papéis muito baratos são os teóricos das finanças comportamentais. Trata-se de uma classe ainda vista com certo preconceito pela maioria do mercado, mas que possui um argumento difícil de refutar: os investidores são seres humanos e, como tais, acabam influenciados por suas emoções até na hora de lidar com o próprio dinheiro. Grandes perdas financeiras podem ser tão difíceis de suportar quanto a dor física. É por esse motivo que, quando a bolsa desaba, muita gente vende ações ao invés de aproveitar a oportunidade para comprar.

Ainda de acordo com as finanças comportamentais, qualquer ser humano estaria sujeito a tomar decisões desesperadas em momentos de estresse no mercado, mas pessoas menos acostumadas a lidar com o próprio dinheiro são as mais suscetíveis ao pânico. Nessas horas, até mesmo um componente biológico não pode ser ignorado. Um estudo da Universidade de Cambridge concluiu que 23% das mulheres e 18% dos homens sofrem de um distúrbio chamado fobia de finanças pessoais. Metade das pessoas que participaram da pesquisa sofrem aceleração do ritmo cardíaco ao lidar com o próprio dinheiro, e 15% deles chegavam a evitar abrir os envelopes bancários “para não ter transtornos”.

Curar esse tipo de fobia não é fácil. Mas especialistas dizem que é possível evitar que o lado emocional atrapalhe suas decisões de investimento seguindo cinco dicas simples.

1 – Evite o movimento de manada

2 – Não se exponha demais

3 – Cuidado com os eventos atípicos

4 – Consulte especialistas

5 – Questione os motivos para determinado investimento

Clique aqui e leia o artigo completo


Apple é primeira empresa a valer mais de US$ 700 bilhões, em valores nominais

Em 10 de fevereiro de 2015, uma terça-feira, a Apple se tornou a primeira empresa a alcançar um valor de mercado de mais de 700 bilhões de dólares, quando as ações dispararam em meio a notícias positivas sobre as vendas de smartphones e pelo relógio inteligente, que será lançado em breve.

Steve Jobs ha comunicato al consiglio d'amministrazione della Apple le sue dimissioni con effetto immediato

Os papéis da Apple subiram 1,9% para chegar a cerca de 122,02 dólares, elevando o valor de mercado da companhia a 710 bilhões de dólares, tornando-a a primeira empresa a superar a casa dos 700 bilhões, em valores nominais. Num momento que o valor de mercado americano também se encontra em patamares recordes. Em 13 de fevereiro de 2015, a cotação de suas ações encerrou o pregão em US$ 127,08, valorização de 90,65% nos últimos 2 anos. No mesmo período o Índice NASDAQ subiu 53,00%, o Índice S&P 500 subiu 37,83% e o Índice Dow Jones subiu 28,95%.

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Recordes em Capitalização de Mercado

Em 5 de novembro de 2007, ações da PetroChina no primeiro dia de negociação após seu IPO em Shanghai Stock Exchange dispararam a partir do preço de IPO de 16,7 RMB para 43,96 RMB pelo fechamento (preço de abertura foi de 48,6 RMB). Isso deu uma capitalização de US$ 1 trilhão (US$ 1,137 trilhão em dólares de 2015) no mercado. No entanto capitalização de mercado com base em H-shares nunca chegou a US$ 500 bilhões.

O recorde anterior foi realizada pela Microsoft desde 30 de dezembro de 1999, quando se chegou a um preço elevado share intraday de 119,94 dólares . Com 5.160.024.593 ações em circulação (em 30 de Novembro de 1999), a empresa tinha uma capitalização de mercado de 618,9 bilhões dólares. O ajuste da inflação para 2015, a capitalização de mercado da Microsoft estaria em 876,0 bilhões dólares americanos de 2015, ou seja, em termos reais o recorde ainda permanece com a Microsoft, mas como muitos analistas já vêm dizendo nos últimos anos que a Apple será a primeira empresa a ultrapassar o valor de US$ 1 trilhão, pelos resultados até o momento não dá para duvidar.


Bolsas nos EUA fecham em patamar recorde e Valor de Mercado Mundial se encontra no maior patamar histórico

Nova York – Em 05 de setembro de 2014, o Índice S&P 500 fechou em novo patamar recorde de alta com variação positiva de 0,5%, a 2.007,71 pontos. O Índice Dow Jones subiu 0,4%, fechando em 17.137 pontos e o Nasdaq subiu 0,45%, fechando em 4.582 pontos.

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Em 05 de agosto de 2014, a Federação Mundial de Bolsas (World Federation of Exchanges) publicou o relatório com as Estatísticas do Mercado do primeiro semestre de 2014.

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Entre os destaques o relatório mostra a continuidade de um forte desempenho dos mercados de ações, com o Valor de Mercado Global atingindo USD 68,7 trilhões, o que representa um crescimento de 21% em relação ao mesmo período de 2013.

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Este valor é o maior patamar histórico do Valor de Mercado Global, se olharmos o Valor de Mercado Global com base nos dados da Mckinsey o topo anterior foi atingido entre o final de 2007 e o estouro da crise financeira em 2008, a única conclusão que podemos tirar é que em breve teremos momentos de correção nos preços das ações, este valor não reflete o momento econômico mundial que ainda não se recuperou plenamente da crise financeira.

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No Brasil, o Índice Bovespa (IBovespa) ainda não ultrapassou a máxima histórica obtida em 20 de maio de 2008, data em que alcançou 73.516 pontos. A euforia ocorreu após a S&P elevar o rating do País para grau de investimento em 30 de abril daquele ano, embora as outras duas agências de classificação de risco (Fitch e Moody’s) tenham tomado a mesma decisão nos meses subsequentes, o índice foi aos poucos se distanciando de sua pontuação histórica e revertendo a tendência de alta a partir do 2º semestre do ano, quando a crise do subprime norte-americano se alastrou pelo mundo.

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Fusões e aquisições movimentaram R$ 165 bilhões no Brasil em 2013, diz Anbima

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANDIMA) publica o Boletim de Fusões e Aquisições com dados e outras estatísticas de 2013.

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Apesar do baixo dinamismo apresentado no primeiro semestre com R$ 51,1 bilhões apenas, os anúncios de fusões e aquisições dispararam no segundo semestre de 2013, atingindo o recorde para o período, de R$ 114,2 bilhões e elevando o total do ano para R$ 165,3 bilhões.

Foi o segundo melhor ano desde o início da série histórica em 2008. O resultado fica abaixo apenas do registrado em 2010, de R$ 184,8 bilhões. Em relação aos R$ 122 bilhões de 2012, houve crescimento de 35,49%. Foram fechados 181 negócios, o maior número deste 2008, cinco a mais do que os 176 de 2012.

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O número do segundo semestre foi puxado pela operação de fusão entre Portugal Telecom e Oi, que sozinha movimentou R$ 28,7 bilhões. O setor de Telecomunicações e TI foi o destaque no ano, com 22,9% dos negócios, seguido do de Petróleo e Gás e de Energia, com 13,6% e 12,6% do total movimentado no ano, respectivamente. Cada um dos três foi responsável por 18 negócios.

A origem do capital manteve o perfil de 2012, com 39% vindo de empresas brasileiras, que foram responsáveis também pelo maior número de operações, 55,2%. Já americanos e asiáticos foram destaque na compra de empresas brasileiras.

Já nas compras de empresas estrangeiras por brasileiras, o destaque ficou com as europeias, que responderam por 89,3% das companhias vendidas, para 10,7% das dos Estados Unidos.

Os fundos de private equity responderam por 50 dos 181 anúncios de negócios em 2013, na maioria delas, 36, fazendo investimentos e 11 desinvestimentos. Outros três negócios foram tanto investimentos quanto desinvestimentos. No total, os negócios dos fundos de private equity chegaram a R$ 29,1 bilhões, sendo R$ 24,1 bilhões em investimentos.

O banco com maior volume em fusões e aquisições fechadas em 2013 foi o BTG Pactual, com R$ 21,7 bilhões em 33 operações. Em segundo, vem o Credit Suisse, com R$ 17,4 bilhões e 16 operações e o Itaú BBA, com R$ 12,1 bilhões e 16 operações também.

Já em volume de operações anunciadas no ano passado, o BTG Pactual também lidera, com 47 operações no valor de R$ 82,3 bilhões. Em segundo lugar em volume financeiro de anúncios vem o Morgan Stanley, com R$ 45 bilhões. Já em número de operações, o segundo  lugar é do Itaú BBA, com 31 operações anunciadas.


O fundo de pensão global do governo norueguês ultrapassou as 5 trilhões de coroas norueguesas

O fundo de pensão global do governo norueguês ultrapassou as 5 trilhões de coroas norueguesas desde o início de 2014, como o país tem cerca de 5 milhões de habitantes, isso significa que se o fundo fosse dividido igualmente entre os noruegueses, cada um ficaria com mais de 1 milhão de coroas norueguesas ou aproximadamente 163 mil dólares americanos.

No site do banco central da Noruega, http://www.norges-bank.no/en/, monitora em tempo real o valor do fundo no canto direito.

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Global Government Pension Fund ou Fundo de Pensão Global do Governo

Ele é o maior investimento do Norges Bank Investment Management (NBIM). O fundo foi criado em 1990 como uma ferramenta de política fiscal para apoiar a gestão a longo prazo das receitas petrolíferas da Noruega.

O NBIM gere o fundo em nome do Ministério das Finanças , que possui o fundo em nome do povo norueguês . O ministério determina a estratégia de investimento do fundo, seguindo o conselho de entre outros do NBIM e debates no Parlamento.

O ministério transfere regularmente receitas do petróleo para o fundo. O capital é investido no exterior, para evitar o superaquecimento da economia norueguesa e para protegê-lo dos efeitos das flutuações do preço do petróleo. O fundo investe em mercados de ações e de renda fixa internacional e imobiliário. O objetivo é ter uma mistura diversificada de investimentos que vai dar o maior retorno ajustado ao risco possível dentro das orientações definidas pelo ministério.

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Nenhum pagamento de pensão

O fundo foi criado para dar espaço ao governo para manobras na política fiscal. Ele também serve como uma ferramenta para gerenciar os desafios financeiros do envelhecimento da população e uma queda esperada na receita do petróleo. O fundo foi projetada para ser investido a longo prazo, mas de uma forma que tornou possível a desenhar-se quando necessário.

O fundo foi chamado Fundo Petrolífero até 2006, quando foi rebatizado. A mudança destacou o papel do fundo na economia de receitas do governo para financiar um aumento esperado em custos futuros de pensões públicas. Apesar do nome, o fundo não tem responsabilidades formais de pensão. Nenhuma decisão política tem sido feito a respeito de quando o fundo pode ser usado para cobrir os custos das futuras pensões.

 

Instrumento de política fiscal

O fundo é parte integrante do orçamento anual do governo. Sua entrada de capital consiste governo todas as receitas do petróleo, as transações financeiras líquidas relacionadas às atividades de petróleo, líquido de o que é gasto para equilibrar o déficit orçamentário não-petrolífero do estado.

Isto significa que o fundo é totalmente integrado com o orçamento do Estado. A política fiscal é baseada na diretriz que ao longo do tempo o déficit orçamentário não-petrolífero estrutural deve corresponder ao retorno real do fundo, estimado em 4% ao ano. Estima-se que o fundo detenha 1,25% do valor de mercado de todas as companhias do mundo.

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O país tem desemprego em torno de 3% e o maior índice de desenvolvimento humano do mundo.


O Brasil apresenta 27% dos funcionários engajados com o trabalho e é o 6º país com maior taxa de engajamento do mundo

O relatório State of the Global Workplace: Employee Engagement Insights for Business Leaders Worldwide destaca descobertas do estudo contínuo da Gallup de postos de trabalho em mais de 140 países de 2011 até 2012. Este é uma continuação do relatório anterior sobre engajamento mundial do empregado, que abrangeu os dados de 2009 a 2010. Este último relatório fornece insights sobre o que os líderes podem fazer para melhorar o envolvimento dos funcionários e desempenho em suas empresas. Ele inclui análises regionais de dados de engajamento de funcionários, conhecimentos em nível de país de consultores da Gallup em todo o mundo, um olhar para o impacto do envolvimento no desempenho organizacional e individual, e informações sobre como as empresas podem acelerar o engajamento dos funcionários.

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O levantamento da consultoria Gallup, estima-se que, por ano, os Estados Unidos percam de US$ 450 a 550 bilhões com os profissionais que não gostam do próprio trabalho. As pessoas que odeiam o próprio trabalho e, pior, que encorajam a infelicidade alheia foram classificadas como “desengajados ativos” e o caso contrário são os engajados, ou seja, aqueles que gostam do trabalho e se identificam com a companhia em que atuam. No mundo, apenas 13% das pessoas estão, realmente, motivadas com suas carreiras.

Para chegar aos dados, a Gallup entrevistou profissionais de mais de cem países e fez as seguintes perguntas:

1. Você sabe o que é esperado de você no trabalho?

2. Você tem os materiais e equipamentos necessários para fazer seu trabalho?

3. No trabalho, você tem a oportunidade de fazer o seu melhor a cada dia?

4. Nos últimos sete dias, você recebeu reconhecimento ou louvor por ter feito um bom trabalho?

5. Seu chefe, ou alguém do seu trabalho, parece se importar com você como pessoa?

6. Há alguém no seu trabalho que encoraja seu desenvolvimento?

7. No trabalho, suas opiniões são relevantes?

8. A missão ou propósito da sua companhia faz com que você acredite que seu trabalho é importante?

9. Seus pares estão comprometidos a fazer um trabalho de qualidade?

10. Você tem um melhor amigo no trabalho?

11. Nos últimos seis meses, alguém conversou com você sobre progresso?

12. No último ano, você teve oportunidades de aprender e crescer no trabalho?

 

Quanto mais respostas positivas, maior o engajamento (ou a paixão e senso de propósito) do profissional no próprio emprego. A seguir a lista dos países com maior taxa de engajamento:

Ranking País Engajado Desengajado Ativamente desengajado
1 Panamá 37% 51% 12%
2 Costa Rica 33% 53% 14%
3 Estados Unidos 30% 52% 18%
4 Filipinas 29% 63% 8%
5 Qatar 28% 62% 10%
6 Brasil 27% 62% 12%
7 Emirados Árabes Unidos 26% 60% 14%
8 Guatemala 26% 55% 19%
9 Colômbia 26% 61% 13%
10 Austrália 24% 60% 16%
11 El Salvador 24% 56% 20%
12 Chile 24% 58% 18%
13 Nova Zelândia 23% 62% 15%
14 República Dominicana 23% 59% 18%
15 Bolívia 23% 58% 20%
16 Nicarágua 22% 53% 25%
17 Uruguai 22% 54% 24%
18 Moldóvia 22% 62% 16%
19 Dinamarca 21% 69% 10%

Automatização ameaça 47% dos empregos nos EUA, diz estudo de pesquisadores de Oxford

Os pesquisadores Carl Benedikt Fre e Michael A. Osborne, da Universidade de Oxford, usaram descrições detalhadas e padronizadas de 702 tipos de ocupações para criar um modelo estatístico que mostra quais são mais ou menos vulneráveis à substituição por computadores.

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Como resultado concluíram que 47% dos postos de trabalho nos Estados Unidos estão sob alto risco de desaparecer nos próximos dez a vinte anos, 19% tem risco médio e 33% tem risco baixo. O motivo para isso é que a tecnologia está avançando pela primeira vez sobre campos antes considerados exclusivos do trabalho humano: as chamadas tarefas cognitivas ou não-rotineiras.

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Três eixos são levados em conta para avaliar a probabilidade de que uma função seja substituída:

  1. necessidade de inteligência social
  2. criatividade
  3. percepção e manipulação

Segundo os pesquisadores Carl e Michael o estudo foi inspirado pela famosa previsão do economista John Maynard Keynes que o desenvolvimento tecnológico traria desemprego porque “nossas formas de economizar no uso do trabalho crescem de forma mais rápida do que a velocidade na qual conseguimos inventar novos usos para ele”.

A noção de que a tecnologia causa desemprego é antiga e recorrente desde a revolução industrial, mas se provou errada, pelo menos até agora. Os avanços na automatização afetam negativamente grupos e indústrias específicas, mas também geram aumento de produtividade e efeitos benéficos sobre toda a cadeia produtiva.

Talvez seja até possível prever quais tipos de emprego vão desaparecer em um futuro próximo, mas ainda não inventaram uma forma de adivinhar as novas ocupações que ainda estão para surgir.


O custo de manter o dinheiro em papel moeda nos EUA é estimado em US$ 200 bilhões por ano

Pesquisadores calculam quanto o governo e a sociedade perdem com uma economia que ainda é baseada na troca de cédulas e moedas

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Praticamente metade do valor se refere a uma estimativa conservadora do que o governo americano deixa de arrecadar em impostos por causa de transações feitas em dinheiro e não declaradas em impostos. Isso sem contar os 1,2 bilhão de dólares que o Federal Reserve gasta por ano para produzir e distribuir cédulas e moedas.

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Outros 40 bilhões de dólares dizem respeito a dinheiro roubado dos negócios do varejo, o equivalente a 1% das receitas do setor, que também gasta e mais ou menos em segurança para se proteger de furtos e assaltos.

Os consumidores perdem 500 milhões por ano com roubo de dinheiro e 8 bilhões em taxas para sacar cédulas em caixas eletrônicos.

Segundo levantamento realizada através de entrevista, os consumidores passam em média 28 minutos por mês se deslocando para os caixas eletrônicos – e como tempo é dinheiro, este foi considerado um outro custo econômico considerável.

Os autores avaliam que os elementos para uma ruptura com a “cash economy” estão dados: há custos significativos no modelo atual e alternativas viáveis já desenvolvidas. E este é um fenômeno que já está ocorrendo, ainda que lentamente: a proporção de transações feitas em dinheiro caiu de 43% para 37% de 2005 para 2010.